A mentira maliciosa por trás do alarmismo do aquecimento global

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untitledO movimento ambientalista acredita que, a menos que medidas drásticas e imediatas sejam tomadas no combate ao aquecimento global, “doenças, devastações e inanição” serão “inevitáveis”, atingindo uma escala que pode significar o fim da vida na terra, tornando esta “tão quente quanto Vênus“. Certamente, tão apocalíptica ameaça exige ação imediata. Dada a resistência para se reduzir a produção industrial (sem falar na destruição econômica e no morticínio em massa que tal redução acarretaria), os ambientalistas deveriam apoiar resolutamente quaisquer experimentos que tentassem compensar – ao invés de eliminar – o impacto da atividade industrial sobre o meio-ambiente.

Com efeito, medidas relativamente simples e de baixo custo foram propostas por cientistas e empresários, uma das quais está documentada na edição de junho de 2008 da Popular Science (PDF). Ainda no ano de 1988, oceanógrafos propuseram espalhar minério de ferro pelos oceanos, o que causaria uma florescência de algas que poderia rapidamente compensar todo o efeito da civilização industrial por muito menos dinheiro do que custaria a eliminação de emissões de CO2. Tal experimento já foi conduzido pela Woods Hole Oceanographic Institution e os resultados comprovaram que a técnica funciona, conquanto mais experimentos sejam necessários. Um número de empresários, como Russ George, da Planktos Corp, já se apresentou para realizar o trabalho necessário.

Como você imagina que os grupos ambientalistas reagiram a tal oportunidade? Se você imaginou que foi com total ou até mesmo com cauteloso otimismo, equivocou-se completamente. “Não creio que arranjos apressados de engenharia planetária vão funcionar”, disse um cientista do Greenpeace. “Só existem duas maneiras de resolver o problema da mudança climática: reduzir a quantidade de energia que utilizamos e alterar dramaticamente os métodos que usamos para gerá-la”. De acordo com a revista Scientific American, grupos ambientalistas estão essencialmente unidos na crença de que “se a sociedade confiar em paliativos técnicos para melhorar o aquecimento global … as pessoas vão parar de fazer o esforço necessário para cortar as emissões de carbono”.

Pense no significado dessa declaração. “Esforço” significa coerção governamental para destruir a produção industrial que alimenta (algumas vezes com muita dificuldade) uma população humana em rápido crescimento. “Arranjos apressados de engenharia” significa uma solução tecnológica rápida e barata, que nos permite não só ter o nosso bolo (a rica e saudável vida que a produção industrial torna possível), mas também comê-lo (nesse caso literalmente, a algas se alimentando do CO2). Observe que a objeção deles não é que a semeação de minério de ferro não vai funcionar, mas sim que ela elimina o incentivo para destruir a civilização industrial.

Como o artigo deixa claro, ambientalistas se opõem violentamente a sequer explorar qualquer medida que tente neutralizar a “ameaça” do aquecimento global. Eles querem é atacar diretamente a “causa”. Mentiras e intimidações são parte integral do movimento: o grupo terrorista Sea Shepherd, que já afundou nove navios desde 1979, fez ameaças a quaisquer experimentos futuros que envolvam a semeação de minério de ferro. A máquina de propaganda do grupo utiliza o receio em relação à nanotecnologia para alegar que o minério de ferro representa “nanopartículas criadas por engenharia”, enquanto sua sucursal política conseguiu fazer com que o governo espanhol banisse a semeação sob a alegação de que ela constitui despejamento de “lixo tóxico”.

Como já deveria estar claro há um bom tempo, o ambientalismo não está realmente preocupado com aquecimento global – acabar com a “ameaça” oriunda do aquecimento global é a última coisa na agenda deles. Seu verdadeiro objetivo é usar o alarmismo do aquecimento global para intimidar o mundo desenvolvido, obrigando-o a retornar à era pré-industrial e pré-civilizada. Eles se opõem a fontes viáveis de energia alternativa pela mesma razão por que se opõem a arranjos viáveis para as crises que eles próprios inventam – eles são contra a energia nuclear, a energia hidráulica, e já estão se organizando para se opor à energia eólica tão logo esta se torne viável. Se painéis solares um dia se tornarem viáveis, eles certamente vão inventar razões para se opor a eles também.

(Observe que eu não estou defendendo a semeação de minério de ferro. Eu não estou convencido de que o clima está aquecendo tão rapidamente quanto alegam, ou que o CO2 é a causa; e mesmo que seja, é plausível crer que níveis mais altos de CO2 e um clima mais tépido ofereçam benefícios tremendos tanto para as plantas como para os animais. Se algo, deveríamos estar estimulando medidas que tornem nosso mundo mais verde e mais confortável).

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

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