No mundo atual, muitas mulheres se tornaram donas e senhoras de suas próprias existências. Elas são proprietárias de empresas, comandam departamentos importantes de grandes conglomerados, escrevem livros, dão palestras, atuam na esfera pública da sua comunidade, lideram movimentos políticos relevantes, atuam de forma eficiente em situações de emergência e são até mesmo nomes de referência em suas respectivas áreas de atuação. Nada de errado nisso. Mulheres são seres humanos, e como tal, terão talentos e habilidades naturais, que podem — e frequentemente contribuem — para o progresso e o desenvolvimento da sociedade.
No entanto, a maneira drasticamente diferente do estado tratar homens e mulheres está criando um abismo intransponível entre ambos — uma fratura ideológica que está gerando, por sua vez, um desnivelamento social e um descompasso agudo de objetivos, prioridades e resultados entre o masculino e o feminino. Isso é perceptível especialmente nas gerações mais jovens, onde é possível ver um número cada vez maior de mulheres independentes e emancipadas, enquanto os homens abandonam os estudos em números cada vez maiores e vão ficando para trás. Esse quadro contumaz é perceptível em vários países do mundo, não se limitando ao Brasil.
Não obstante, é fundamental compreender que essa diferença de resultados é uma consequência natural da forma drasticamente distinta de como o governo e a sociedade em geral tratam o masculino e o feminino. Enquanto existe uma preocupação nítida em atender a todas as demandas femininas, as demandas masculinas são tratadas como inexistentes (quando são reconhecidas, são ridicularizadas). É fato incontestável que, enquanto as mulheres, coletivamente, são consideradas questão da mais alta prioridade, os homens são tratados como irrelevantes.
Podemos questionar por que existe essa enorme discrepância na diferença de tratamento que a sociedade dispensa ao masculino e ao feminino. Certamente, a ideologia feminista desempenha um papel preponderante nessa questão, pois há décadas, meninos em idade escolar são tratados como se fossem garotas com deficiência. Eles não mais aprendem a ser masculinos, armas de brinquedo não são mais vendidas nas lojas e pais se transformaram em figuras ausentes dos lares, sendo progenitores displicentes, que nunca levaram seus filhos para acampar, tampouco algum dia os ensinaram a fazer fogo e nem mesmo os estimularam a fazer atividades físicas ou a aprender técnicas de defesa pessoal.
De fato, faz um tempo considerável que a masculinidade vem sendo apagada da sociedade. E definitivamente foi um processo gradual que nos conduziu até o presente momento, onde se tornou normal viver em uma sociedade onde a masculinidade — grão por grão, pedaço por pedaço, milímetro por milímetro — acabou sendo completamente marginalizada, e até mesmo criminalizada.
Nas últimas décadas, os meninos tem uma infância e uma educação que é drasticamente diferente da de seus pais e avôs. Aprender a dar tiros com uma espingarda é algo fora de cogitação, praticar artes marciais está fora de consideração e brincar de bandido e mocinho é coisa ultrapassada. A educação atual procura transformar meninos em criaturas delicadas, sensíveis e subservientes. E então eles ficam naturalmente para trás na escola, pois perdem o interesse nos estudos, visto que suas demandas masculinas mais naturais e imediatas não são atendidas. De fato, o que a escola faz atualmente é desmotivar os meninos e decepar a masculinidade latente deles. O que quer que seja masculino é sempre tratado como sendo algo inerentemente ruim, pérfido e indesejável. É um defeito que você deve extirpar com urgência. Meninos são tratados basicamente como criaturas disfuncionais.
No entanto, quando estudamos homens e mulheres dentro do amplo contexto social no qual ambos estão inseridos, reparamos que é quase impossível desvincular totalmente um do outro. Isso significa que, o que quer o estado e a sociedade façam contra os homens, terá consequências também sobre as mulheres, mais cedo ou mais tarde. Quando se faz algo para um, o outro será invariavelmente afetado — tanto para o bem como para o mal.
Isso só não ocorreria se homens e mulheres vivessem fisicamente separados. Por exemplo, se apenas homens vivessem no continente americano, e apenas mulheres vivessem no continente europeu. Se mulheres estivessem totalmente separadas dos homens, elas teriam que se virar sozinhas e seriam obrigadas — por força das circunstâncias — a arcar com todos os custos de sua própria existência. Mas não é isso o que acontece.
Evidentemente, vivemos em um mundo onde homens e mulheres estão inseridos na mesma sociedade. Não há segregação entre o masculino e o feminino (embora esteja começando, nas academias e nos transportes públicos). O que isso nos revela sobre os custos reais da condição feminina é muito interessante.
