E se eu lhe disser que o Natal é um valor essencial de crença em um Deus pessoal que viveu entre nós e em Sua promessa livremente dada de salvação eterna que nenhum crente deveria rejeitar ou se desculpar por ela? E se eu lhe disser que o Natal é o renascimento de Cristo no coração de todos os fiéis? E se eu lhe disser que o Natal é o renascimento potencial de Cristo em todos os corações que terão Ele, seja um fiel ou não?

E se você descobrir que Jesus Cristo nasceu há mais ou menos 2.000 anos em Belém? E se você descobrir que Ele é Deus verdadeiro e homem verdadeiro? E se você descobrir que isso é um mistério e um milagre? E se você descobrir que isso aconteceu como parte de um plano de Deus para a salvação de todas as pessoas? E se você descobrir que Jesus foi enviado ao mundo para perdoar nossos pecados ao Se oferecer em sacrifício? E se você descobrir que Ele não tinha pecado? E se você descobrir que Sua vida foi o divisor de águas mais decisivo na história da humanidade? E se você descobrir que a razão de vivermos é Ele ter morrido?

E se eu lhe disser que depois que Ele morreu, Ele ressurgiu dos mortos? E se eu lhe disser que Ele foi assassinado pelo governo porque temiam uma revolta caso Ele não fosse morto? E se eu lhe disser que o governo achou que Ele era louco quando Ele disse que Ele era um rei, mas Seu reino não era nesse mundo? E se você descobrir que Ele não era louco, mas divino? E se você descobrir que quando Ele disse que Ele poderia perdoar pecados, Ele estava se referindo a Si próprio como Deus?

E se eu lhe disser que Ele é uma de três partes de um Deus trinitário? E se eu lhe disser que isso é um mistério inexplicável? E se eu lhe disser que não existe poder sem mistério? E se eu lhe disser que o poder que Ele possui, é usado apenas para o bem? E se eu lhe disser que Ele realmente devolveu a visão ao cego, a audição ao surdo, a musculatura ao aleijado, a esperança ao desiludido, a coragem ao fraco e até mesmo a vida ao morto?

E se você descobrir que Ele fez essas coisas livremente, mas não procurou ser aclamado por elas? E se você descobrir que depois de cada um desses milagres Ele sumiu entre os arredores do templo ou saiu andando entre a multidão para que ela não o aclamasse como um líder temporário ou secular? E se você descobrir que nesta personalidade imponente havia uma profunda timidez? E se eu lhe disser que Ele era tímido sobre Sua divindade? E se eu lhe disser que Ele amou nos salvar? E se você descobrir que Ele era feliz mas não queria que nós víssemos sua felicidade?

E se eu lhe disser que Ele sabia todo o tempo o quão profundamente prematuro e absolutamente doloroso seria o fim de Sua vida na Terra mas Ele não o temeu nem o evitou? E se eu lhe disser que sua maior demonstração de amor foi o autocontrole na cruz?

E se eu lhe disser que a maioria do mundo que Ele veio salvar o rejeitou? E se você descobrir que Ele ainda ama aqueles que o rejeitaram? E se eu lhe disser que sua oferta é real e eterna?

E se você descobrir que muitos rejeitaram o verdadeiro Deus em favor do deus-Estado? E se você descobrir que o deus-Estado se autodesignou como provedor de todas as necessidades seculares em troca de fidelidade a ele? E se você descobrir que esta oferta sedutora foi aceita por bilhões de pessoas?

E se você descobrir que a aceitação desta oferta sedutora do deus-Estado arruinou a iniciativa individual, destruiu a ética do trabalho pessoal, estimulou uma preguiça cancerígena, aumentou a pobreza absoluta e impeliu obediência automática ao governo naqueles que a aceitaram? E se você descobrir que a resistência intrínseca na crença no deus-Estado resfria o exercício das liberdades pessoais por medo da perda das generosidades do governo? E se você descobrir que a caridade estatal é na verdade generosidade com o dinheiro que o estado tomou de quem trabalhou para ganha-lo? E se você descobrir que ele o dá para aqueles que não trabalharam para ganha-lo? E se você descobrir que é impossível ser verdadeiramente caridoso com o dinheiro dos outros?

E se você descobrir que Jesus veio para nos libertar do jugo da opressão estatal e das correntes do pecado pessoal? E se eu lhe disser que liberdade é nosso direito de nascença, dado a nós pelo verdadeiro Deus, não pelo deus-Estado? E se eu lhe disser que o verdadeiro Deus nos fez a Sua imagem e semelhança? E se eu lhe disser que a maior semelhança entre nós mortais e o verdadeiro Deus é a liberdade? E se eu lhe disser que assim como Deus é perfeitamente livre, nós também somos perfeitamente livres? E se eu lhe disser que fracassamos em preservar a liberdade e permitimos que o governo a tirasse de nós? E se eu lhe disser que não somos pessoas completas sem liberdade completa?

E se eu lhe disser que o mundo era escuridão total antes Dele vir ao mundo? E se eu lhe disser que há escuridão ainda hoje, mas também muita luz? E se eu lhe disser que reconhecemos que Ele é a Luz do Mundo? E se eu lhe disser que o Natal é o nascimento do Filho de Deus e do Filho de Maria? E se eu lhe disser que reconhecemos a presença do Filho de Deus e do Filho de Maria em nossos corações e entre nós? E se eu lhe disser que o bebê-Deus cujo aniversário celebramos é o Salvador do Mundo? E se eu lhe disser que não escondemos isso, mas vivemos isso?

E se você descobrir que dizemos com nossos corações e queremos dizer com nossas palavras – Feliz Natal?

 

Artigo original aqui.

Tradução de Fernando Chiocca.

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