A tirania do estado onipotente e as consequências da opressão social

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Uma análise crítica da política nos mostra objetivamente sua força destrutiva, bem como sua capacidade intrínseca de dividir a população, fazendo com que pessoas que nem sequer se conhecem se odeiem mutuamente, pelo simples fato de defenderem posicionamentos conflitantes e ideologias divergentes.

Não obstante, a política só se perpetua porque grande parte da população confia no estado e ingenuamente acredita que o estado é uma instituição necessária para gerenciar, controlar e administrar a sociedade. O que, evidentemente, é tanto uma falácia quanto uma conclusão errônea.

Infelizmente, muitas pessoas confiam no estado, justamente porque ainda não foram capazes de compreender o seu organograma funcional, sua estrutura interna, seus objetivos reais — se perpetuar e expandir continuamente o seu poder — e a imoralidade do seu financiamento (através de impostos, que são basicamente extorsão sistemática praticada contra a parcela produtiva da sociedade).

De fato, precisamos enxergar e compreender o Leviatã por aquilo que ele realmente é: um monstro implacável e titânico, que pode nos esmagar com brutalidade usando apenas uma ínfima fração da sua força e do seu poder. Essa força ignominiosa e monopolista que existe para dilacerar e triturar seres humanos é definitivamente o mais sórdido e letal axioma da violência. Não existe absolutamente nada igual ao Leviatã na sociedade contemporânea. O estado moderno consiste na mais eficiente máquina de tirania e opressão já concebida na história.

Infelizmente, o Leviatã também é muito eficiente quando o assunto em questão é doutrinar as massas — deixando-as em uma deplorável condição de alienação —, ao normalizar políticas públicas de dependência coletiva, que são efetivadas quando o estado transmite à sociedade a ilusão de que ele oferecerá segurança em troca de liberdade.

Naturalmente, o estado paternalista implementou políticas públicas de emasculação ideológica para facilitar a dominação social. Isso invariavelmente infantilizou o homem contemporâneo e o fez terceirizar suas responsabilidades, levando-o a acreditar que o estado se encarregará de todas as questões relacionadas ao seu bem-estar e a sua segurança pessoal.

Com a ascensão da social-democracia e a expansão aterradora do estado paternalista, o cidadão se tornou parte indissociável de um ethos político; ele deixou de ser um indivíduo autônomo e independente para se tornar parte da coletividade (quer ele aceite isso voluntariamente ou não). Como parte do coletivo, ele não apenas deve aceitar de bom grado receber ordens — não interessa se ele aprecia essas ordens ou não, não interessa se essas ordens são benéficas ou não a nível individual —, como ele deve também aceitar passivamente ser comandado em praticamente todas as esferas e aspectos da sua vida.

Com a doutrinação positivista do estado democrático de direito, o indivíduo acabou sendo suplantado pela coletividade. Em decorrência de toda essa programação ideológica de natureza coletivista, o homem comum — excepcionalmente doutrinado pela lavagem cerebral do sistema monolítico onipotente — acabou condicionado a ver como um corpo estranho todo e qualquer cidadão que deseja renunciar ao status quo para retomar o controle de sua vida, assumindo sua posição como unidade autônoma livre e independente, plenamente capaz de tomar as próprias decisões concernentes à sua vida e ao seu bem-estar.

Como estamos muito distantes de uma ordem social ética e livre, todos os indivíduos que desejam voluntariamente se desligar da máquina coletiva escravagista para assumir o controle da própria vida são encarados inadvertidamente como inimigos do sistema. Como assim, você quer ser livre e independente? Você rejeita políticos e não quer depender do estado? Você só pode estar louco. Todas as pessoas aceitam viver dessa maneira. Quem é você para se achar melhor do que todo mundo?

O pensamento dominante de uma sociedade baseada na violência, na escravidão, na opressão arbitrária e na dominação coletiva é naturalmente infantil e irracional. Ele é totalmente baseado em emoções negativas, como medo, histeria, aflição e covardia. Sociedades assim se refreiam instintivamente de assumir a sua própria decadência e mediocridade. O que elas invariavelmente fazem é encontrar um bode expiatório para o seu deplorável e contundente fracasso.

A sociedade contemporânea nada mais é do que o resultado puro e simples da supressão brutal da masculinidade — o que explica uma quase que total ausência de homens livres, autônomos e independentes, que pensam por si próprios, assumem responsabilidades e tomam as suas próprias decisões. Estes foram substituídos por multidões de soy boys estrogenados, submissos e inerentemente covardes, que cultivam um medo patológico da vida e da realidade, necessitam da segurança do estado paternalista em todos os aspectos de suas vidas previsíveis e medíocres e precisam desesperadamente de políticos que os isentem de responsabilidades sobre tudo.

É essa multidão de fracotes que propiciou a ascensão, a difusão e a ampla aceitação de ideologias funestas e inerentemente coletivistas como o socialismo e o progressismo.

