Não há dúvida de que a direita política, nos tempos recentes, parece estar passando por uma séria crise de identidade, além de demonstrar intensos sinais de fadiga moral, mental e ideológica. De fato, a direita política contemporânea se perdeu no meio do caminho, e até o presente momento, se mostra incapaz de retomar o rumo correto. Ela não sabe mais o que representa. Ela não sabe mais porque ela existe, nem o que ela defende ou deveria defender. Ela esqueceu completamente de seus valores e princípios, e esqueceu que eles devem ir muito além do período eleitoral.
Na sua vontade de vencer e preencher espaços ocupados pela esquerda, a direita política se perdeu em meio a um vendaval de contendas inúteis, intrigas de internet, discussões sem propósito, carreirismo institucional e populismo eleitoreiro. No presente momento, o mais importante é ficar discutindo sobre assuntos infrutíferos em lives e podcasts, para ver quem tem razão e quem não tem em determinados temas. Se empresas estão falindo, se a ditadura judicial está se tornando cada vez mais implacável e a liberdade de expressão é gradualmente suprimida pelos poderes estabelecidos, isso pouca relevância tem. O importante é acompanhar youtubers como Nando Moura, Marcelo Brigadeiro e Kim Kataguiri, que produzem muito mais entretenimento para consumo, do que genuíno valor para a sociedade brasileira.
De fato, há um tempo considerável a direita política se nickfuentizou. Ela tem algumas ideias razoavelmente interessantes, expõe alguns argumentos com certa lucidez e fala algumas cáusticas e contundentes frases de efeito, cujas verdades cortam como navalha. Mas ela fica nisso, em um loop incessante, que gera muito engajamento e visualizações nas redes sociais. Mas não passa disso. Nunca, jamais. A direita atual promove a espetacularização da política. Não há preocupação real ou sincera com a construção de uma sociedade funcional e salutar. O importante é ter muita popularidade nas plataformas da moda e tentar viver disso. Isso resume basicamente a “atuação” da direita do espetáculo digital.
Mas o que a direita política deveria fazer, então, para mudar esse cenário nefasto?
Sem dúvida, a direita política deveria parar para refletir, e pensar em uma dessas duas alternativas: mudar de rumo, corrigir os erros e resgatar o verdadeiro sentido de sua missão ou continuar enveredando pelo mesmo caminho desastroso de equívocos, narcisismo virtual, perfídia moral e estratégias infrutíferas, invariavelmente fadadas ao fracasso.
Para começar, é isso o que a direita política, de forma geral, deveria fazer. Isso seria o começo, e apenas o começo.
Para uma análise profunda do que realmente vem prejudicando a direita política, precisamos verificar o que ela fez nos anos recentes, para compreender o que vêm contribuindo para prejudicá-la internamente. Uma verificação abrangente sobre essa questão revela um diagnóstico interessante.
Infelizmente, nos últimos anos, testemunhamos a ascensão de várias alas da direita, que — apesar do discurso coletivo de resgate da nação e do combate resoluto à esquerda política — se perderam em um fatídico rompante de fracassos e futilidades, em uma impressionante sucessão de desastres. Das várias direitas que surgiram e se fragmentaram nos anos recentes, duas vertentes merecem destaque, pela quantidade excepcionalmente absurda de despautérios irracionais e de desvarios ideológicos cometidos. Eu chamo a primeira de direita secular materialista, e a segunda de direita progressista-sionista-revolucionária.
Essas duas direitas — justamente pelo exacerbado grau de corrosão e destruição que elas provocam — precisam ser arduamente combatidas, tanto quanto qualquer vertente da esquerda.
Então, vamos discorrer sobre ambas.
