De 100% eficaz para nada eficaz – a evolução da eficácia da vacina segundo o CEO da Pfizer

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Depois de afirmar que sua vacina era “100% eficaz”, o CEO da Pfizer agora diz que 2 injeções COVID “se realmente oferecem alguma proteção, é uma proteção muito limitada”, contra o COVID-19.

Eficaz?

Durante uma rodada de entrevistas na segunda-feira, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, soltou várias verdades bombásticas em uma inocente audiência de imprensa corporativa, aparentemente semeando dúvidas sobre a ideia de que suas próprias vacinas de COVID são “eficazes”, a menos que o indivíduo tenha tomado pelo menos 3 doses.

CEO da Pfizer: “Duas doses da vacina oferecem proteção muito limitada, se houver. 3 doses com reforço oferecem proteção razoável contra hospitalização e mortes. Menos proteção contra infecções.”

O chefão da Pfizer apareceu no Squawk Box esta manhã depois que a empresa anunciou vários acordos nas áreas de edição de genes, com a esperança de usar essas tecnologias para promover a plataforma de mRNA para suas vacinas COVID.

Sim, a Pfizer está buscando parceiros para explorar maneiras de mudar ativamente o DNA das pessoas. Essa ideia, se você se lembra, já foi descartada pela imprensa corporativa como uma teoria da conspiração maluca.

Mas isso era apenas metade da história.

Aparentemente induzido por algum “soro da verdade”, o CEO da Pfizer disse em uma entrevista ao Yahoo Finance que duas injeções de mRNA da Pfizer – que ele afirmou serem 100% eficazes na prevenção da doença – agora apenas “oferecem proteção muito limitada, se houver”.

Ele disse isso pretendendo incentivar uma nova rodada de vacinação para a variante Omicron.

Realmente, coisas inacreditáveis. Em uma série de entrevistas, Bourla tentou mudar toda a narrativa do COVID, ao mesmo tempo em que semeava dúvidas incríveis sobre a eficácia de sua linha de produtos atual.

Aqui está o link para a entrevista completa da CNBC.

Abaixo, Alex Berenson analisou parte da entrevista:

 

As centenas de milhões de pessoas que receberam vacinas de mRNA/LNP e DNA/AAV Covid não tinham ideia real do que estavam tomando.

Elas fizeram isso por insistência das empresas de vacinas e autoridades de saúde, que lhes disseram que, ao fazê-lo, protegeriam a si mesmos e suas famílias e acabariam com a epidemia de Covid. As declarações foram públicas. Muitas foram feitas há menos de um ano. Elas não podem ser suprimidos da memória ou esquecidas na, não importa o quanto alguém tente.

Cada uma dessas declarações se mostrou errada – tão errada que as empresas, que correm um risco legal muito maior do que as autoridades de saúde pública – nem tentam mais defendê-las.

Aqui está o que Albert Bourla, CEO da Pfizer, disse na segunda-feira em entrevista à CNBC:

   A esperança é que a gente consiga algo que tenha muito, muito melhor proteção, principalmente contra infecções, porque a proteção contra as hospitalizações e a doença grave, é, é razoável agora, com as vacinas atuais, desde que você esteja com digamos a terceira dose.

Leia essas palavras com muita atenção.

A proteção contra “doença grave” é “razoável agora” para pessoas que tomaram uma “terceira dose” da vacina da Pfizer.

Deixe de lado o fato de que mesmo essas palavras são, na melhor das hipóteses, uma interpretação otimista dos dados atuais.

Deixe de lado o fato de que a Pfizer NUNCA comparou um regime de vacina de três doses com um placebo em um ensaio clínico.

Deixe de lado o fato de que “razoável agora” sugere que qualquer efeito de uma terceira dose não durará.

O que o executivo-chefe da Pfizer está lhe dizendo é que, se você recebeu duas doses da vacina de sua empresa no ano passado, sua proteção acabou.

Mesmo contra “as internações e a doença grave”.

Você precisa estar “com, digamos, a terceira dose” para proteção contra isso.

Não fui eu não que disse isso.

Foi o CEO da Pfizer. (E mal posso esperar para ver os advogados do Twitter tentarem explicar isso quando defenderem meu quinto ataque. Vai MUITO além do que aquele tweet fez.) [Nota do tradutor: Alex Berenson foi banido para sempre do Twitter exatamente por dizer que as vacinas não evitavam a infecção e nem preveniam a transmissão e que perdiam a limitada eficácia com o tempo. Esse fatos verdadeiros foram considerados falsos pelos checadores e atualmente Berenson está processando o Twitter]

A maioria das pessoas ainda não entende o quão intensamente elas foram enganados.

Mas elas ainda vão entender.

Os números brutos são gritantes – em Ontário, por exemplo, 76% das pessoas hospitalizadas e 56% das pessoas em terapia intensiva são vacinadas. Tanto os números brutos quanto as porcentagens dispararam nas últimas duas semanas.