Toda e qualquer reflexão sobre a importância da liberdade não deve jamais ser subestimada. A liberdade é um requisito fundamental para a existência dos seres humanos. Sem liberdade — ou seja, desprovidos do direito de fazer escolhas individuais —, ficamos reduzidos a mera condição de escravos. Mas, por incrível que pareça, existem pessoas que se sujeitam ao papel de cidadãos subservientes sem problema algum. Por que?

Não devemos jamais subestimar a destruição cognitiva que a doutrinação sistemática — de ambivalência populista/corporativa — provoca em pessoas comuns. Como a grande maioria dos seres humanos tem sérias deficiências intelectuais, é natural que as massas sejam facilmente manipuladas e passem a acreditar com fervor em tudo aquilo que veem na televisão, ou em tudo aquilo que o seu político de estimação fala.

A ausência de critérios lógicos e de parâmetros racionais que guiem decisões é um sintoma muito presente na sociedade humana. Para a grande maioria das pessoas, basta obedecer ao STF, a um determinado político ou seguir o que está descrito na constituição. Não é necessário raciocinar se essas decisões são éticas, moralmente corretas ou benéficas a nível individual. Basta obedecer às autoridades. Esse raciocínio terrivelmente reducionista guia a maioria dos seres humanos, que simplesmente vivem — quase que por instinto e condicionamento —, sem raciocinar sobre as coisas mais elementares que regem as suas vidas.

Infelizmente, por se contentar em simplesmente viver no piloto automático e obedecer, ao invés de fazer o que é correto, a sociedade acaba se perdendo em um distópico frenesi positivista, onde os parâmetros de virtude baseiam-se no que está descrito na cartilha legislativa estatal, e não no que é ético, correto e moralmente salutar. Esse equívoco — que confere às pessoas uma total isenção sobre a sua própria conduta —, as isenta de fazer o que é correto, assim como também as exime de assumir a responsabilidade sobre as suas próprias ações.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade tão anestesiada pela enfermidade política e pela eutanásia democrática que a ética, a moralidade e o jusnaturalismo são ostensivamente ignorados em nome do utilitarismo político-ideológico-corporativo.

Na sociedade coletivista contemporânea, consequentemente, acabou sendo normalizado o conceito totalitário de que não há problema algum em sacrificar o indivíduo em nome do “bem comum” — uma deplorável abstração usada para justificar toda sorte de atrocidades genocidas. Como atualmente isso é embelezado em slogans politicamente corretos adornados com as cores do arco-íris, tornou-se comum a sociedade aceitar tais condicionamentos sem questioná-los ou contestá-los.

Na prática, o coletivismo não passa de uma bestialidade aterradora; pois, para que o famigerado “bem comum” seja alcançado, níveis inenarráveis de agressão contra os indivíduos devem ser praticados.

Temos aqui, portanto, o argumento primordial do totalitarismo clássico — aterrorizar cidadãos que são considerados ameaças ao “bem comum” e classificá-los como inimigos públicos são etapas inerentes a qualquer tirania. Apenas os subservientes são deixados em paz; no entanto, ocasionalmente até mesmo essas pessoas são perseguidas arbitrariamente pelo regime, por supostamente violar alguma regra aleatória da ditadura.

A sociedade contemporânea mostra efetivamente que o totalitarismo e o coletivismo andam juntos; mas ambos são altamente dependentes de doutrinação para funcionar. Com a aplicação da lavagem cerebral nas massas, a obediência da maioria é garantida, e assim o sistema totalitário monolítico pode funcionar. Basta aparar as “arestas” — ou seja, perseguir, encarcerar e exterminar todos os opositores e dissidentes — para que a utopia funcione razoavelmente bem.

Não é sem razão ou motivo que a liberdade, para prosperar, é altamente dependente da coragem. Defensores da liberdade são uma minoria aguerrida e destemida, que convive com a maioria apática e entorpecida. Por essa razão, no mundo atual — predominantemente estatista, coletivista, socialista e progressista —, a liberdade é análoga à bravura. Afinal, os defensores da liberdade são exceções; são indivíduos corajosos e destemidos, que resistem fervorosamente contra o totalitarismo, em meio à multidão de covardes omissos, complacentes e subservientes que infestam a sociedade.

1 COMENTÁRIO

  1. Assim como está descrito nesse texto eu não perco a oportunidade de descrever o que realmente é essa coisa chamada estado, não interessa onde e com quem eu estiver. Não sei se por questões jurídicas vocês podem dizer alguma coisa mas eu fico me perguntando qual texto de vocês aqui(eu leio todos) foi acusado de fazer apologia ao nazismo. Não acredito que os animais(ofensa aos animais??) estatistas acusaram que afirmar que o comunismo foi ainda pior do que o nazismo porque se espalhou mais pelo mundo e matou mais gente ser apologia ao nazismo.

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