Quando o fascismo vier, ele estará usando máscara

1
Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Quase imediatamente após sua posse, o presidente Joe Biden começou a criar novos decretos governamentais por meio de ordens executivas. Muitas dessas ordens executivas referem-se ao coronavírus, cumprindo a promessa de Biden de tornar a intensificação dos ataques à liberdade inspirados pelo coronavírus no foco de seus primeiros 100 dias de governo.

Uma das ordens executivas de Biden impõe decretos de máscara e distanciamento social a qualquer pessoa em um prédio federal ou em terras federais. Os decretos também se aplicam a funcionários federais quando estão “em serviço” em qualquer lugar. Os militares são incluídos na definição de funcionários federais. Os cidadãos do Afeganistão, Iraque e outros países onde as tropas dos EUA estão ou estarão “espalhando a democracia” ficarão felizes em saber que as tropas que atiraram em suas cidades estão usando máscaras e praticando o distanciamento social?

Outra das ordens executivas de Biden força os passageiros de aviões, trens e outros transportes públicos a usar máscaras.

Os decretos da máscara de Biden contradizem sua promessa de seguir a ciência. Os estudos não estabeleceram se as máscaras são eficazes na prevenção da propagação do coronavírus. O uso regular de máscara, porém, pode causar problemas de saúde.

Os decretos da máscara de Biden também são um abuso de poder inconstitucional. Alguns dizem que esses decretos são um exercício da autoridade constitucional do governo federal para regular o comércio interestadual. No entanto, a Constituição dá ao Congresso, e não ao presidente, o poder de regular o comércio interestadual. O presidente não tem autoridade para emitir ordens executivas regulando o comércio interestadual sem autorização por uma lei válida aprovada pelo Congresso. Os fundadores deram ao Congresso autoridade exclusiva para legislar, e eles ficariam horrorizados com a prática moderna de presidentes criando leis com uma “canetada”.

Tão importante quanto isso, a Cláusula de Comércio não pretendia dar ao governo federal vasto poder regulatório. Longe de dar ao governo dos Estados Unidos poderes, como o de exigir que as pessoas usem máscaras, a Cláusula de Comércio destinava-se simplesmente a garantir que o Congresso pudesse proteger o livre comércio entre os estados.

Biden também assinou uma ordem executiva apoiando o uso da Lei de Produção de Defesa para aumentar o suprimento de vacinas, suprimentos de teste e outros itens considerados essenciais para responder ao coronavírus. A Lei de Produção de Defesa é uma relíquia da Guerra Fria que dá ao presidente o que pode ser chamado de autoridade ditatorial para ordenar que empresas privadas alterem seus planos de produção e violem contratos existentes com clientes privados, a fim de produzir bens para o governo.

Decretos de máscara e distanciamento social, controle governamental da indústria privada e algumas das outras ações executivas de Biden, como a criação de um novo “Public Health Jobs Corps” com responsabilidades, incluindo a realização de “rastreamento de contato” em cidadãos americanos, são o tipo de ação que seria esperada de um governo fascista, não de uma república constitucional.

Muitos dos seus apoiadores Joe Biden proclamam que ele está salvando a democracia do fascista Trump; as Biden não pôde esperar nem um dia antes de começar a implementar medidas fascistas que são completamente desnecessárias para proteger a saúde pública. Biden, sem dúvida, usará outras crises inventadas, incluindo “mudança climática” e “terrorismo doméstico”, para expandir o poder do governo e restringir ainda mais nossa liberdade. Sob Biden, o fascismo não carregará apenas uma bandeira americana. Ele também usará uma máscara.

 

Artigo original aqui.

Artigo anteriorSocialismo — Por que existem tantas discrepâncias entre a teoria e a prática?
Próximo artigoMáscara COVID: a psicologia da submissão?
é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano. É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007). O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.

1 COMENTÁRIO