Os dados da Europa são semelhantes. A única razão pela qual os dados americanos parecem diferentes é que não conseguimos ver os números brutos. Em vez disso, as autoridades de saúde fornecem taxas ajustadas sem sentido (ajustadas para a idade das pessoas vacinadas, mas NÃO para o viés do usuário saudável da vacina – o fato de que os idosos mais frágeis geralmente não são vacinados porque não podem ser). Além disso, os hospitais americanos relatam pessoas como não vacinadas quando seu status vacinal é “desconhecido”, distorcendo ainda mais as proporções.

Mas você pode confiar em Albert Bourla: a proteção da vacina contra casos graves diminui com o tempo – e diminui muito mais rapidamente contra a variante Omicron.

Esse é um lado da moeda.

O outro lado são os efeitos adversos. Não sabemos quão ruins são depois de uma terceira dose, muito menos uma quarta ou quinta ou mais. (Como podemos? Lembre-se, as empresas não testaram três doses contra placebo.)

Mas os dados de miocardite com a terceira dose parecem ruins. Sugere uma resposta dose-dependente. E o aumento de mortes por todas as causas na Europa nos últimos meses não pode ser ignorado, mesmo que as autoridades de saúde o estejam ignorando.

Suspeito que as pessoas mais inteligentes das empresas estão cada vez mais conscientes da potencial crise de dosagem repetida. Pode ser por isso que Bourla também disse na entrevista à CNBC: “Não sei se há necessidade de um quarto reforço”.

Que? Na mesma entrevista em que o CEO da Pfizer alertou as pessoas para não esperarem proteção duradoura de uma terceira dose – “razoável agora” – ele também se afastou de mais doses adicionais?

Em vez disso, Bourla falou sobre o Paxlovid, o novo antiviral de US$530 de sua empresa. “É aqui que está se movendo a maior parte do esforço da maioria dos governos.”

Na verdade, o Paxlovid está basicamente indisponível no momento; A Pfizer prometeu 120 milhões de doses em todo o mundo em 2022, mas 10 dias atrás, apenas 180.000 doses estavam disponíveis.

Então, qual é o jogo de Bourla? Ele não quer vender o máximo de vacinas que puder?

Talvez não. Especialmente não tendo uma outra droga com um potencial enorme ($530 x 120 milhões = $62 bilhões, mais ou menos, e a Pfizer não terá que compartilhá-la com a BioNTech).

Mais importante para Bourla, o risco real para a Pfizer – e para ele – vem dos efeitos colaterais. As pessoas ficarão com raiva quando descobrirem que foram enganadas para tomar vacinas que não funcionaram. Mas a maioria delas não ficará furiosa, especialmente porque a Omicron parece muito mais leve do que as variantes anteriores. A eficácia zero provavelmente não destruirá a Pfizer nem fará com que alguém seja indiciado.

Mas os efeitos colaterais podem. As pessoas ficarão FURIOSAS se acharem que foram enganadas a tomar vacinas que não funcionaram e potencialmente as prejudicaram, ou seus pais, ou seus filhos.

No momento, a taxa de lesões graves por vacina relatadas é baixa o suficiente para que as empresas e os fanáticos por vacinas possam argumentar que não é real, é um artefato estatístico, os relatórios do VAERS são falsos (não são), etc. A terceira dose parece estar mudando um pouco essa equação.

Quem sabe o que doses futuras causarão? Ninguém sabe, incluindo Albert Bourla, embora seus cientistas possam ter matado ratos e macacos suficientes para lhe dar uma ideia melhor do que o resto de nós.

Ao contrário da BioNTech e da Moderna, a Pfizer não está presa ao mRNA. É uma empresa farmacêutica de US$300 bilhões que está ocupada sacando seu dinheiro das vacinas e usando para pagar por muita pesquisa. Além disso, agora tem o Paxlovid.

(À propósito, grandes investidores já estão sabendo de tudo isso. As ações da BioNTech e da Moderna caíram mais de 50% desde o pico do frenesi da vacina em agosto, enquanto as da Pfizer subiram 20% e estão perto de uma alta histórica. Big Pharma e Wall Street podem ser um monte de coisas, mas não são burras.)

Portanto, o movimento prudente de Albert Bourla, Doutor em Medicina Veterinária, PhD., é começar a reduzir as expectativas das vacinas, ir devagar com essa história de mais reforços e esperar que a Omicron faça seu trabalho por ele. Seu maior problema provavelmente é que as autoridades de saúde pública são muito mais estúpidas do que ele e continuam a incentivar as doses de reforços.

Eu adoraria saber o que a Pfizer está dizendo a eles em particular. Acho que não está no e-mail, no entanto.

 

 

Artigo original aqui e aqui