Longe da horda mascarada

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Depois de uma carta absurdamente partidária de “profissionais de saúde pública”, vilipendiando “manifestantes brancos que resistem às ordens de ficar em casa”, mas defendendo manifestantes que “se manifestaram contra o … racismo”, devemos rir de qualquer coisa que venha dessas pessoas. E acredite, você irá rir quando ouvir o que o “cirurgião geral Jerome Adams” “escreveu no Twitter” alguns dias atrás:

“Alguns acham que as máscaras faciais violam sua liberdade de escolha. Porém, se mais as usarem, teremos MAIS liberdade para sair. Máscaras faciais [levam a] menos propagação viral assintomática [levam a] mais lugares abertos e mais rápido! … Exerça e promova sua liberdade, escolhendo usar uma máscara!”

Percebeu? Ao “escolher” obedecer aos tiranetes estultos, afirmamos nossa liberdade! Caso contrário, eles nos mandarão de volta aos nossos quartos como as crianças que eles pensem que somos.

Poderíamos ignorar a concepção bizarra de liberdade de Jerome, se ela fosse idiossincrática. Mas muitas de suas vítimas definem a liberdade de maneira tão grotesca quanto ele. Não é de se admirar que definhamos em uma distopia totalitária.

A ciência das máscaras está tão longe de ser estabelecida quanto o coronavírus está da varíola. Um “especialista”, realizando estudos, jura que as máscaras interromperão o COVID19; um outro munido de pesquisas conflitantes, afirma que elas não podem parar o vírus e ainda aumentam os riscos a nossa saúde. Suspeito que, como a maioria das medidas médicas, as máscaras afetem cada pessoa de maneira diferente. Elas ajudam alguns enquanto prejudicam outros; se fôssemos livres, todos determinariam o que é melhor para sua situação e saúde. Mas nossos governantes nos negam até esse pouco de autonomia.

Portanto, o uso de máscaras agora está irremediavelmente politizado, obliterando nossas chances de aprender a verdade. “De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa em Saúde Pública da Associated Press-NORC, 76% dos democratas disseram que têm mais probabilidade de usar uma máscara em público, em comparação com 59% dos republicanos.” Previsivelmente, “especialistas em saúde pública e democratas do Congresso expressaram frustração com a aversão de Trump ao uso de máscaras, enquanto o ex-vice-presidente Joe Biden – o candidato democrata à presidência – adotou máscaras faciais e chamou Trump de ‘completo idiota’ por menosprezar a prática preventiva.” E “Na Ásia, máscaras não são apenas proteções. Elas também são símbolos. Elas são uma afirmação de espírito cívico e consciência…” Ah, certo, e elas não são a mesma coisa aqui? Biden prova que os esquerdistas ocidentais também as usam como “sinal de virtude”. E saiba que a escória do New York Times estampa pomposamente: “A máscara é um instrumento de saúde pública, mas ela também revelou ser uma máscara no sentido mais tradicional: uma ferramenta em um ritual social, um objeto de fetiche que reflete a política, expressão de gênero e seu relacionamento com a própria verdade”. Eu tenho apenas uma vaga ideia do que isso significa, graças a Deus. Mas o desprezo do Times por aqueles que se recusam a entrar no jogo é bastante claro.

Não importa. Faz tempo que deixei de me preocupar se as máscaras me protegem ou protegem a qualquer outra pessoa: não usarei uma. Tampouco eu aceitaria se os fatos sustentassem firmemente sua eficácia: sejam quais forem as ordens do Leviatã, faço o oposto na medida do possível. Os amantes da liberdade estão de saco cheio de mandatos, especialmente aqueles relativos a algo tão pessoal quanto o guarda-roupa. E quando uma loja, restaurante ou igreja aplica o ditame do Estado, vou para outro lugar, de preferência depois de explicar-lhes o porquê.

Por que sou tão inflexível? Por causa do que esse “objeto de fetiche … representa [sobre] a posição política de uma pessoa”. Máscaras gritam: “EU SOU UM ESCRAVO QUE AMA MINHAS CORRENTES! Obedeçamos nossos mestres e pulemos do precipício! Elas indicam que o usuário assiste muita TV, que é tolo e ingênuo. Eu comparo o uso de máscaras com sair as ruas como uma camiseta do Che Guevara.

