O mundo pode ter paz ou ter Israel, os dois juntos não dá

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Israel já está sabotando agressivamente o cessar-fogo de duas semanas do governo Trump com o Irã, massacrando um grande número de civis no Líbano, um país explicitamente proibido para qualquer ataque sob as condições de cessar-fogo acordadas por Teerã.

Os EUA e Israel tentam alegar que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo, mas o Paquistão, que os EUA nomearam para mediar o acordo, afirma que isso é falso. O New York Times relata que a Casa Branca participou das trocas de mensagens públicas do Paquistão, que incluíam explicitamente o Líbano nas condições do cessar-fogo, antes de mudar de opinião após o ataque de Israel.

O Irã teria respondido a essas violações interrompendo novamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

Isso serve como mais um lembrete de que o mundo pode ter paz ou pode ter Israel — mas não pode ter ambos. Israel é um estado genocida de apartheid cuja existência inteira se baseia em uma estratégia de violência e abuso incessantes no Oriente Médio. Enquanto esse estado continuar existindo em sua versão atual, a paz nunca será alcançável.

Se sua empresa contratasse um cara que ficasse brigando com seus colegas e dizendo que era porque eles eram racistas contra ele, por uma semana você poderia acreditar nele.

Depois de um mês, você teria dúvidas.

Depois de dois meses, você perceberia que ele provavelmente é só um babaca.

Israel faz isso há oitenta anos.

Democratas na Câmara e no Senado finalmente estão avançando em uma Lei de Poderes de Guerra para impedir que o presidente dos EUA entre em guerra com o Irã, e eu diria que antes tarde do que nunca, mas neste ponto isso mal seria verdade.

Democratas como Chuck Schumer e Chris Murphy estão atualmente criticando o presidente não por suas atrocidades em massa horríveis no Irã, mas por perder o Estreito de Ormuz e não alcançar objetivos como desarmar completamente seu programa de mísseis convencionais.

Como já disse aqui anteriormente, está claro que o motivo pelo qual o Partido Democrata não se opôs à guerra de Trump com o Irã foi porque também a apoiava.

A plataforma oficial do Partido Democrata de 2024 acusava Trump de “irresponsabilidade e fraqueza” por não ter entrado em guerra com o Irã durante seu primeiro mandato. Kamala Harris rotulou o Irã como o inimigo #1 dos Estados Unidos. No debate de 2024, Harris criticou repetidamente Trump por ser muito brando com os inimigos dos Estados Unidos e anunciou que “sempre dará a Israel a capacidade de se defender, especialmente no que diz respeito ao Irã e a qualquer ameaça que o Irã e seus aliados representem para Israel.”

Vi muitas pessoas tentando argumentar que a depravação de Trump no Irã prova que todos deveriam apoiar os democratas, mas está claro que o Partido Democrata é apenas o rosto mais educado na mesma estrutura de poder maligna.

Wyatt Reed, do The Grayzone, publicou um artigo sobre um artigo estranho da BBC que citava um iraniano anônimo que supostamente disse a eles que apoia os EUA e Israel “atacando infraestrutura energética, usando uma bomba atômica ou destruindo o Irã.” Após a indignação pública, a citação foi removida e substituída por palavras completamente diferentes — inicialmente sem qualquer tipo de nota do editor.

Reed documenta como a repórter da BBC por trás da história, Ghoncheh Habibiazad, é uma monarquista iraniana que mora em Londres, com um extenso histórico de agitação por uma guerra de mudança de regime contra seu país natal, incluindo com a operação de propaganda do governo dos EUA Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade.

No mês passado, o The Times publicou um artigo intitulado “Alguns iranianos dizem que uma coisa é pior que bombas caindo: não ter bombas caindo“. As potências ocidentais estão sempre promovendo agressivamente essa afirmação evidentemente falsa de que pessoas em países alvo de impérios querem bombas lançadas sobre elas, da mesma forma que os defensores da escravidão argumentavam que os africanos eram mais felizes como escravos porque Deus fez de sua natureza servir.

Já disse isso antes e vou repetir: é impossível ter desprezo suficiente pela imprensa ocidental.

 

 

 

Artigo original aqui

2 COMMENTS

  1. “da mesma forma que os defensores da escravidão argumentavam que os africanos eram mais felizes como escravos porque Deus fez de sua natureza servir.”

    As posições desastradas desta mulher a fazem ser a guru dos anarcoateus e diabruras kardecistas que infestam este Instituto. E que são seguidamente humilhados por este que vos escreve.

    Agora, eu pergunto para os fanáticos fundamentalistas do libertarianismo: o que se aprende de Escola austríaca com os artigos publicados aqui desrs

    • * aqui desta sra? ainda que seu veneno contra Israel esteja certo, Rothbard jamais escreveu nada que não se pudesse relacionar com a filosofia política libertária. Essa mulher só quer sangue e ponto final.

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