A primeira delas, a direita secular materialista, é a direita que só se importa com economia. É óbvio que economia é uma disciplina da mais elevada importância. Discutir isso está fora de cogitação; tanto no micro quanto no macro, a economia e todas as atividades que ela engloba são fundamentais para o bom desempenho de uma sociedade funcional. Sem economia, você não tem emprego, trabalho, produtividade, sociedade, civilização, desenvolvimento coletivo ou integração individual. A economia, sem dúvida nenhuma, é o que mantém uma sociedade no pleno exercício de suas funções e atividades. A economia sustenta famílias, é o eixo axial do progresso, eleva a qualidade de vida dos cidadãos e é indispensável para o bem-estar de todas as pessoas que integram uma sociedade.
A economia, sem dúvida, é uma disciplina fundamental. Mas ela não é a única. Existem outras, que merecem total atenção de nossa parte. Não se faz uma sociedade, muito menos uma civilização, só com economia.
Por conseguinte, a economia não pode ser a única pauta de uma direita política ativa, salutar, construtiva e edificante. A cultura, a religiosidade, as famílias, o casamento, a educação e o mercado são disciplinas fundamentais para se desenvolver uma sociedade saudável e funcional, livre de pragas maléficas e corrosivas como o estatismo, o marxismo, o progressismo, o feminismo e o ateísmo. Nenhuma dessas disciplinas deve ser negligenciada. Afinal, em matéria de política, não existe vácuo ideológico ou intelectual: todas as disciplinas que a direita negligenciar e deixar de desenvolver, a esquerda estará lá, pronta para ocupar o espaço.
Infelizmente, a direita secular materialista não se importa com nada disso. Essa vertente da direita realmente acha que economia é a única coisa que realmente importa. Para eles, a economia é o verdadeiro termômetro pelo qual se mede o sucesso de uma sociedade. Eles são obcecados por economia, na mesma proporção em que negligenciam com severidade todas as demais disciplinas.
Os integrantes dessa direita repulsiva e deficiente costumam medir o valor e a prosperidade de uma sociedade pelo número de Ferraris e Camaros que uma família tem em sua garagem, e o valor do metro quadrado da propriedade em que estes veículos estão guardados. Tão importante quanto, é saber onde essa propriedade está localizada. Balneário Camboriú? Florianópolis? Barueri? Hamptons? Coral Gables? Malibu? Melhor ainda se for no exterior, pois isso confere maior crédito ao exibicionismo das redes sociais.
De fato, a direita secular materialista não quer construir de verdade, ela quer exibir. Ela procura sucesso e privilégio pessoal. A maioria dos seus integrantes são oportunistas sagazes e dissimulados, que encontraram nessa vertente da direita um segmento no qual podem desenvolver os seus negócios, suas startups, seus cursos e seus esquemas (que muitas vezes são fraudulentos). Por isso, precisam tão desesperadamente projetar uma imagem de sucesso. Sua popularidade nas redes sociais depende disso.
Os integrantes da direita secular materialista, em muitos casos, são sociopatas oportunistas, que nunca revelam como começaram, não se preocupam com a ética dos negócios, não se importam em receber verba pública ou se associar com o estado quando isso é conveniente, e — apesar de frequentemente se promoverem como ardorosos entusiastas do livre mercado — defendem arduamente empresas estatais, quando essa conjuntura os beneficia. Quando é conveniente, o discurso de desestatização e privatização rapidamente se converte em uma desmesurada apologia de defesa dos “recursos estratégicos”. Algo totalmente previsível no comportamento de oportunistas dissimulados, completamente destituídos de princípios sólidos e escrúpulos morais.
Uma análise da direita secular materialista mostra como seus integrantes são totalmente desprovidos de moral e ética. Para essas criaturas, o que realmente importa é o sucesso pessoal, e — ainda mais importante — exibir esse sucesso (que muitas vezes não passa de uma fabricação) nas redes sociais. Mas trabalhar coletivamente pela construção de uma direita política verdadeiramente coesa, produtiva, eficiente, civilizada, devidamente organizada e multifacetada, que irradia genuína grandeza moral, é uma possibilidade que nem sequer passa pela cabeça dessas criaturas.
