A farsa Zelensky começa a ser reconhecida

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Na semana passada, o mundo esteve à beira de uma guerra nuclear, quando o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, financiado pelos EUA, pediu uma ação militar da OTAN por causa de um míssil que caiu em solo polonês. “Este é um ataque de míssil russo à segurança coletiva! Esta é uma escalada realmente significativa. A ação é necessária”, disse Zelensky imediatamente após a queda do míssil.

Mas havia um problema. O míssil foi disparado da Ucrânia – provavelmente um acidente no meio da guerra. Se fosse realmente um míssil russo, é claro, isso poderia significar a Terceira Guerra Mundial. Mas Zelensky não parecia incomodado com a perspectiva do mundo explodir, a julgar por sua retórica imprudente.

Embora Zelensky tenha sido tratado como um santo pela mídia dos EUA, pelo governo Biden e por ambos os partidos no Congresso, algo sem precedentes aconteceu desta vez: o governo Biden recuou. De acordo com relatos da imprensa, várias ligações de Zelensky para Biden ou para a equipe sênior de Biden não foram atendidas.

Quando o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, finalmente retornou a ligação de Zelensky, ele teria dito: “tenha cuidado” nas alegações de que a Rússia estava por trás dos mísseis que caíram na Polônia. O governo Biden contestou publicamente a insistência contínua de Zelensky de que a Rússia havia disparado mísseis contra a Polônia, membro da OTAN. Depois de dois dias de oposição de Washington às suas reivindicações, Zelensky finalmente recuou.

Ouvimos rumores sobre a frustração do presidente Biden com os pedidos e ingratidão sem fim de Zelensky pelos cerca de 60 bilhões de dólares distribuídos a ele pelo governo dos EUA, mas este é o exemplo público mais claro do reconhecimento do governo Biden de que tem um “problema Zelensky.”

Zelensky deve ter entendido que Washington e Bruxelas sabiam que não era um míssil russo. Considerando as vastas capacidades de inteligência dos EUA naquela zona de guerra, é provável que o governo dos EUA soubesse em tempo real que os mísseis não eram russos. Zelensky parecia um desequilibrado ao afirmar o contrário. E pelo que parece ser a primeira vez, Washington notou.

Como resultado, houve uma pequena – mas esperançosamente crescente – revolta entre os conservadores em Washington sobre esse perigoso episódio. A deputada da Geórgia, Marjorie Taylor-Greene, introduziu uma legislação exigindo uma auditoria das dezenas de bilhões de dólares enviados para a Ucrânia – com talvez mais US$50 bilhões em andamento. A resolução tem atualmente onze apoiadores.

O deputado Matt Gaetz declarou publicamente que não aprovaria nem mais um dólar para a Ucrânia. Outros, como o deputado americano Paul Gosar (R-AZ), foram ainda mais longe. Em um tweet recente, o representante Gosar chamou o apoio dos EUA à Ucrânia de “operação corrupta de lavagem de dinheiro”. Como as consequências do recente colapso da bolsa de criptomoedas FTX apontam para uma possível corrupção política, suas alegações podem ser corretas.

Quando o senador Rand Paul apresentou uma emenda ao enorme pacote de ajuda à Ucrânia, pedindo que alguém auditasse os fundos, ele foi ridicularizado e atacado. Cerca de sete meses depois, sua posição parece muito mais aceita. E isso é bom.

Quando a histeria da guerra na Ucrânia finalmente acabar – como a histeria de Covid acabou antes dela – ficará óbvio para muito mais pessoas o fiasco absoluto que tudo isso tem sido. Esperançosamente, os republicanos acelerarão esse processo quando assumirem a Câmara em janeiro. Já não era sem tempo!

 

 

 

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é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano. É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007). O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.

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