Desarmados, balançar bandeirinhas não ajudou Hong Kong. Macau é a próxima.

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A política rigorosa de controle de armas em Hong Kong foi um sucesso.

Esse é um texto baseado na praxeologia misesiana, não usarei dados ou datas, chamar as coisas pelo nome certo e mostrar o modus operandi torna tudo mais fácil de entender.

O estado é uma máfia.

Uma facção criminosa que vive do roubo jamais vai recuar pois precisa do roubo constante para continuar existindo; é a economia do crime. Os membros da máfia vivem dela, os auto denominados “funcionários públicos” precisam que o estado tire do cidadão comum o “arrego” para que tenham a segurança e estabilidade do emprego em algum cargo mafioso.

Disso deriva algumas estratégias políticas; o desarmamento para evitar que a sociedade se defenda do roubo e o controle de ideias para manipular a opinião das massas.

Todo criminoso prefere vítimas desarmadas. O estado sendo uma máfia obviamente prefere que suas vítimas não tenham armas, surgindo então as políticas desarmamentistas.

Como é muito custoso e reativo simplesmente tentar desarmar as vítimas, existe um caminho mais suave e demorado de convencimento, água mole pedra dura tanto bate até que fura. É uma estratégia tão simples como eficaz: repetir uma mentira mil vezes até que se torne verdade; basta dizer constantemente que armas são perigosas e estar desarmado é mais seguro que a mágica acontece, logo milhares de idiotas úteis irão aceitar e defender esse absurdo.

Como o outro lado também pode repetir mil vezes a verdade, e censurar e prender logo no início pode ser muito assustador – e desnudar o lado autoritário e criminoso do estado gerando uma reação desnecessária e pouco produtiva para a máfia – é feito a seguinte estratégia: no primeiro momento, sem um massivo apoio popular o estado financia quem apoia o desarmamento e boicota todo o resto e, no segundo momento, com apoio de uma grande maioria de idiotas úteis, censura e criminaliza o outro lado.

Isso foi adotado contra o chamado “gabinete do ódio”, pudemos acompanhar a eficácia dessa estratégia.

Como explicado anteriormente, não há mais necessidade de uma máfia ser tão rigorosa a ponto de ser chamada de ditadura. A China no caso de Hong Kong está sendo pouco prudente e sofisticada.

É perfeitamente possível ser mais dissimulada, a democracia é essa forma, a máfia consegue prosperar iludindo a população repetindo mentiras e fingindo que existe a liberdade de escolher seus líderes, pois, caso esse líder seja meio rebelde será facilmente destruído pelo sistema – o filho dele, por exemplo, pode ser acusado de corrupção e ficar refém da ameaça de prisão sem que o caso nunca seja julgado propositadamente e seus apoiadores chamados constantemente de radicais até serem presos; é uma forma mais bem mais refinada do sistema mafioso manter as estruturas de controle.

No caso chinês, a liberdade de expressão em Hong Kong sempre foi um incômodo. A China preferiu o caminho mais traumático, confiante que as reações já não seriam mais um problema, não pela população de Hong Kong que já estava desarmada, mas uma reação internacional, afinal, é preciso manter as aparências.

A sociedade ocidental está indo na mesma direção das políticas obscurantistas chinesas sem perceber. O que tem assustado os países ocidentais não são as políticas de censura e os campos de concentração mas a forma pouco dissimulada que são feitas por lá.

Textos como esse ainda são permitidos no ocidente mas estamos sempre a uma canetada de perder. A defesa pela liberdade de expressão e o direito ao porte de armas precisa ser sempre intransigente, temos que repetir a verdade mil vezes sem medo e mostrando como age a máfia estatal.

Para Hong Kong é tarde, a próxima vítima da ditadura chinesa deve ser Macau igualmente desarmada, e se não reagirmos enquanto há o mínimo de liberdade de expressão a próxima vítima do totalitarismo mafioso do estado seremos nós.

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