desvalorização do real com a inflaçãoNão é nenhum exagero dizer que não há uma semana em que não recebamos perguntas sobre “importações destruírem empregos”, “real valorizado prejudicar a indústria nacional”, “moeda desvalorizada ter suas vantagens”, “protecionismo ter alguma importância estratégica” e todas as variáveis do tipo.  Não obstante todas as perguntas possíveis sobre protecionismo já terem sido respondidas por completo em nossos artigos sobre protecionismo, há alguns detalhes sobre o assunto que ainda não foram explorados a contento.  A maioria das vezes, as perguntas centram-se na questão das tarifas de importação.  Hoje, ela centrará na questão da valorização da moeda.

Um leitor nos envia a seguinte pergunta:

Boa noite,

Tenho uma dúvida de teoria econômica. Agradeço se puderem me esclarecer.

Qual seria a política cambial certa em um cenário de guerra cambial, onde todos os países competem desvalorizando suas moedas?  Por exemplo, o Brasil. Se nossa presidente, seguindo os ensinamentos da Escola Austríaca, cruzasse os braços e deixasse o mercado atuar, nossa economia estaria em uma situação melhor agora? Suponhamos que em vez de desvalorizar o real, como o BC está fazendo, ele deixasse a nossa moeda apreciar. Hoje, o real estaria valendo ouro e as importações, tanto as que são para consumo quanto as de insumos para a indústria, seriam impulsionadas como nunca antes, é verdade. Mas não aconteceria um processo de desindustrialização semelhante ao sofrido pelos EUA devido à política cambial chinesa? Neste caso, no final das contas, estaríamos em melhor ou pior situação?

Pode-se citar, como pontos positivos, um provável aumento de produtividade da indústria, em razão do crescimento das importações de insumos e bens de capital. Contudo, como confiar que esse aumento seria suficientemente grande para compensar — e este é o ponto negativo — a perda de competitividade dos preços dos nossos produtos?

Por fim, uma moeda valorizada funcionaria como refúgio para os investidores (como o franco suíço até um tempo atrás), o que reduziria drasticamente os juros de captação e seria um estímulo para o governo se endividar mais.

Em resumo, a pergunta do leitor em nada difere das outras dezenas que já recebemos sobre o assunto.  Porém, esta é mais interessante porque permite um maior aprofundamento sobre uma questão muito pouco entendida pelos brasileiros, por total falta de experiência com o assunto: os benefícios de se ter uma moeda forte.

Primeiro, uma correção

Antes de responder diretamente às perguntas do leitor, é importante fazer uma correção técnica em seu raciocínio.  Em seu terceiro parágrafo, o leitor afirma que se o Banco Central brasileiro não estivesse imprimindo reais para desvalorizá-lo perante o dólar, o real hoje estaria substancialmente valorizado.  Esse raciocínio não é correto.

Sim, é verdade que o que determina a taxa de câmbio de uma moeda é o seu poder de compra.  Consequentemente, a moeda que for menos inflacionada tenderá a ter um poder de compra mais elevado em relação às outras moedas, e sua taxa de câmbio, por conseguinte, será a mais apreciada.  Porém — e esse é o ‘grande lance’ —, o que determina o poder de compra de uma moeda não é apenas a sua oferta, mas também ademanda por esta moeda.

Se o Banco Central brasileiro interrompesse por completo a expansão monetária, de modo que a quantidade de reais na economia se tornasse fixa, tal medida, por si só, não seria nenhuma garantia de que a nossa taxa de câmbio iria se apreciar e o real passaria a “valer ouro”, como disse o leitor.  Tudo iria depender da demanda(nacional e mundial) por reais.  A demanda por moeda pode ser entendida como ‘a procura por moeda para se realizar transações econômicas’.  Quanto maior o crescimento de uma economia, maior tende a ser a demanda por sua moeda.  Ou seja: a demanda por uma moeda tende a ser proporcional ao crescimento da economia daquele país.

