Das muitas configurações que poderíamos atribuir ao estado brasileiro, sem dúvida uma delas deveria ser descrita como um estado de bem-estar judicial. Podemos afirmar isso sem hesitação, pois a classe judiciária brasileira ganha salários exorbitantes e uma verdadeira montanha de benefícios adicionais — que são completamente incompatíveis com a realidade de 99% dos cidadãos brasileiros.
O judiciário brasileiro é o mais caro do mundo. O que se gasta aqui com essa categoria não se compara a nenhum outro país. Os salários e os benefícios adicionais de juízes e desembargadores representam um gasto ostensivamente substancial para os cofres públicos, equivalente a 1,6% do PIB — o que supera em muito a média geral de praticamente todas as demais nações do mundo, onde o gasto com o judiciário é de aproximadamente 0,4%.
De fato, o judiciário brasileiro é o mais dispendioso do mundo, e isso é fácil de constatar quando verificamos que 19.933 juízes e 8.446 procuradores brasileiros podem ser enquadrados no 1% mais rico da população.
Em 2024, aproximadamente 70% dos juízes brasileiros tiveram salários muito superiores às categorias máximas de magistrados de países estrangeiros, com vencimentos superiores ao do presidente do Superior Tribunal de Justiça de Portugal. Destes, quase 40% tiveram dividendos superiores ao do presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos. De novembro de 2024 a novembro de 2025, a União gastou aproximadamente 20 bilhões de reais com os supersalários dos servidores da categoria.
Ao analisar esse quadro de forma objetiva, podemos afirmar categoricamente que o estado brasileiro é um grande esquema de transferência de renda, que rouba sistematicamente da sociedade produtiva, para sustentar uma abjeta classe de protozoários judiciais.
Mas você está no Brasil — onde, obviamente, você não é livre para se manifestar sobre esse assunto. No Brasil do judiciário onipotente, você pode e será punido se falar verdades inconvenientes.
Em maio de 2025, a jornalista Rosane de Oliveira, do jornal Zero Hora, foi condenada a pagar uma indenização a desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). Em abril de 2023, a jornalista divulgou em uma reportagem que a desembargadora havia recebido em um único mês o valor de R$ 662 mil, como pagamento. Como justificativa oficial, o tribunal alegou que essa era a somatória do salário da servidora, com um pagamento adicional referente a férias que não foram usufruídas.
Agora, caro leitor, gostaria que você parasse para calcular o quanto você precisa trabalhar e produzir, para conseguir acumular R$ 662 mil. Tenho certeza absoluta que seria necessário muito mais do que apenas um mês de trabalho para juntar esse valor na sua conta bancária.
Obviamente, o judiciário onipotente não gostou do escrutínio público sobre a desembargadora, e condenou a jornalista Rosane de Oliveira e o jornal Zero Hora a pagarem uma indenização de R$ 600 mil a ela. Imagine ser indiciado e processado por divulgar dados públicos, que estão disponíveis a qualquer pessoa no portal da transparência. Mas esse tipo de absurdo se tornou comum no Brasil, o país onde contar piada é crime, mas matar narcoterroristas violentos de um estado paralelo é enquadrado como “violação dos direitos humanos”.
De fato, o judiciário brasileiro vive encastelado em uma realidade paralela — habitando um lugar onde existe um verdadeiro manancial de supersalários, benefícios e privilégios sem fim. Mas a situação fica pior: as criaturas dessa fauna se consideram genuinamente dignas e merecedoras de tais privilégios. No Brasil blindado dos marajás onipotentes, juízes e desembargadores tem a certeza absoluta de que eles são verdadeiros deuses na Terra. Quem é você para questionar isso? Se o fizer, será processado, por ofender a honra dos deuses de preto.
Os monarcas da toga preta se consideram uma classe especial de servidores — eles realmente acreditam ser verdadeiras divindades do santo olimpo da magistratura, que desfilam com classe e soberba entre meros mortais, nos agraciando com o esplendor de suas majestosas existências.
Agora lhe pergunto: quem você acha que sustenta tudo isso? Quem paga por todos esses salários nababescos e pelos inúmeros benefícios adicionais dos quais a classe judiciária usufrui? Os dividendos da alta corte jurídica superam até mesmo os salários e os benefícios da classe política que, embora não ganhe mal — longe disso —, possui dividendos que não se comparam aos da classe judiciária.
Em um país onde o assistencialismo se torna cada vez mais robusto e a dependência do estado apenas cresce, aqueles que precisam do estado para ter um salário parecem não levar em consideração qual é a fonte da sua renda. Eles só querem sugar o “contribuinte” (cidadão assaltado) cada vez mais. Eles não se importam com as consequências. Não se importam em questionar de onde vem o dinheiro. Não param para refletir e analisar de forma metódica e profunda como o sistema funciona. E, definitivamente, não se importam que o sistema seja injusto. Exigem simplesmente que a máquina que os alimenta continue girando.