Ocasionalmente, esses indivíduos abordam assuntos importantes, relacionados à prosperidade econômica. Eles falam que a burocracia exacerbada e a taxação excruciante que existem no Brasil inibem com voracidade a prosperidade e a produção de riquezas, e que — em determinadas circunstâncias — é muito mais fácil você conquistar aquilo que deseja em algum outro país, porque o governo federal brasileiro coloca inúmeros obstáculos na vida de quem deseja empreender, construir e prosperar. E, de fato, isso é verdade.
Mas, com exceção de algumas verdades evidentes — que a maioria de nós está cansado de saber —, a direita secular materialista é ostensivamente nociva, deletéria e insalubre, sendo completamente incapaz de colaborar na construção de uma direita brasileira coesa e consistente. Ela é, na verdade, um entrave terrível para que se construa no Brasil uma direita habilidosa, aguerrida e eficiente, capaz de produzir resultados satisfatórios. Pior do que isso: muitas vezes, a direita secular materialista parece sabotar de forma ostensiva toda e qualquer possibilidade de se organizar uma verdadeira direita no Brasil.
Está muito claro que o que muitos integrantes da direita secular materialista desejam na verdade é sucesso pessoal e protagonismo político. Para esses indivíduos, a direita é uma plataforma política de conveniência. O importante é exaltar a economia, sempre fazendo uma conexão desta com o materialismo. Afinal, nada mais importa na vida, a não ser uma mansão enorme, com quatro ou cinco veículos de luxo na garagem e uma frota de iates para desfrutar nos finais de semana. A vida se resume a isso.
Para os adeptos da direita secular materialista, todo o resto é supérfluo: o desenvolvimento do intelecto, de virtudes morais, de habilidades pessoais, de uma educação espiritual, de uma inteligência polivalente e de uma família sólida e unida são coisas totalmente desnecessárias. O importante é ter uma conta bancária com muito dinheiro, receber o salário em dólar e pensar em férias exóticas, preferencialmente em algum resort de luxo nas ilhas Maldivas — para tirar muitas fotos e postar nas redes sociais, é claro.
Essa direita superficial, utilitarista, materialista e espiritualmente vazia avalia as pessoas pelo seu sucesso financeiro. Fora isso, nada mais importa. Essa não é uma direita interessada em abordar questões profundas e relevantes, que busca cativar o homem comum, para compreender a essência de sua existência, bem como a raiz de suas carências e necessidades. Os integrantes dessa direita se usam de uma plataforma ideológica de direita, porque é onde conseguem um público cativo. Mas eles realmente não se importam genuinamente com o seu público. Na lista de prioridades deles, o Brasil e o cidadão comum podem sempre ficar nos últimos lugares. O importante é parecer um erudito em economia e exibir opulência nas redes sociais, publicando regularmente vídeos que mostram uma mansão e uma Ferrari (provavelmente alugada) em algum condomínio de luxo, geralmente localizado nos Estados Unidos.
A verdade é que a direita secular materialista não tem absolutamente nada a nos ensinar. Com seus excessos aviltantes — que geralmente levam ao materialismo e ao hedonismo —, ela é o caminho certo para a ruína moral e espiritual do homem comum. Uma direita sem Deus, obcecada por riquezas mundanas e por exibicionismo vulgar, deve ser considerada o pior e o mais mortífero de todos os venenos. Essa é, definitivamente, uma direita que precisa ser colocada urgentemente na lata de lixo da história. Ela não merece absolutamente nada de nossa parte, a não ser total repulsa e desprezo.
Infelizmente, essa não é a única direita corrosiva e venenosa que existe. Além desta, tem outra, que apesar de não ser tão nefasta quanto, consegue chegar muito perto. De fato, a competição fica acirrada quando comparamos estas duas direitas. A direita sionista-progressista-revolucionária pode ser bastante irascível, irracional e sardônica, quando está determinada a defender os seus interesses e alcançar os seus objetivos.
Mas o que é a direita sionista-progressista-revolucionária?