Em outras palavras: se o Banco Central brasileiro interrompesse a expansão do crédito no país, que hoje apresenta um crescimento em torno de 18% ao ano, a economia entraria em profunda recessão.  Estando em recessão, a demanda (nacional e mundial) por reais deixaria de aumentar (poderia até cair).  E isso, por si só, impediria qualquer apreciação no valor do real no mercado internacional.  O real não iria se valorizar, e a taxa de câmbio, ao contrário do que disse o leitor, não estaria “valendo ouro”.

Um exemplo prático desta teoria pôde ser observado no Brasil em 2003.  Naquele ano, com a inflação de preços (IPCA) chegando aos 17%, o Banco Central subiu os juros e fez com que a expansão de crédito caísse de 13% para 3% ao ano, uma das menores da história do real (ver o quarto gráfico deste artigo).  Isso, no entanto, fez com que o câmbio fosse de 3,70 reais por dólar para apenas 2,80 reais por dólar, sendo que, no primeiro semestre de 2004, o real já havia se desvalorizado novamente para mais 3 reais por dólar.  Ou seja, a abrupta interrupção da expansão creditícia daquele ano, longe de gerar uma forte valorização do real, gerou apenas recessão.

Desde que o câmbio passou a ser flutuante, em 1999, o dólar só ficou abaixo de 1,70 real durante alguns meses de 2008 e de 2010/2011, justamente quando a economia estava crescendo às suas taxas mais vigorosas desde a introdução do real.

Esta explicação, por si só, já deveria servir para aplacar os temores do leitor e de todos os outros que, como ele, temem a “ininterrupta valorização” do real perante o dólar e a consequente “aniquilação da indústria nacional”.  Ao contrário do senso comum, é muito difícil manter uma moeda permanentemente forte.  É necessário sabercombinar baixa expansão do crédito com contínuo crescimento econômico.  Até hoje, apenas os suíços e os alemães souberam fazer isso por várias décadas (ambos os países, aliás, fortes exportadores, “apesar de” sua moeda forte).

1º resposta

Implícito em todo o raciocínio do leitor está a noção de que desvalorizar o câmbio — ou seja, inflacionar a moeda — é uma medida benéfica para a indústria e neutra para o resto da população.  Nada mais falso.  O que o leitor não disse explicitamente, mas deixou claro nas entrelinhas, é que medidas inflacionárias podem ser boas para alguns e neutras para o restante da população, de modo a criar um genuíno “ganho social” para o país.

Embora o setor industrial realmente se beneficie com a desvalorização do câmbio, este benefício se dá em detrimento do bem-estar de todo o resto da população do país, que não apenas tem de arcar com um custo de vida mais elevado em decorrência da inflação de preços gerada pela inflação monetária, como ainda fica privada de obter bens importados a preços acessíveis.  Como pode alguém defender a redução do poder de compra de vários em prol de bem-estar de alguns poucos?  Isso é elitismo puro e duro.

Vejam o que houve recentemente no Brasil, que adotou a medida de desvalorização cambial defendida pelo leitor.  Em julho de 2011, um dólar valia R$1,54.  Isso significa que um brasileiro que ganhava um salário de R$3.000 tinha um poder de compra de US$1.948.  Hoje, após a adoção das medidas defendidas pelo leitor, um dólar vale R$2,02.  Logo, um brasileiro que ganha R$3.000 viu seu poder de compra cair para US$1.485.  Para manter seu poder de compra inalterado, este brasileiro teria de ganhar hoje R$3.934.

Como pode esta abrupta redução no poder de compra da população brasileira ser defendida?  Como ela pode ser boa para a economia?  Como pode uma população estar em melhor situação se ela hoje possui mais dificuldades para adquirir bens estrangeiros?  Se um país quer ser uma potência, como ele irá conseguir isso reduzindo o poder de compra de sua população?  Todo esse raciocínio equivale a dizer simplesmente que dificultar o comércio é uma medida que cria riqueza para todos.

