O Plano de Paz de Elon Musk para a Ucrânia e a Rússia é realmente bom

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Parece não haver um fim próximo para a guerra Ucrânia-Rússia, que está sendo alimentada em grande parte por potências globais que estão aumentando as chances de um conflito generalizado. As preocupações estão aumentando sobre o uso potencial de armas nucleares, já que a guerra continua sem fim à vista. Além disso, o número de vítimas está aumentando, resultando em um desastre humanitário contínuo entre os povos russo e ucraniano. Com os governos mundiais injetando bilhões de dólares semanalmente para facilitar que esse conflito se perpetue, parece que já passou da hora de considerar trazer os pacificadores para a mesa de negociações.

Na segunda-feira, o fundador da SpaceX, Elon Musk, decidiu twittar um esboço de um plano que poderia resultar no fim das hostilidades entre a Rússia e a Ucrânia.

Sem surpresa, isto provocou fúria na twittersfera e em toda a imprensa global, especialmente entre as forças que buscam a continuação da guerra a todo custo. Figuras importantes como o presidente ucraniano Volodmyr Zelensky entraram na briga e fizeram sérias acusações contra Musk, que apenas alguns meses atrás doou dezenas de milhões de dólares em equipamentos de satélite Starlink para o governo ucraniano.

 

Além da grande confusão gerada pelas forças em prol da guerra sem fim, no entanto, está a realidade de que o Plano de Paz Musk é prático e concreto.

Podemos dividir o plano de paz em três itens principais:

  1. Crimeia torna-se oficialmente russa novamente
  2. Verificação de referendo independente
  3. A Ucrânia permanece neutra (um estado-tampão entre a Rússia e a OTAN)

Vamos começar com a Crimeia.

As chances da Ucrânia retomar a Crimeia são praticamente nulas. E mesmo no caso milagroso de suas forças garantirem o terreno estrategicamente importante, eles seriam recebidos por uma população civil que é completamente hostil ao governo de Kiev.

A esmagadora maioria dos cidadãos da Crimeia quer ser russo, com mais de 19 dos 20 votos no referendo passado para ser governado por Moscou. Pesquisas independentes da Agência dos EUA para Mídia Global, Pew Research, Gallup e outras chegaram a um resultado final semelhante em sua pesquisa sobre a legitimidade do referendo. O povo da Crimeia não quer ter nenhum envolvimento com o estado da Ucrânia. Um esforço ucraniano bem-sucedido para recuperar a Crimeia da Rússia não resultaria em algum tipo de vitória humanitária, mas exatamente o oposto na forma de incrível sofrimento humano.

É hora de aceitar que a Crimeia, que foi “presenteada” à Ucrânia (como parte de uma rede de satélite soviética) há seis décadas, atualmente faz parte da Rússia e deve continuar assim. E se acreditamos no princípio do autogoverno, sempre vale a pena considerar qual governo é o preferido pelas pessoas que realmente vivem nesses territórios.

Falando em autogoverno, este é um bom momento para fazer a transição para outra parte do plano de paz de Musk rotulada como contenciosa, que provocou fúria no campo absolutista da Ucrânia.

Semelhante ao referendo da Crimeia, os resultados dos referendos mais recentes na região fronteiriça viram os cidadãos votarem majoritariamente para se tornar parte da Rússia.

Quanto à segunda etapa do plano de paz, o fundador da SpaceX quer que observadores internacionais (Musk propõe a ONU) realizem um referendo separado para avaliar a legitimidade das eleições.

Esta é a parte do Plano de Paz Musk que perturba tanto o lado russo quanto o lado ucraniano do debate. Os russos acham que esses referendos locais foram legítimos, e os ucranianos não querem nem mesmo cogitar a ideia de perder mais território para eleições independentes.

Isso novamente remonta ao princípio do autogoverno e da defesa do que é melhor para as pessoas que realmente vivem na região. Semelhante ao referendo da Crimeia, os resultados dos vários referendos da região fronteiriça foram um choque para os ocidentais que só consomem fontes da mídia ocidental. Esse viés se soma à acusação consensual entre os governos ocidentais internacionalistas de que os votos foram fraudados em favor da Rússia.

Então, vamos encontrar um punhado de órgãos independentes, semelhante ao esforço das pesquisas pós-análise do referendo da Crimeia, para entrar e conversar com essas pessoas. Claro, as Nações Unidas podem não ser a melhor entidade para fazer o trabalho, mas a ideia geral de verificar um consenso reivindicado e reforçar o autogoverno é sólida.

Terceiro, Musk está propondo que a Ucrânia continue sendo uma entidade neutra.

Isso deve ser entendido como o aspecto menos controverso do Plano de Paz Musk, pois se alinha com a história da Ucrânia como uma entidade neutra que elegeu políticos pró-Rússia e pró-OTAN. Especificamente, a neutralidade para a Ucrânia deve significar que os líderes do país não podem se comprometer a aderir a alianças de segurança internacional em nenhum dos lados do cabo de guerra geopolítico. Aderir à OTAN ou a uma proposta de aliança de segurança do bloco russo não é um começo. Na história recente, a Ucrânia operou com sucesso como um estado-tampão entre o Oriente e o Ocidente, e esse amortecedor serviu para frustrar a perspectiva de grandes potências hostis entrarem em conflito em uma grande fronteira.