A direita sionista-progressista-revolucionária é a direita que defende Israel a qualquer custo. Ela não está interessada em analisar a realidade, as circunstâncias políticas ou os fatos históricos com profundidade. Ela foi doutrinada com ferocidade para defender o estado militarista sionista de Israel, e repudiar com virulência todos aqueles que criticam esse país artificial estabelecido no Oriente Médio, com terras roubadas dos árabes locais. Para essa direita vil, irracional e obstinada, nada mais importa. Israel é um país que deve ser defendido, custe o que custar. Aqueles que não aceitam isso devem ser tratados como inimigos.
Para essa direita tóxica, vil e nefasta, não convém reconhecer a existência do supremacismo judaico, e de todas as atrocidades e ataques terroristas executados por judeus sionistas fanáticos, em nome do seu projeto de poder político. Tudo aquilo que depõe contra a ideologia sionista é deliberadamente obliterado e engenhosamente varrido para debaixo do tapete.
Estudar sobre o rabino Meir Kahane — que defendia a expulsão violenta dos árabes de toda a região do Levante — ou reconhecer que um de seus discípulos, Baruch Goldstein, matou 29 palestinos e feriu 125 no infame massacre do Túmulo dos Patriarcas, em Hebrom, em fevereiro de 1994, é algo demasiadamente inconveniente para a manutenção da narrativa ideológica desta direita nefasta, indulgente e sanguinária. O importante é negligenciar de forma intransigente a realidade e manter o enquadramento ideológico de uma narrativa simplória e reducionista, que alega que todos os judeus são do bem e todos os árabes são do mal. Tão importante quanto, é fundamental criticar com amarga ferocidade irracional quem questiona a narrativa sionista, e expõe quem dela se beneficia.
De fato, os ativistas da direita sionista-progressista-revolucionária são tão ostensivamente ignorantes, que não percebem que são usados como idiotas úteis e capachos de um sórdido e cruel projeto de poder. Essas criaturas também são tão ostensivamente ignorantes, que não percebem as contradições nas quais caem de forma recorrente.
Perceba um fato curioso: a direita sionista-progressista-revolucionária se considera “cristã” e “conservadora”, mas defende com unhas e dentes o único país do Oriente Médio que tem parada LGBT — algo que é asqueroso e repulsivo até mesmo para as comunidades de judeus ultra-ortodoxos de Israel, muitos dos quais sequer reconhecem a legitimidade do estado de Israel.
Agora, se for para bombardear a Faixa de Gaza — um lugar onde ideologias ocidentais degradantes e deploráveis como o feminismo e o progressismo não se criaram —, aí está tudo bem. Destroçar uma sociedade genuinamente conservadora é algo totalmente aceitável se isso for justificado pelos interesses do sionismo político. E ao menos uma parte da direita política ocidental fica sempre muito feliz pelo privilégio de aplaudir as atrocidades cometidas pelos militares sionistas contra os árabes palestinos, como adestrados macaquinhos mambembes, ávidos pela aprovação de seus donos.
A direita sionista-progressista-revolucionária — que se considera “cristã” e “conservadora” (mas nem sabe o que essas coisas realmente significam) — também é especialista em negligenciar o fato de que existem palestinos cristãos. E que as incursões militares de Israel nas últimas duas décadas em Gaza destruíram inúmeras igrejas, muitas das quais eram centenárias. Algumas haviam sido construídas apenas alguns poucos séculos depois do estabelecimento do cristianismo como religião organizada. Mas quem se importa com fatos, não é mesmo? Os “cristãos” sionistas definitivamente não ligam para isso.
De fato, se judeus estão cometendo chacina indiscriminada contra cristãos no Oriente Médio, quem se importa? Para a direita sionista-progressista-revolucionária, todas as atrocidades sionistas podem ser justificadas. Apenas chame de antissemita toda e qualquer pessoa que ousa criticar Israel, e jamais se atreva a raciocinar, pesquisar ou tentar entender, de fato, a ideologia sionista. E o quanto de seu conteúdo está invariavelmente atrelado à mortandade, genocídio e destruição em larga escala.