2ª resposta

Também implícito no raciocínio do leitor está a noção de que uma economia saudável é aquela que possui baixas taxas de desemprego.  Outro erro.  Baixas taxas de desemprego é algo que pode ser atingido da noite para o dia: basta colocar os desempregados para cavar buracos.  Ou aumentar as contratações do setor público.  Reza a lenda que a URSS tinha desemprego zero.  Não duvido.  Dizem o mesmo de Cuba.  Não duvido.  Mas de que adianta você ter um emprego se você não pode consumir nada com o seu salário?  De que adianta você trabalhar e ganhar em troca um salário que não lhe dá nenhum poder de compra?  De que adianta você trabalhar e não poder adquirir nada, pois o governo cria empecilhos?  É a isso que uma sociedade deve aspirar?

Ter um trabalho mas não poder usufruir os frutos do seu trabalho é escravidão.  Por isso comunismo é escravidão.  Você trabalha e não pode usufruir os frutos do seu labor.  Por que defender isso?

Em termos de bem-estar, é preferível ser um desempregado alemão que ganha 800 euros de seguro-desemprego e que pode utilizar esta moeda (ainda) forte para adquirir bens estrangeiros a custos baixos, a ser um assalariado brasileiro que, com seus R$1.509 (rendimento médio real dos trabalhadores do setor privado com carteira assinada em 2011), tem hoje um poder de compra nominal de 576 euros, mas que, considerando todas as tarifas de importação, tem um poder de compra real muito abaixo disso.

Pelo mesmo raciocínio, um desempregado espanhol ou português — que, com sua moeda forte, tem acesso a bens americanos e europeus a preços baixos — possui um padrão de vida mais elevado que o de um trabalhador médio brasileiro.  Como pode alguém defender esta política de escravidão de todos em prol do bem-estar de poucos (do setor industrial)?

Uma sociedade formada por uma minoria exportadora e rica e por uma maioria que não tem poder de compra já existe: a China.  É para lá que os defensores do mercantilismo cambial querem nos levar.  Prefiro ser desempregado em Portugal.  O padrão de vida é muito maior.

Completando

Em outros artigos já foi explicado que o real empecilho à indústria nacional, longe de ser o câmbio, sempre foi a carga tributária, a inflação monetária, a burocracia, as regulamentações restritivas, a infraestrutura precária, os sindicatos e os encargos sociais e trabalhistas.  O câmbio é apenas o bode expiatório favorito dos incompetentes que querem transformar uma inocente variável na única culpada por todos os malefícios estruturais e arcaicos da nossa economia.  Portanto, aqueles que estão genuinamente preocupados com a indústria nacional deveriam parar de se preocupar com o câmbio e concentrar seus esforços em pressionar o governo a parar de oprimir o setor com todos os empecilhos acima listados.  Não queiram reduzir o poder de compra da população.  Isso é imoral.

Como não poderia deixar de ser, o leitor citou o fantasma da “desindustrialização americana”, um mito criado pela mídia.  Mito?  Sim, mito.  Não houve desindustrialização; houve aumento de produtividade.  Não confiem em mim; olhem os dados e concluam.

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Embora o emprego na indústria americana (linha azul) tenha se reduzido, a produção industrial do país (que é o que realmente importa para a economia) seguiu crescendo. Isso se chama aumento de produtividade.

Após fazer terrorismo com a falaciosa situação industrial americana, o leitor faz a pergunta fulminante: “Neste caso, no final das contas, estaríamos em melhor ou pior situação?”