A verdade inconveniente que essas criaturas se recusam a enxergar é que absolutamente nada justifica salários tão elevados e uma tão excepcional abundância de privilégios e benefícios. Afinal, juízes e desembargadores não produzem absolutamente nada. Não produzem aparelhos eletrônicos, frutas, verduras, medicamentos, tecidos ou energia elétrica. Eles prestam um serviço que — por ser monopolizado pelo estado — não precisa entregar qualidade nenhuma. E, de fato, não entrega.
Sem dúvida nenhuma, o serviço de justiça é uma necessidade. Mas em sua formatação atual — demasiadamente burocrático e sendo um monopólio do estado —, seria muito mais benéfico para a sociedade brasileira que o judiciário simplesmente desaparecesse. Não há absolutamente nada que essa categoria consiga entregar de valor para a sociedade ou realizar em benefício do cidadão comum.
O judiciário brasileiro não entrega justiça real e não realiza absolutamente nada com eficiência ou qualidade — salvo quando estão representando os seus próprios interesses. Nessas circunstâncias, eles são excepcionalmente ágeis e rápidos, e fornecem os argumentos mais pontuais para justificar os benefícios e os privilégios da categoria.
De fato, nada justifica os gastos excessivos e dispendiosos da classe judicial. Como sabemos, os resultados da justiça estatal brasileira são ora cômicos, ora trágicos. O judiciário frequentemente pune com excessivo rigor infratores que cometem os chamados crimes sem vítima (como sonegadores, jornalistas e os manifestantes do 8 de janeiro) e dão penalidades irrisórias para criminosos profissionais, que cometem atrocidades maléficas, como sequestro, homicídio, latrocínio e estupro.
O que existe no Brasil é uma espécie de “justiça” reversa, ostensivamente corrompida e deturpada por ideologias corrosivas, destituída de seriedade, decência, competência e moralidade — e por isso mesmo, ela só pode produzir o efeito contrário da justiça real: ela é o vórtice de um sistema saturado de deficiências sistêmicas, que provoca injustiças em larga escala. A “justiça”, em sua formatação atual, procura efetivamente punir a ousadia, a originalidade, a coragem e a dissidência, tanto quanto se dispõe a recompensar a malevolência, a degradação, o crime e o assassinato.
A “justiça” estatal brasileira institucionalizou a injustiça sistêmica, pois impõe como moralidade paradigmas iníquos e deploráveis, que reforçam um mecanismo de degradação social, que se alimenta com a própria jurisprudência pérfida, sardônica e vil que protege, recompensa e promove a malignidade — cuja elasticidade social se manifesta como uma sórdida arbitrariedade cultural e ideológica, que está profundamente arraigada às próprias instituições de estado.
Consequentemente, é fácil constatar que é simplesmente impossível um sistema tão precário, pútrido, corroído e degradante produzir justiça real. Ele produz aquilo que suas engrenagens maliciosas o habilitam a produzir: injustiça, maldade, crueldade, tirania, autoritarismo e opressão em larga escala.
De fato, não há absolutamente nada para elogiar na justiça brasileira. Ela representa o que há de pior no Brasil. A classe judiciária consegue ser muito pior do que a classe política, de todas as formas e maneiras possíveis. São soberbos em todos os sentidos, sem qualquer merecimento. Não praticam e não produzem justiça real. Se apegam a conceitos juspositivistas infectados por ideologias mundanas, que comprometem qualquer conceito real de jurisprudência. São completamente ignorantes sobre o que é a verdadeira justiça, e só sabem produzir jurisprudência ideológica, verborragia militante e injustiça em larga escala, além de serem os ativistas autoritários dos seus próprios interesses egoístas.
Essas criaturas se consideram excepcionalmente importantes e relevantes, embora sejam completamente destituídas de virtudes, qualidades e de genuína grandeza. São contaminados por uma opressiva e degradante inversão de valores, e se perdem em um vasto labirinto de jurisprudência redundante, que não significa absolutamente nada.
Juízes, magistrados e desembargadores realmente acreditam que a verdadeira justiça consiste em adorar e proteger criminosos contumazes, e repreender com rigor máximo o cidadão comum, por uma infração insignificante. No Brasil do judiciário perverso, maligno, autoritário, ideológico e opressivo, é mais prudente infringir a lei matando uma pessoa do que contando uma piada. Assim, você terá mais compaixão e mais respeito das autoridades.
O sistema de estímulos e recompensas está com o eixo invertido, pois confere privilégios para a conduta ímpia e sardônica, ao mesmo tempo que pune a virtude e atrofia a benevolência. Nossa “justiça” foi absurdamente deturpada — e de forma tão severa, que chamá-la de “justiça” chega a ser uma ironia mefistofélica.
A verdade é que a classe judiciária brasileira não tem nem sequer a mais vaga noção do que é justiça de fato. Isso ocorre tanto por ela ser constituída de criaturas que são absolutamente depravadas, iníquas e perversas, como também por uma questão de ignorância sobre a real natureza da justiça (a categoria desconhece completamente conceitos como ética, moralidade e jusnaturalismo).
