Uma declaração com o dedo na tomada!

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tomadaEm matéria do jornal Valor Economico do dia 17/05/2011, sob o titulo“Rombo na Eletrobras”, encontrei uma declaração que é como se fosse uma confissão de culpa. Na verdade, é uma confissão de incompetência.

A matéria analisava o resultado da Eletrobras (holding estatal do sistema elétrico), com destaque para os gigantescos prejuizos das distribuidoras de energia mesmo diante de todos os subsidios e facilidades concedidas. Deparei-me com o seguinte trecho (negrito meu):

A Eletrobras não só está ciente das dificuldades como o presidente das distribuidoras, Pedro Hosken — que está deixando o cargo para assessorar diretamente o presidente da holding —, diz que é difícil resolver a situação no curto prazo.A distribuidora tem que ter rapidez, produtividade e padrão.  “Isso não faz parte de uma empresa pública. Os prazos no ambiente público são mais lentos do que no privado “, disse.  “Esse tipo de concessão não é para ser pública, a não ser que se crie uma cultura, que toma um longo prazo. Todos do setor sabem disso, o presidente da Eletrobras sabe, o governo sabe e os políticos estão começando a perceber.”

A reportagem inteira é (mais) um exemplo da impossibilidade da eficiência em empresas estatais, porém essa declaração é um xeque-mate.