Não obstante o temor do leitor em relação ao câmbio não possuir fundamento, vamos supor aqui, para o bem do debate, que uma liga de alemães e suíços tomasse o controle do BACEN e passasse a impor sua filosofia monetária.  Imaginemos também que, como que por mágica, repentinamente o Brasil passasse a apresentar baixas taxas de expansão do crédito e sólidas taxas de crescimento econômico.  Em suma, o real passaria a se valorizar continuamente.  Vamos supor também que não haja nenhuma alteração no arcabouço tributário, regulador e estrutural da economia.  O Brasil passa a ter uma moeda valorizada mas sem ter uma economia competitiva (eu falei que era necessário uma mágica para isso acontecer).  Creio que era essa arranjo que o leitor tinha em mente.

“Neste caso, no final das contas, estaríamos em melhor ou pior situação?”

Em melhor situação, sem a menor sombra de dúvida.  E, se você discorda, então, por coerência, você não apenas tem de recusar qualquer proposta de aumento salarial, como também tem de dizer que, quanto maior for o seu aumento salarial, pior será a sua situação — ou, o que dá no mesmo, dizer que quanto maior for a suaredução salarial, melhor será a sua situação.  Quem defende desvalorização cambial está defendendo a redução do poder de compra da população.  E defender redução no poder de compra é o mesmo que defender redução salarial.  É incoerência ser a favor de uma medida (desvalorização da moeda) e ser contra a outra (redução salarial).

Recentemente, passei uns dias na Europa.  Portugal, Áustria, Itália e Suíça.  Vou tirar Suíça e Áustria da equação porque sei que muitos irão protestar qualquer comparação destes países ao Brasil.  Vou me concentrar apenas em Portugal.  As notícias que chegam aqui é de que o país está à beira da catástrofe e que, em comparação, o Brasil é um paraíso.  Puro sensacionalismo.  Um trabalhador português, por causa de sua moeda forte, possui, por todos os motivos citados acima, um padrão de vida invejável para a classe média brasileira.  Ele tem acesso a produtos importados a preços baixos de todos os países do mundo.  Fartura de oferta é o que não lhe falta.  Acessórios que, para os brasileiros são de luxo, para um português são corriqueiros.  Questões culturais e morais à parte, um acesso mais fácil e mais barato a serviços e bens de consumo é justamente o que define o padrão de vida de uma sociedade.

Os carros que circulam corriqueiramente em Lisboa — oriundos majoritariamente da Alemanha, da França e da Itália — podem ser vistos apenas nos bairros mais chiques de São Paulo.  Um carro popular europeu possui como itens de série apetrechos que no Brasil são opcionais caríssimos.  No bairro do Chiado, você encontra comércio mais diversificado, mais elegante, mais vibrante e (muito) mais barato do que na Oscar Freire.  Fui à FNAC de Lisboa à procura do iPhone 5.  “Desculpe, mas está esgotado em todo o país.  A próxima leva chega semana que vem.”  No Brasil, o iPhone 5 não se esgotou.  Ele simplesmente não chegou.  A rede El Corte Inglés, com oito andares de comércio de todos os tipos, faz qualquer shopping brasileiro parecer uma coleção de lojinhas de bairro (mas com preços que fariam um suíço repensar seu conceito de riqueza).

Um país como o Brasil, que possui reduzida oferta de bens estrangeiros e preços estratosféricos, realmente está em melhor situação do que um país em situação contrária?  Se o Brasil fosse realmente invejável e a Europa estivesse realmente tão mal, não seriam os brasileiros que estariam invadindo Lisboa à procura de bens de consumo, mas sim o contrário.

Concluindo

Sim, uma moeda forte seria uma bênção para a população brasileira.  Ela representaria um aumento do poder de compra do trabalhador e, consequente, um aumento em seu padrão de vida.  Ela teria o mesmo efeito de um aumento salarial permanente.  Ela imediatamente daria aos brasileiros acesso barato a uma farta quantia de bens e serviços estrangeiros, aumentando enormemente nosso padrão de vida.  Os nacionalistas que hoje batem no peito para elogiar o Brasil e escarnecer a situação europeia certamente nunca saíram do país e não têm a mínima ideia da invejável qualidade de vida do cidadão médio nos países mais atrasados da Europa.