Se considerar cristão e apoiar ideias genocidas é algo tão insano, que é impossível tentar justificar tal atitude com um raciocínio prático (muito menos teológico). Desconsiderar a existência de árabes cristãos é algo que apenas idiotas que sofreram a corrosão da lavagem cerebral sionista conseguiriam conceber. O vírus sionista impede que seus portadores adquiram qualquer reconhecimento concreto da realidade. Consequentemente, o que sobra é a histeria ideológica do espírito de seita, para tentar refutar os fatos. Não é sem razão ou motivo que essas criaturas sempre tentam atacar seus opositores com ferocidade irracional, completamente destituídos de qualquer prudência, conhecimento e argumentos práticos. O importante para os sionistas é relinchar nas redes sociais, e celebrar o genocídio em andamento contra os palestinos — usando e abusando de todo o malabarismo intelectual e de toda retórica sofista possível, para tentar alegar que isso não é genocídio.
Claro, judeus devem ser livres para matar quem eles quiserem. Eu entendo perfeitamente a doença que acomete a direita sionista-progressista-revolucionária. É quase como uma perversão mental. Essas criaturas são completamente incapazes de perceber as terríveis e trágicas contradições nas quais acabam incorrendo.
Vamos retornar a um argumento básico. A direita sionista-progressista-revolucionária se considera cristã, mas não o é, nem sequer no mais ínfimo grau. Sua conduta nunca reflete os valores cristãos, e entre o cristianismo e o judaísmo, ela sempre prioriza o judaísmo, em todas as circunstâncias e ocasiões possíveis. Ela nega a realidade prática categoricamente, e manifesta todo o tipo de comportamentos histéricos quando alguém expõe fatos concretos que depõem contra a maledicente e corrosiva ideologia sionista.
Veja que interessante: em 2023, dois parlamentares israelenses — Moshe Gafni e Yaakov Asher — trabalharam para aprovar uma lei anti-evangelização no Knesset, que punia com até dois anos de prisão todo e qualquer missionário cristão, que fosse flagrado em qualquer parte do território israelense, falando sobre Jesus, distribuindo material religioso ou executando qualquer atividade de evangelização cristã. Essa lei seria um complemento para uma outra lei já existente, que restringe severamente qualquer espécie de trabalho missionário em Israel (até mesmo online e pelos correios). Essa nefasta arbitrariedade religiosa só não foi levada adiante em virtude das denúncias persistentes de dom William Shomali, o vigário geral do Patriarcado Latino de Jerusalém.
Sem dúvida nenhuma, essa ocorrência é uma verdadeira tragédia. Afinal, na própria terra onde Jesus nasceu, viveu, evangelizou, peregrinou, ensinou, curou doentes e falou sobre o Reino de Deus, existem fundamentalistas judeus que trabalham arduamente para proibir a difusão de sua mensagem.
Agora pare e pense: você viu alguém da direita política preocupado com isso, manifestando indignação ou falando à respeito dessa deplorável e pérfida tentativa de criminalizar toda e qualquer atividade missionária de evangelização cristã em Israel?
Não? Nem eu.
E é muito óbvio que não veríamos absolutamente ninguém da direita sionista-progressista-revolucionária se manifestando à respeito desse assunto. Essa direita não segue a Cristo; por essa razão, é evidente que eles não iriam expressar nenhuma preocupação ou indignação com relação a esse ataque brutal de parlamentares israelenses contra a fé cristã.
A direita sionista-progressista-revolucionária despreza Jesus Cristo — portanto, ela não pode ser genuinamente classificada como cristã —, ela não pratica absolutamente nenhum dos princípios encontrados na salutar doutrina, provavelmente não saberia dizer quais são os Evangelhos Sinóticos e não tem noção do que Jesus ensinou no Sermão do Monte. Seu “cristianismo” é uma mera conveniência ideológica. Não passa disso.