A paz não é lucrativa e certamente não é o resultado ideal para os principais interessados ​​envolvidos na guerra Rússia-Ucrânia, mas com certeza é o resultado preferível para o resto da humanidade. É hora de considerar seriamente o Plano de Paz Musk como um roteiro para a estabilidade em uma região que precisa desesperadamente diminuir as tensões.

 

Assista Ron Paul e Adam McAdams comentando o Plano de Paz Musk no Liberty Report:

 

 

Artigo original aqui

7 COMENTÁRIOS

    • “Invasão” Russa aqui significa meramente trocar o poder político (ou bandido estacionário) da região. Tem muita gente, especialmente no meio libertário, que confunde a invasão Russa como invasão a propriedade de indivíduos. Certamente houve destruiçao desnecessária pela invasão da Rússia da infraestrutura e morte de pessoas, porém continuar a aprofundar a guerra só vai trazer mais destruição e morte pra quem mora no lugar, além de impedir a retomada econômica, apenas para satisfazer o desejo de poder e megalomania de Zelensky e seus cupinchas políticos locais para recuperar o controle politico da região com o intuito de ser o bandido estacionário da região, esse NPC pro “Ucrânia” só fazem com que os desejos de burocratas ucranianos de retomar seu controle além dos EUA e vassa-los europeus em tentar prejudicar seus inimigos Russos e Chineses. Entregar essas regiões a Rússia ou aos separatistas é a medida mais sensata para trazer paz a essas região, cessar as mortes e retornar as atividades econômicas, além de evitar uma escalada mundial e/ou nuclear da guerra e levantar essas sanções idiotas que prejudicam as pessoas especialmente no ocidente, além de freiar a ascenção da OTAN.

      • É urgente traduzir aquelas palestras do Hoppe na PFS desse ano pra português. Ali ele explica exatamente o problema dessas pessoas que se alimentam com propaganda ocidental anti-Russia achando que é bom continuar a aprofundar a guerra, sendo que a mesma tem certamente as digitais do atual governo ucraniano e seus aliados ocidentais, especialmente EUA. O ideal neste momento é a rendição de uma das gangues, no caso a mais fraca ucraniana, para evitar uma escalada de destruição a quem mora no local (já q a Rússia n vai recuar) além de evitar uma escalada mundial. Mas como essa n é uma opçao para os burocratas ucranianos, o ideal seria as pessoas pressionarem os governos ocidentais a pararem de financiar a Ucrânia, o que é difícil pela forma como a opinião pública está contaminada pelo consórcio EUA-UE.

        • Com certeza Daniel.. O Hoppe disse que vai enviar o texto da palestra em “a couple of weeks”. Estou no aguardo.

    • Não é questão de legítimar, mas questão de sensatez.

      Essa guerra, se não houvesse qualquer intervenção ocidental, teria terminado muito provavelmente en algumas semanas.

      Mas não, os políticos ocidentais preferiram prolongar uma guerra obviamente perdida por meses, e quem sabe, anos, apenas para cumprir seus caprichos de tentar “punir e enfraquecer” a Rússia, sendo que na realidade os únicos sendo enfraquecidos são eles.

      Primeiro, a guerra deve acabar, interrompendo a massiva destruição de riquezas e vidas que está ocorrendo por lá no momento. Depois, deve-se analisar, independentemente, se os povos anexados realmente aderiram á Rússia voluntariamente. E por último, a Ucrânia deve continuar neutra, caso contrário continuará gerando tensões, pois vêm deixando de ser desde que os políticos de lá começaram á ser influenciados pela OTAN e pela Rússia, ocasionando em jogos de poder na região, e eventualmente, nessa guerra.

      E por último, eu diria que a Rússia e a OTAN tem que pronunciar que mutualmente não irão intervir mais nas questões da Ucrânia por questões puramente geopolíticas, mas essa é bem difícil.

  1. Lutar até o último homem é uma invenção do complexo industrial militar. O fato concreto do poder infinitamente superior da Rússia ao lado já seria o bastante para a Ucrânia sequer ter um exército. Mas em todo o caso, os antigos comandantes miltares tinham a honra de declarar um cidade aberta para evitar mortes desnecessárias de civis, bem o contrário do que vem fazendo a Ucrânia com a ajuda do seu mestre americano.

    O plano do camarada Musk é o único que reflete a situação pré-guerra e deveria ser aplicado. Um tweet com mais sabedoria do que toda a propaganda anti-Rússia junta.

  2. No YouTube o canal “Hoje no mundo azoviano” ridicularizou as propostas do Musk.
    Mais ridículo ainda foram os comentários pró Zelensky.

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