Se máscaras ajudam ou prejudicam é irrelevante para nossos governantes: apenas nossa deferência interessa a eles. Eles estão determinados a nos fazer obedecer, por mais insensatos ou desastrosos que sejam seus comandos. O que nos leva a questionar se as contradições iniciais sobre máscaras foram deliberadas (Jerome “Obediência é Liberdade” Adams anunciou em fevereiro: “Pessoal, é sério: PAREM DE COMPRAR MÁSCARAS! Elas NÃO são eficazes para previnir que o público em geral pegue Coronavírus, mas se os profissionais de saúde não puderem usa-las para cuidar de pacientes doentes, isso coloca eles e nossas comunidades em risco!”). Talvez tal inconsistência não tenha sido tão incompetente quanto pensávamos; talvez estivesse condicionando as ovelhas a aceitarem, não importa o quê.

Ou talvez fosse apenas mais uma mentira, como o arqui-demônio Fauci confessou há alguns dias: “… a comunidade de saúde pública … estava preocupada com o fato de que estávamos num momento em que equipamentos de proteção pessoal, incluindo as máscaras N95 e máscaras cirúrgicas, estavam em falta”. Mais uma vez, esses intrometidos insuportáveis ​​mentiram, exatamente como fizeram em sua carta. Daqui a pouco mais ninguém acredita.

Não obstante, políticos e burocratas não parecem querer flexibilizar o uso de máscaras, um emblema onipresente e ostensivo de seu poder sobre nós. De fato, o CDC continua justificando-as. Depois, vejam o que temos de “um professor de cuidados primários da Universidade de Oxford”: “… o público provavelmente estará usando máscaras até ‘não haver casos novos ou muito poucos casos’. Considerando … que os EUA [superaram] ] o total de 2 milhões de casos, o país parece ainda ter um longo caminho a percorrer.” É isso que eu ouço do Leviatã?

A devoção da besta pelas máscaras faz sentido. Mas por que um grande número de compatriotas adota esse estratagema caro, desconfortável e inconveniente? Claro, uma única máscara pode custar apenas uns trocados, mas o valor de um mês tira do seu bolso um bocado, que você poderia gastar melhor em mantimentos (especialmente se você estiver recentemente desempregado: obrigado por isto, políticos!). Multiplique isso três ou quatro vezes para uma família, e se torna um gasto elevado.

Eu ainda não usei uma máscara, então não posso falar sobre o conforto delas, mas alguém que conhece admite que é incômodo: “Sempre que [Joseph] Santarpia [no Centro Médico da Universidade de Nebraska] vê alguém usando uma máscara em público, a pessoa está constantemente tocando nela. “As máscaras são realmente desconfortáveis ​​e ninguém as usa corretamente”, disse ele.”

Por fim, aposto que muitas pessoas saem de casa ou de carro pela manhã apenas para dar meia volta e refazer seus passos porque esqueceram a máscara.

Então, o que está havendo? Por que tantas pessoas ainda usam essas monstruosidades? Talvez porque elas se deleitem com a emoção que o coronavírus traz às suas vidas. De repente, elas estão vivendo no limite! Ações comuns – fazer compras, trabalhar, jantar em um restaurante, andar de elevador – oferecem um delicioso frisson de risco. Máscaras aumentam essa ilusão. E usar uma é uma maneira fácil de salvar a humanidade. Não há necessidade de sacrificar a si mesmo, seu tempo ou muito dinheiro. A maioria das pessoas anseia por servir uma causa maior. Os cristãos fazem isso espalhando o Evangelho – e agora, uma população fraca, egoísta e completamente indulgente pode salvar o mundo com um mínimo esforço.

É essencial, então, que nós que amamos a liberdade evitemos as máscaras. Por favor, Deus, daremos coragem aqueles que desafiam uma tendência somente quando veem outras pessoas fazendo isso. E contrariar esta é imperativo: os departamentos de “saúde pública” já estão planejando outro lockdown neste outono. Não sei se esses burocratas são inerentemente mais ditatoriais do que a média; sei que, ao valorizarmos nossa vida e liberdade, devemos abolir seus feudos.

Mas essa é uma tarefa hercúlea, até impossível. Os legisladores de Ohio tentaram apenas restringir a autoridade do departamento de saúde e falharam, mesmo com a máquina do estado à sua disposição.

Então, seguiremos o segundo melhor caminho e desrespeitaremos os decretos desses déspotas. Zombe deles, desafie-os, desdenhe deles para a família e os amigos. Elimine-os de todas as maneiras que puder, especialmente rejeitando máscaras (e se os decretos inconstitucionais exigirem máscaras em sua área, lembre-se de que quase 90% dos americanos são metabolicamente inflexíveis. Portanto, esta carta isenta os que têm problemas de saúde de se sufocarem).

Victor Hugo disse: “A virtude usa um véu, o vício uma máscara”. Quão apropriado que nossos governantes pressionem pelo último!

 

Artigo original aqui.