A essência fundamental dessa direita estúpida, tóxica, perversa e aviltante é servir como massa de manobra para projetos de poder alheios, e isso ela faz muito bem — visto que essa é uma direita que não pensa, não questiona, não contesta e não raciocina. Exatamente como faz a militância progressista, essa ala da direita só sabe relinchar histericamente quando alguém contesta seus posicionamentos ideológicos, sendo completamente incapaz de apresentar qualquer argumento válido em sua defesa.
A direita progressista-sionista-revolucionária é uma direita fanática pela ideologia sionista, que frequentemente se submete de forma dócil e passiva a ideologias de esquerda, como o progressismo e o feminismo. Não é uma direita que obedece a Cristo; ela não se importa de fato com o cristianismo, com os cristãos e não possui genuíno temor de Deus. Terrivelmente judaizante, seu apreço pela Bíblia só vai até o Velho Testamento. Os Evangelhos, as epístolas de Paulo e todo o conteúdo do Novo Testamento podem ser ostensivamente ignorados e até mesmo descartados, porque o importante para essa direita sádica, vil, pérfida e nefasta é obedecer aos judeus e ser totalmente servil aos seus interesses. Essa é uma direita que se coloca com orgulho contra Cristo, e ao lado dos fariseus.
Essa é, portanto, uma ala da direita que deve ser ostensivamente criticada, repudiada e rechaçada, de forma intransigente, sem qualquer possibilidade de conciliação, em definitivo.
A direita ideal
Mas, então, existe uma direita ideal, que poderíamos tentar construir e promover com convicção e determinação?
É evidente que só podemos sonhar com uma direita ideal. Essa direita não existe, e jamais poderia existir, pois é uma direita idealizada. Mas como seria uma direita política ideal?
A direita ideal é uma direita genuinamente conservadora, que vive na prática aquilo que defende. A direita ideal defende o livre mercado. Defende as pequenas e médias empresas, e protege com unhas e dentes os negócios familiares. Ela ama a Bíblia, e estabelece um cronograma diário de leitura, pois sabe perfeitamente que a Bíblia é um livro sagrado de sabedoria prática, não apenas um enfeite ou um símbolo religioso.
A direita verdadeira não trata Cristo como conveniência política simbólica, mas como um líder que está vivo no Reino dos Céus. A direta verdadeira não faz aliança com os fariseus, mas tenta convertê-los a Cristo, mostrando que Cristo é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). A direita verdadeira não quer poder, quer ordem. A direita verdadeira não precisa ser ensinada sobre libertarianismo, pois todo o seu estilo de vida já é libertário: centralizado na família como o núcleo fundamental da sociedade, ela vive um estilo de vida que têm na autonomia dos indivíduos o alicerce de uma civilização plenamente funcional, que não apenas respeita a ordem natural, mas compreende a importância elementar de protegê-la, de todas as formas e maneiras possíveis.
Uma direita ideal não é conivente com legislação ginocêntrica que facilita o divórcio e a destruição das famílias. Uma direita ideal não coloca o estado como o epicentro moral e o guardião absoluto da sociedade. Uma direita ideal não apoia o feminismo nem sequer no mais ínfimo grau e não procura sabotar a autoridade masculina. Uma direita verdadeira tem orgulho de ser patriarcal, e não se desculpa por isso.
Uma direita verdadeira não agride a ordem natural, mas luta arduamente para preservá-la e protegê-la — tendo o Criador dos Céus e da Terra, o Deus da Bíblia, como a autoridade absoluta, em todas as questões.
Veremos algum dia uma direita assim, no Brasil? Dificilmente. Não custa sonhar, mas precisamos ser realistas. A prioridade no momento é combater as falsas direitas — todas elas malignas e deletérias — que por aqui se criaram, tanto quanto combater a esquerda política.
O combate não para nunca. E, tanto quanto a esquerda política, é fundamental reconhecer que várias alas da direita também se constituíram em inimigos juramentados da verdade, da liberdade e da ordem natural.
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