O Caminho da Servidão

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NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

A exposição de um ponto de vista que durante muitos anos vem sendo desfavorecido pela opinião geral torna-se ainda mais difícil pelo fato de que, nos limites de uns poucos capítulos, só é possível debater alguns de seus aspectos. Para o leitor cujas opiniões se tenham formado segundo as ideias dominantes nos últimos vinte anos, uma exposição tão sumária não poderá ser suficiente para fornecer os elementos básicos indispensáveis a um estudo proveitoso. Mas, embora não prevaleçam nos dias atuais, as ideias do autor deste livro não são tão incomuns quanto poderiam parecer a certos leitores. Sua perspectiva fundamental é a mesma de escritores cujo número vem crescendo substancialmente em muitos países.

Desenvolvendo seus estudos de modo independente, eles chegaram a conclusões quase idênticas. O leitor desejoso de conhecer melhor o que possa ter julgado um conjunto de ideias pouco comum, porém pelas quais sinta afinidade, considerará útil a lista, que apresento a seguir, de alguns dos trabalhos mais importantes dessa linha de pensamento.

Nela incluo diversos estudos em que o caráter essencialmente crítico deste livro é complementado por análises mais amplas da configuração que deveria ter a sociedade futura.

CASSEL, G. From Protectionism Through Planned Economy. Londres, Cobden Memorial Lecture, 1934.

CHAMBERLIN, W. H. A False Utopia Collectivism in Theory and Practice. Londres, Duckworth, 1937.

GRAHAM, F. D. Social Goals and Economic Institutions. Princeton, Princeton University Press, 1942.

GREGORY, T. E. Gold, Unemployment, and Capitalism, Londres, King, 1933.

HALÉVY, E. L’ère des tyrannies. Paris, Gallimard, 1938. Dois dos ensaios mais importantes dessa obra foram publicados em tradução inglesa em Economica, de fevereiro de 1941, e em International Affairs, em 1934.

HALM, G.; MISES, L. von et all. Collectivist Economic Planning. Org. F.A. HAYEK. Londres, Routledge, 1937.

HUTT, W. H. Economists and lhe Public. Londres, Cape, 1935.

LIPPMANN, W. An Inquiry into the Principies of the Good Society. Londres, Allen & Unwin, 1937.

MISES, L. von. Socialism. Trad. J. Kahane. Londres. Cape, 1936. -. Omnipotent Government. New Haven, YaleUniversity Press, 1944.

MUIR, R. Liberty and Civilization. Londres, Cape, 1940.

POLANYI, M. The Contempt of Freedom. Londres, Watts, 1940.

QUEENY, E. M. The Spirit of Enterprise. Nova Iorque, Scribners, 1943.

RAPPARD, W. The Crisis of Democracy. Chicago, University of Chicago Press, 1938.

ROBBINS, L. C. Economic Planning and International Order. Londres, Macmillan, 1937.

-. The Economic Basis of Class Conflict and Other Essays in Political Economy. Londres, MACMILLAN, . 1939. -. The Economic Causes of War. Londres, Cape, 1939.

ROEPKE, W. Die Gesellschaftskrisis der Gegenwart. Zurique, Eugen Rentsch, 1942. -. Civitas Humana. Zurique, Eugen Rentsch, 1944.

ROUGIER, L. Les mystiques économiques. Paris, Librairie Medicis, 1938.

VOIGT, F. A. Unto Caesar. Londres, Constable, 1938.

Os seguintes Public Polícy Pamphlets publicados pela University of Chicago Press:

GIDEONSE, H. D. Organised Scarcity and Public Policy. 1939.

HEILPERIN, M. A. Economic Policy and Democracy. 1943. HERMENS, F. A. Democracy and Proportional Representation. 1940.

SIMONS, H. A Positive Program for Laissez-Faire. Some Proposals jor a Liberal Economic Policy. 1934.

SULZBACH, W. “Capitalist Warmongers”: A Modem Superstition. 1942.

Há também importantes estudos da mesma orientação, de alemães e italianos; mas, por consideração para com seus autores, seria inconveniente mencioná-los no momento atual. A essa lista acrescento três livros que, mais do que quaisquer outros que eu conheça, ajudam a compreender o sistema de ideias que rege nossos inimigos, bem como as diferenças que os separam de nós:

ASHTON, E. B. The Fascist: His State and Mind. Londres, Putnam, 1937.

FOERSTER, F. W. Europe and the German Question. Londres, Sheed, 1940.

KANTOROWICZ, H. The Spirit of English Policy and the Myth oj the Encirclement of Germany. Londres, Allen & Unwin, 1931.

E acrescento ainda uma importante obra recente sobre a História moderna da Alemanha, não tão conhecida na Inglaterra como merece:

SCHNABEL, F. Deutsche Geschichte im 19, Jahrhundert. Freiburg i. B., 1929-37, 4 volumes.

Talvez os estudos mais esclarecedores sobre alguns de nossos problemas contemporâneos ainda se encontrem em certas obras dos grandes filósofos políticos da era liberal, como de Tocqueville ou lord Acton, e, para ir ainda mais longe no passado, Benjamin Constant, Edmund Burke e os ensaios reunidos em The Federalist de Madison, Hamilton e Jay – homens de gerações para as quais a liberdade ainda constituía um problema e um valor a ser defendido, enquanto a nossa geração, que a encara como algo que sempre continuará existindo, não sabe de onde vêm os perigos que a ameaçam nem tem a coragem de livrar-se das doutrinas que a ela se opõem.