Ao estudar a atual dinâmica entre o masculino e o feminino na sociedade ocidental, percebe-se rapidamente que toda a emancipação feminina é uma farsa muito bem elaborada. A sociedade fez as mulheres embarcarem na ilusão de uma “liberdade” que nunca existiu de fato, pois esta liberdade sempre dependeu da concessão e do financiamento dos homens. E continua dependendo. Os homens são forçados a custear uma ilusão alicerçada no populismo demagógico de um estado paternalista, com o objetivo de sustentar um projeto de poder feminista. Isso ocorre por uma série de razões e motivos. O primeiro deles é que mulheres são paternalistas por natureza. O segundo motivo está alicerçado no fato incontestável de que o feminismo é uma ideologia que exige, necessariamente, uma robusta e vigorosa expansão do estado.
Não há dúvida de que vivemos em uma sociedade onde as mulheres aparentam ser livres. Elas parecem “emancipadas”, vivem como querem, trabalham onde bem entendem e se relacionam com quem desejam. Obviamente, essas coisas não são erradas em si. Mas o tão alardeado “empoderamento” feminino tem um custo demasiadamente elevado sobre a sociedade — especialmente sobre os homens.
Quando analisamos esse assunto com a devida profundidade, percebemos que a emancipação feminina não foi gratuita. Ela custou muito dinheiro, e custa mais ainda para ser mantida. De fato, os custos da liberalização feminina são exorbitantes (e não se limitam unicamente ao campo econômico). Muitas pessoas pagaram — e continuam pagando — a conta do empoderamento feminino. E a verdade é que o estado transferiu a maior parte desses custos para os homens pagarem. Um paternalismo governamental crônico, com uma envergadura extremamente abrangente, capturou toda a sociedade ocidental, com um projeto de poder ideológico que sustenta a ilusão da independência e da liberdade feminina. Só que essas coisas não existiriam se os homens não fossem compulsoriamente coagidos a financiar todos os alicerces políticos, institucionais e ideológicos da sociedade ginocêntrica.
Quando analisamos a fatura dessa conta, percebemos que as mulheres nunca foram emancipadas ou independentes de fato — não, coletivamente. Na verdade, os homens sempre pagaram por tudo e continuam pagando.
Veja que interessante: os homens pagam 70% dos impostos, mas a maior parte desse dinheiro é revertido em políticas públicas para as mulheres. E, embora eu já tenha mencionado isso em um artigo anterior, vale a pena mencionar novamente a questão da aposentadoria — que nos fornece uma base financeira muito interessante de ser analisada.
No Brasil, a expectativa de vida média dos homens é de 73 anos, e a das mulheres é de 81. No entanto, apesar de viverem em média 8 anos a mais do que os homens, as mulheres se aposentam antes, aos 62 anos. Em determinados casos, elas podem solicitar a aposentadoria aos 59. Apesar da expectativa de vida menor, a idade mínima para um homem se aposentar no Brasil é de 65 anos. Ou seja, os homens trabalham mais e contribuem mais, porém vivem menos.
Se um homem se aposenta com 65 anos, e morre aos 73, compreendemos que ele viveu durante 8 anos sendo sustentado pela previdência social. Se uma mulher morre aos 81 anos, mas se aposenta aos 62, isso significa que ela viveu 19 anos sendo sustentada pela previdência. Mais do que o dobro do homem.
Evidentemente, isto é um cálculo básico, pois existirão mulheres que vão morrer antes dos 81 anos, assim como existirão homens que vão viver mais do que 73 anos. Mas o cálculo geral representa a média nacional, de maneira que podemos afirmar categoricamente que, no Brasil, as mulheres, em geral, vivem alguns anos a mais do que os homens. Elas também existem em maior quantidade. De acordo com o censo de 2022, existem 104,5 milhões de mulheres no Brasil, ao passo que existem 98,5 milhões de homens. Há, portanto, aproximadamente seis milhões de mulheres a mais do que homens no Brasil.
O que esses números todos nos mostram?
Eles mostram que vivemos, na prática, em um socialismo feminista, onde o governo faz todos os homens trabalharem para subsidiar todas as mulheres. Consequentemente, isso também nos mostra que a tal “independência feminina” não passa de uma delirante e fantasiosa fábula ideológica — ela só existe porque os homens estão custeando isso compulsoriamente, em todos os níveis. É muito fácil ser independente com o dinheiro dos outros.
Da mesma forma, atualmente é muito fácil para determinadas mulheres ascenderem socialmente. É fácil se destacar e ganhar projeção quando o estado concede inúmeros privilégios exclusivos, como políticas de ação afirmativa, que empurram as mulheres para cima, enquanto puxam os homens para baixo. Muitas mulheres hoje ocupam cargos importantes e posições de poder, não porque merecem — ou porque são realmente dotadas de talentos e habilidades únicas —, mas simplesmente porque são mulheres.
Em linhas gerais, podemos concluir que toda a emancipação e liberação feminina são uma farsa. Toda e qualquer liberdade que as mulheres venham a conquistar sempre dependerá da concessão e do financiamento masculino. Toda e qualquer posição de poder que venha a ser ocupada por uma mulher — na grande maioria dos casos — dependerá, no mínimo, da tolerância e da benevolência de um homem.