Mas uma moeda forte impõe certas disciplinas que, se não forem obedecidas e respeitadas, farão várias vítimas.  Por exemplo, dado que uma moeda forte não combina com uma expansão pródiga do crédito, esta ausência de inflação monetária não permitirá a continuidade de atividades econômicas artificiais, as quais só podem ser sustentadas justamente por meio de contínuas expansões monetárias.  Pense em um restaurante com música ao vivo tocada por uma banda barulhenta e desafinada.  Ninguém realmente quer ouvir aquilo, mas acaba, por educação, pagando o couvert.  O restaurante seria a atividade econômica sólida e a banda seria a atividade econômica artificial.  Em um ambiente de moeda forte, não manipulada, esta banda não teria emprego.  Seus integrantes teriam de procurar outras atividades mais produtivas.  Já em um ambiente de moeda fraca e inflacionada, haveria dinheiro para o couvert desta banda.  Mas o ônus viria na forma de pratos e bebidas mais caros para os clientes, bem como serviços mais relaxados e de menor qualidade.

Portugal e Espanha sempre possuíram moedas fracas (o escudo e a peseta, respectivamente).  A entrada no euro repentinamente lhes trouxe um poder de compra maior que o do franco suíço.  O padrão de vida de espanhóis e portugueses elevou-se substancialmente.  Hoje, não é do euro que eles querem sair.  Há apenas uma parcela improdutiva da sociedade — formada majoritariamente por sindicatos de funcionários públicos e privados — que está protestando contra privatizações e contra necessários cortes em seus salários.

Por isso, um país com moeda forte tem de ser produtivo, caso contrário haverá desempregados.  Não há espaço para empregos em atividades econômicas artificiais, para as quais não há genuína demanda.  Não há espaço para malabaristas de semáforo ou para flanelinhas ganharem dinheiro.  Ou eles procuram atividades produtivas, ou definham.  Da mesma forma, uma moeda forte não dá espaço para políticos e burocratas criarem medidas — como a expansão do crédito — que beneficiem grupos de interesse e determinadas camadas eleitorais.

Quanto à constatação final do leitor, que diz que “uma moeda valorizada funcionaria como refúgio para os investidores (como o franco suíço até um tempo atrás), o que reduziria drasticamente os juros de captação e seria um estímulo para o governo se endividar mais,” há um erro em sua conclusão final.  Dizer que uma economia funcionaria como refúgio para investidores e que isso reduziria os juros de captação está longe de representar um problema.  Dizer que isso seria um estímulo para o governo se endividar ainda mais é uma inversão da realidade.  É a moeda fraca que estimula o endividamento, e não a moeda forte.  O Brasil sempre teve moeda fraca, nunca parou de aumentar seu endividamento bruto (que é o que realmente conta) e nunca demonstrou qualquer preocupação quanto a isso.  Já os países do euro, moeda forte, estão sendo obrigados a apresentar medidas de redução de suas dívidas, algo impensável no Brasil.

No mais, gostaria que o leitor me citasse quais os genuínos empecilhos que uma moeda fraca apresenta ao crescente endividamento estatal.  Não consigo pensar em nenhum.  Por último, mesmo que o raciocínio do leitor fosse correto, tal medida (aumento do endividamento) deveria ser imputada ao estado, aos seus políticos, aos seus burocratas e aos cidadãos que toleram tais desmandos, e não à moeda forte.

Como disse Jesús Huerta de Soto, uma moeda forte coíbe e limita as decisões arbitrárias de políticos e burocratas.  Ela disciplina o comportamento de todos os agentes que participam do processo democrático.  Ela promove hábitos morais de comportamento humano.  Em suma, ela restringe as mentiras e a demagogia, e facilita e amplia a transparência e a verdade nas relações sociais.  Nem mais e nem menos.

Por que não querer isso?

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