Os monarcas da toga preta realmente acreditam que discutir conceitos jurídicos abstratos na câmara de eco que é confabular com outros juízes estúpidos e arrogantes é o equivalente a trabalhar em prol da nação. Essas pessoas confundem seus interesses pessoais com interesses nacionais e genuinamente acreditam que dialogar com os seus pares em sessões oficiais sobre processos inúteis e burocráticos é trabalhar em benefício do coletivo.
O judiciário brasileiro parece uma piada de péssimo gosto, produzida pelo humorista mais medíocre do mundo. Essas pessoas se consideram grandiosas, mas são destituídas de real grandeza. Se consideram representantes da justiça, mas não possuem nem sequer a mais vaga noção do que é justiça de fato. Discutem durante horas sobre processos redundantes e estapafúrdios, que não contribuem em absolutamente nada para o progresso da sociedade. Se consideram os arautos do direito, mas desconhecem a lei natural. Se consideram os baluartes da justiça, mas são incapazes de produzir uma sociedade genuinamente segura. Se consideram excepcionalmente importantes, tanto quanto são ostensivamente insignificantes para o mundo real dos cidadãos brasileiros comuns.
A classe judiciária brasileira vive isolada em uma bolha minúscula, completamente alienada com relação à sua própria insignificância. De fato, seria cômico, se não fosse trágico. Demasiadamente trágico. Se macacos aprendessem direito, dariam juízes, desembargadores, promotores, relatores e magistrados muito superiores aos que existem atualmente, no Brasil.
Para o mundo real, essas pessoas produzem insegurança. Absolvem criminosos perigosos, que são soltos e fazem novas vítimas. Criam insegurança jurídica, ao submeter o mercado e o mundo dos negócios a caprichos autoritários, procedentes de pura arrogância narcisista e colossal ignorância econômica. Criam processos escandalosos sobre infrações insignificantes e derivam enorme prazer da atenção recebida pela espetacularização midiática de suas atividades burocráticas inúteis. São palhaços em um circo muito caro, mas — consumidos pela fantasia egocêntrica da autoridade e desvirtuados por grandiloquentes delírios megalomaníacos —, acreditam serem deuses habitando o olimpo da magistratura. Repito: seria cômico, se não fosse trágico.
A verdade é que a justiça brasileira, para ser competente e eficiente, teria que ser completamente obliterada, para que fosse iniciada a partir do zero. Ela deveria começar de novo, a partir de uma folha em branco, para a produção de um sistema de justiça coeso e eficiente (que, idealmente, apenas empresas privadas, operando em um sistema competitivo e policêntrico de jurisprudência, seriam capazes de oferecer).
Da forma como a “justiça” está estabelecida no Brasil, ela pode produzir apenas injustiça em larga escala, além de opressão e autoritarismo massivo sobre os cidadãos comuns. Não adianta reformar o sistema judicial brasileiro. Ele deveria ser sumariamente erradicado, em definitivo, e todos aqueles que trabalham nesse sistema deveriam ser encarcerados por crimes contra a ordem pública, manutenção política do autoritarismo institucional e transgressão sistemática do direito natural.
A começar pelo que chamamos de “supremo” — muito mais do que trocar os pérfidos ministros que ali estão, fechar em caráter definitivo e permanente o STF (Seita Totalitária Federal) beneficiaria muito mais o Brasil e os brasileiros, do que reformá-lo.
O STF é uma instituição sórdida, iníqua, degradante, tirânica, excepcionalmente cara e demasiadamente contraproducente em todos os sentidos, que só serve para absolver políticos e criminosos verdadeiramente nefastos e condenar brasileiros inocentes por infrações irrisórias — que apenas uma sociedade vil e ignorante, desprovida de um real senso de justiça, classificaria como atos criminosos.
No Brasil da justiça estatal depravada, degradante, maléfica, vil, corrompida e clientelista, é absolvido quem tem os contatos e as conexões certas. Quem não tem tais contatos ou conexões (algo que a maioria dos brasileiros comuns não tem) é certamente condenado. No Brasil dessa gente saturada de prepotência, perversão, arrogância, iniquidade e malevolência, você pode matar, roubar e extorquir à vontade, mas não deve se atrever a contar uma piada ou pichar uma estátua com batom — pois tal ato é intolerável para a “justiça” e para o “estado democrático de direito”.
Então vá trabalhar, escravo. Os salários nababescos, os privilégios exorbitantes, os benefícios adicionais, as férias de dois meses por ano e as mansões de 22 milhões de dólares nos Estados Unidos da classe judiciária não se pagam sozinhas. Você deve suportar uma carga tributária excruciante nas costas, pois o governo federal brasileiro decidiu que você tem a obrigação de sustentar o judiciário mais caro e dispendioso do mundo.
Juízes, desembargadores e magistrados do país inteiro contam com o seu dinheiro, arrancado através de impostos excruciantes, para viver uma vida de muito luxo, conforto e opulência. Então vá trabalhar e produzir, pois o estado de bem-estar judicial precisa dos seus burros de carga para sustentá-lo.
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