Uma breve história da Economia Mundial

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Nesta palestra o professor emérito Hans-Hermann Hoppe mostra toda a história da humanidade, desde os primeiros hominídeos até os tempos atuais. Palestra proferida no Mises Institut Deutschland, todos os créditos vão à eles.

 

 

5 COMENTÁRIOS

  1. Ao comentário do dia 7 abril de 2020, seria difícil em um texto de blog rebater algumas das informações expostas, mas basicamente, é desconsiderado inicialmente em seu texto que a revolução industrial para acontecer, precisou de acúmulo de capital anteriormente, e pra isso se necessitou de bastante capacidade criativa e evolução tecnologia. Por sinal por n se atentar a esses dois aspactes, criatividade e evolução de ferramentas tecnológicas, que são sinônimos para Hoppe da palavra “inteligencia” que ele usou, deriva todos os erros do comentário, inclusive a vitimização no final colocando uma certa arrogância e preconceito por parte de Hoppe. O fato de VC ter descobertas tecnológica em vários lugares do planeta, especialmente fora da europa, tomando como corte, n invalidade o fato de q os avanços tecnológicos constantes no continente europeu são infinitamente maiores que os de outras regiões do planeta, e portanto, aponta justamente como fator preponderante de feitos significativos como a revolução industrial, q n aconteceu em outros lugares senão por conta do contato com os outros povos por parte dos europeus, proporcionando acesso a essas tecnologias e especializações através do comércio mundial.

    Questões sociais e culturais influenciam na capacidade cognitiva de uma pessoa, OK, mas a pergunta que n quer calar, como q os europeus conseguiram a estrutura educacional e social deles? Foi justamente pelo acumulo de capital anterior, q por sua vez foi alcançado através das capacidades tecnicas desenvolvidas pelo povo europeu ao longo de milênios, e sim essas características intelectuais são transmitidas através do processo natural de evolução, sendo que diferente do que foi colocado no seu texto, elimina os menos inteligentes, pelo simples fato de que inteligência esta intimamente relacionada com sobrevivência, alias, é justamente essa característica q nos fizeram ser a especie animal que conseguiu se sobrepor a todas as outras e dominasse a natureza. Outras considerações poderiam ser colocadas, especialmente com estudos de genética e dados históricos mas fica pra um artigo tecnico sobre isso. Do ponto de vista qualitativo, Hoppe está certíssimo ao elencar fatores ambientais que tragam dificuldade, aliado ao mecanismo da evolução como sucesso econômico de um povo, isso é uma questão de pura logica, nem se precisaria consultar dados pra isso.

  2. Excelente explanação inicial, mas o fechamento, no mínimo, não correspondeu à altura.

    Argumento levantado pelo ilustre mestre: inteligência como característica de determinadas raças em decorrência de mecanismos evolucionários desenvolvidos por se viver em condições ambientais desfavoráveis.  
    Inteligência, essa, materializada através da demonstração de habilidades técnicas (e mensurada por meio de QI) para resolução de problemas e, também, como determinante de prosperidade econômica.

    É inegável que, quando utilizado em estudos populacionais, o QI consegue mostrar uma boa correlação entre X e Y. Por exemplo, empregos medíocres e empregos excelentes, são associados a pessoas com QI menos elevado e mais elevado, respectivamente. 

    Contudo, até entusiastas deste indicador, como Richard Herrnstein e Charles Murray (autores do livro: The Bell Curve), reconhecem que há muitas exceções a essa regra. Uma analogia, na área da saúde pública, vale ser trazida para ajudar a elucidar melhor essa questão (tirado do livro: Atividade Física e Obesidade, de Claude Bouchard): o Índice de Massa Corporal, chamado de IMC, quando utilizado para estudos com grande populações é um bom preditor, porém quando usado para grupos menores (cluster’s), é péssimo. Usando-o como referência, teríamos que aceitar um halterofilista na capitulação de obesos, por exemplo.

    Como sabemos, o mundo, há alguns mil anos (pelo menos 5 mil a.C), encontra-se bastante miscigenado. A mistura entre povos ocorre há tanto tempo na humanidade, que é impossível (obviamente, sem querer utilizar-se de um viés tendencioso) dizer que determinados povos, ainda mais tomando como corte a revolução industrial, pelos idos de 1760, seriam dotados de genes mais privilegiados que outros nesta seara.

    A título de exemplo, o Neguinho da Beija Flor, uma figura popular no Brasil, representante, em tese, da raça negra, tem 67,1% de seus genes de origem europeia (https://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2007/05/070424_dna_neguinho_cg.shtml). Consideramos ele de alta, ou baixa inteligência? E se ele tivesse sido criado desde bebê por pais adotivos na Inglaterra e tivesse frequentado os melhores colégios, encontrado amor e afeto familiar, baixo contraste social, será que apresentaria um QI baixo? E, o oposto? Digamos que o filho biológico da família inglesa tivesse sido trocado e fosse criado, desde bebê, nas favelas do Rio de Janeiro? Será que teria um QI maior que o de Neguinho?

    Pesquisas capitaneadas pelos cientistas Simon Myers (Universidade de Oxford), Garrett Hellenthal (University College London), e Daniel Falush (Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck de Leipzig, Alemanha), descobriram que é possível distinguir cerca de 95 raças diferentes. Por exemplo, foi detectado “antecedentes europeus no povo Tu, da China central, no século XI”.

