O grande assalto

0
Tempo estimado de leitura: 2 minutos

sao_paulo_vista_aerea_590Vagabundos que não trabalham e nada produzem recorrem ao furto e/ou aos assaltos para sobreviver.

Na maioria dos casos, o assalto é praticado de forma violenta e explícita, abordando-se a pessoa na rua e ameaçando-a com um revólver, uma faca ou qualquer outro objeto cortante.

Há, porém, uma forma mais sofisticada e eficiente de assalto, na qual os vagabundos se agrupam e criam uma quadrilha cuja fachada é tida como respeitável (para os mais ignaros, obviamente).  Os vagabundos trajam terno e gravata, têm aparência normal (embora sejam mentalmente perturbados) e utilizam a tecnologia como arma.

Essa modalidade de assalto é duplamente mais vantajosa que a primeira: a receita auferida é muito maior e a prática é 100% segura, pois é tida como legítima pela maioria das vítimas – resultado de um longo processo de doutrinação realizado pelo braço intelectual dessa quadrilha.

A quadrilha acostumada a praticar tal modalidade de assalto é sofisticada e goza de plenos e irrestritos poderes de atuação.  E, principalmente, é salvaguardada pela lei – que foi criada por ela própria.

Essa quadrilha sofisticada, muito bem armada e plenamente poderosa está à solta nas principais capitais do Brasil.  Com sede de dinheiro e com o aparato judiciário ao lado dela, você cidadão comum não pode fazer absolutamente nada a não ser acatar as ordens do assalto, obedecer bovinamente e entregar sua propriedade.

Com um meliante de rua você ainda pode negociar.  Caso consiga escapar dele, estará livre.  Já com essa quadrilha, não só você não pode negociar, como também, se tentar escapar, irá em cana – repetindo, o sistema judiciário está do lado dela.