Na questão financeira, as mulheres continuam sendo sustentadas por homens. A diferença é que antes da eclosão do liberalismo e do feminismo, elas eram sustentadas diretamente por seus pais e maridos. Agora, com a “emancipação” e a “independência” das mulheres, elas são sustentadas pelos homens através do estado. No arranjo atual, o governo exerce um papel de intermediário, de maneira que as mulheres não precisam prestar contas diretamente aos homens, cujos impostos custeiam o estado ginocêntrico e as políticas públicas voltadas majoritariamente para elas.
Evidentemente, vivemos em um mundo complexo, onde é possível encontrar todo o tipo de situações. De fato, em muitas circunstâncias, podemos encontrar mulheres que não dependem de homem nenhum, como senhoras que vivem sozinhas em algum sítio distante, não recebem nenhuma pensão ou subsídio governamental, mas são autossuficientes porque criam as suas próprias galinhas, possuem uma horta bem diversificada e são hábeis em cultivar o próprio alimento.
Mas é fundamental entender que mulheres assim — totalmente independentes dos homens e da civilização de forma geral — são a exceção, e não a regra predominante entre as mulheres. A grande maioria das mulheres gosta de viver nas cidades, trabalhando em firmas e corporações onde precisam prestar contas a um chefe (que normalmente é um homem), apreciam muito todo o conforto e comodidade de uma rede de energia elétrica (mantida majoritariamente por homens), quando precisam de um encanador, solicitam o serviço de um (que geralmente é um homem) e gostam muito de pedir delivery (e o motoboy que faz a entrega frequentemente é um homem).
Não há dúvida — o empoderamento feminino é uma farsa do estado ginocêntrico, sustentada pelos impostos pagos por homens (e sua manutenção depende, frequentemente, de vários grupos de homens, em todas as escalas da hierarquia). Infelizmente, o monstro ginocêntrico cresceu tanto que não tolera qualquer oposição, crítica ou divergência. Atualmente, a ditadura feminista é tão implacável, que acusa de serem machistas, misóginos e sexistas todos os homens que ousam contestar e questionar os fundamentos do estado ginocêntrico.
Você não pode fazer e não deve dizer absolutamente nada que desagrade o status quo feminista. Os esquerdomachos (por conta de toda ostensiva lavagem cerebral que sofreram) dão seu consentimento para todas as políticas públicas voltadas para as mulheres e ficam revoltados com pessoas que expressam opiniões divergentes. Dão ataques histéricos nas redes sociais, e são tão excepcionalmente burros, que não entendem que a atitude de escárnio e desdém que eles manifestam abertamente para com outros homens só irá fazer esses homens repudiarem ainda mais o feminismo e o estado ginocêntrico.
Mas a realidade é a realidade — nós podemos negá-la ou aceitá-la. Seja como for, ela continuará sendo exatamente o que ela é, independente de darmos o nosso consentimento ou não. As mulheres são livres e emancipadas porque os homens custeiam a maior parte das contas do estado ginocêntrico e cobrem a maior parte dos custos relacionados à sua manutenção. Nós não vemos feministas fazendo protestos para as mulheres pagarem 50% dos impostos (elas pagam 30%), nem exigindo cotas em trabalhos de risco, nem solicitando a supressão de leis exclusivas para elas, tampouco pedindo para se aposentarem com a mesma idade dos homens (ou em uma idade ainda mais avançada, já que elas possuem uma expectativa de vida maior).
Não, elas nunca pedem coisas inconvenientes. Elas querem facilidades e cada vez mais privilégios. E por que as hordas de políticos parasitários e populistas que temos não fariam de tudo para atender aos desejos de suas magníficas eleitoras? Afinal, o estado sempre vai fazer os homens custearem quase tudo. Então por que razão as mulheres iriam se sentir motivadas a realizar qualquer tipo de sacrifício coletivo? O importante é usufruir dos benefícios da sociedade feminista ginocêntrica, depois reclamar do “machismo estrutural” e do “patriarcado opressivo”, e assim interpretar o papel de vítima, para angariar ainda mais privilégios. Há muitos anos, esse tem sido o ciclo natural do estado de coisas ginofascista, que controla as políticas do governo misândrico.
A verdade é que feminismo sempre foi sobre privilégios e supremacismo. Nunca existiu uma busca real por igualdade. As políticas públicas do estado feminista ginocêntrico deixam isso extremamente evidente. De uma forma ou de outra, de um jeito ou de outro — admitindo isso ou não —, as mulheres, em sua vasta maioria, sempre serão subsidiadas e sustentadas por homens, direta ou indiretamente.
Parabéns às mulheres que dizem que não precisam de homens para nada, e vão morar sozinhas em sítios distantes e isolados, de sua propriedade, usam armas para se defender de potenciais invasores, cultivam a sua própria horta cheia de frutas e verduras, e não recebem nenhum subsídio governamental. Essas são as únicas mulheres verdadeiramente empoderadas que existem. Todas as outras fazem parte de um teatro financiado com o nosso dinheiro.