    Diferentes raças (pelo menos 95 categorizadas, como visto) podem apresentar correlações maiores ou menores com algumas coisas, por exemplo: propensão a determinadas doenças e a determinadas modalidades esportivas (ex: dermatoglifia). Mas, inteligência é um conceito, necessariamente, multifatorial (não que os outros também não o sejam). Sob o conceito de inteligência vale lembrar o famoso livro do PhD Daniel Goleman – Inteligência Emocional.

    O palestrante, desta forma, exagera no uso da ideia econômica “Coeteris Paribus”, ao não considerar no estudo variáveis realmente determinantes. Conforme explanado no livro Freakoconomics (dos autores: Steven Levitt e Stephen Dubner), apenas porque duas coisas são correlatas não implica que uma delas tenha como consequência a outra. Uma correlação aponta, simplesmente, para a existência de uma relação entre dois fatores, muitas vezes sem revelar muita coisa (como no exemplo do halterofilista “obeso”).

    Sob a perspectiva de prosperidade de um povo, estatisticamente falando, não há dados para garantir que pessoas mais inteligentes tenham deixado mais descendentes do que os menos inteligentes, até mesmo porque no período da revolução neolítica, como ventilado, já havia gente espalhada por praticamente tudo que é canto do mudo e, pelo menos que saibamos, não havia nenhuma pesquisa sobre QI na época ou relacionada a censo populacional, infelizmente. Então, tentar correlacionar inteligência e prosperidade humana ao longo do tempo, ainda mais com um corte temporal relativamente recente, é uma suposição estratosfericamente inconclusiva.

    Do ponto de vista da habilidade técnica, algumas das invenções dos países supostamente inteligentes do Norte já haviam sido criadas em outras áreas geográficas do mundo, por exemplo em povos da Antiguidade (China, América Latina – Maias, Sumérios, etc) que estavam estabelecidos perto de regiões relativamente férteis e, portanto, não agraciados, em tese, pela herança da inteligência no sentido apresentado na palestra. 

    Também há renomados renascentistas que, sob essa perspectiva, poderiam ser considerados “menos inteligentes”, exemplo: Descartes, Galileu, Bramante, Da Vince, Camões, Cervantes, Vesálio, Servet.

    Aliás, um fato, o renascimento cultural e científico tem forte correlação, também, com a quarta cruzada (renascimento comercial – lá nos idos de 1202), quando a partir daí se intensifica o comércio com o oriente e, certamente, a miscigenação. Some-se a isso, a influencia das civilizações bizantina, sarracena (matemática, medicina, navegação, astronomia, engenharia, etc), grega (lógica/razão), cristã e, não podemos esquecer, a prensa de Gutemberg, que foram, sem dúvida, “mimetizadas” por muitos desses povos superiores.

    Se os “menos inteligentes” parecem prosperar atualmente, porque os inteligentes não conseguiram contê-los? Talvez, porque estivem se gabando de seu dom e, por conseguinte, esqueceram o mundo ao seu redor?

    A etimologia da palavra inteligência remete a inter + legere, ou seja, ler através e não a habilidades técnicas, simplesmente.  

    Para fechar com chave de ouro, o palestrante poderia ter ter citado o conceito de “Lebensraum” de Ratzel.

    Assim, com base nos argumentos apresentados, poderíamos dizer, a contrário sensu, que graças aos nossos (ops… não meus, pois eu seria considerado menos inteligente, ou não, quem sabe) supostos ancestrais mais inteligentes as coisas pioraram para a humanidade. Já que, como apresentado no gráfico, até a Revolução Industrial não havia renda per capita suficiente para bancar o crescimento populacional e, portanto a população se mantinha relativamente equilibrada. 

    Será que foram os inteligentes, com sua inteligência, que bagunçaram para pior com o mundo e o ajudaram a emburrecer?

    A crise de imigração, levantada pelo palestrante, já aconteceu faz muito tempo, quando os europeus, inclusive do Norte, em busca de especiarias e metais preciosos, inicialmente, espalharam o terror por tudo que é lugar (com louváveis exceções, é claro) e, em seguida, mais industrializados, espalharam poluição e degradação ambiental por povos menos inteligentes que viviam, por gerações, felizes e embrurrecidos por suas condições ambientais supostamente favoráveis.

    Nas palavras do filósofo grego Aristóteles:
    Qualquer um pode zangar-se – isso é fácil. Mas, zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil.

    Nisso, espero que todos concordemos! E que, sempre, prevaleça a liberdade de opinião e o debate saudável entre as pessoas, sejam elas supostamente mais inteligentes ou menos inteligentes.

    Grande abraço!

  3. Desculpem, mas respeitosamente discordo do Prof. Hoppe.
    Julgar alguém do norte mais inteligente que do sul é uma bobagem.
    O fato de terem produzido mais bens de consumo e conservado tais bens era uma questão de sobrevivência e não necessariamente de inteligência.
    Se fosse dessa forma, hoje os subsaarianos que têm mais dificuldades de adquirir bens de consumo que os europeus serão mais inteligentes, se seguíssemos essa regra.

  4. Excelente palestra! Prof. Hoppe falou a verdade sem hesitar, doa a quem doer! Parabéns para ele por não ter se curvado perante a imunda e maldita opinião pública politicamente correta e por ter enfrentado corajosamente o status quo. O sucessor de Rothbard e o maior teórico libertário vivo, sem dúvidas.