4. O que é Lucro?

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Apesar de demonizado, o lucro é fundamental na melhora do bem-estar da humanidade. Ao permitir que os recursos sejam alocados racionalmente, ele é uma recompensa justa ao empreendedor que arrisca seu capital na esperança de satisfazer os consumidores.

É comum vermos o lucro sendo tachado como exploração e ganância. Quantos supervilões que apareceram em livros, séries ou filmes não tinham um plano diabólico que colocava “o lucro acima do povo”?

Na verdade, o lucro é um poderoso mecanismo para a cooperação humana e permite que os recursos do planeta sejam otimizados para servirem aos melhores interesses da humanidade.

Por quê?

Pense no lucro como uma recompensa por ter tomado boas decisões.

Lucro não é necessariamente sobre dinheiro – digamos, vender por cinco reais algo que custou três. É também sobre algo imensurável: o nosso bem-estar psíquico. Trabalhar voluntariamente em uma instituição de caridade pode ser lucrativo se isso lhe fizer se sentir bem por ajudar uma causa em que acredita.

Os benefícios do lucro são óbvios. Queremos nos beneficiar com nossas ações, e não nos desapontar com elas.

Agora vamos olhar para os benefícios do lucro além do nível individual.

O mundo é um lugar complicado, com bilhões de pessoas com opiniões e interesses diferentes e um futuro que é imprevisível. Adicione a isso o fato de que há muitos recursos com múltiplos usos. Por exemplo, o ferro pode ser usado para fazer todo tipo de coisa – desde geladeiras, passando por carros, até equipamentos médicos.

Dada essa teia de complexidade, decisões sobre o que fazer e como produzi-lo estão além da compreensão de qualquer um. Nenhuma pessoa sozinha é capaz de imaginar uma maneira de atender os desejos e as necessidades de todas as demais pessoas.

Felizmente, ninguém precisa.

Em vez de haver uma única pessoa tentando descobrir como usar todos os recursos do mundo, o direito de propriedade permite que indivíduos possuam tais recursos. Esses indivíduos podem vendê-los nos mercados, onde outros podem comprá-los e combiná-los com outros recursos para produzir novos produtos.

O indivíduo que arrisca seu dinheiro comprando recursos para criar novos produtos para serem vendidos é chamado de empreendedor. Ao fazer isso, ele também investe em bens de capital, tais como máquinas e edificações, e em empregados, com diferentes habilidades.

Todos esses componentes da produção têm custos. O empreendedor espera ser capaz de vender o produto final por um preço maior do que o que foi gasto para fazê-lo. Essa diferença é o lucro de que ele pode merecidamente usufruir.

Porém, não é apenas o empreendedor que se beneficia.

Os consumidores se beneficiam, porque têm acesso a produtos novos e diferentes. E os trabalhadores se beneficiam, porque recebem dinheiro em troca de sua mão-de-obra.

Um empreendedor bem sucedido está, assim, ajudando outras pessoas ao mesmo tempo que lucra.

Entretanto, tão importante quanto o lucro é o prejuízo.

Como mencionamos antes, muitos dos itens exigidos para se produzir um bem têm usos diversos. Isso vale para recursos naturais, edificações, trabalhadores e equipamentos. Se esses recursos estão sendo usados em um produto que não é lucrativo, isso significa que os consumidores não o valorizam a ponto de comprá-lo.

Ao incorrer em perdas, um empreendedor pode vender seus recursos para outros empreendedores que podem usá-los melhor. A fábrica é vendida para outra companhia. Os trabalhadores arrumam novos empregos.

Esse processo acontece todos os dias, de diferentes maneiras, no mundo todo.

Melhor ainda, ele se adapta a todos os tipos de mudanças. Talvez os gostos das pessoas mudem; talvez elas deixem de gostar de doces e passem a preferir salgados. Algumas fábricas de doces podem fechar, mas novas fábricas de salgados aparecerão.

Quando pessoas podem escolher como gastar o dinheiro delas, elas acabam influenciando onde os empreendedores vão investir e o que vai ser produzido.

Infelizmente, os estados interferem nesse processo de lucro e prejuízo. Políticos encarecem empreendimentos ao taxá-los e regulá-los, tornando-os menos lucrativos. Isso é ruim para o empreendedor, ruim para os seus empregados e ruim para os consumidores, que não têm os produtos de que gostariam.

Vira e mexe, estados decidem resgatar negócios que não estão dando lucro.

Políticos justificam isso dizendo que estão salvando empregos – mas eles se esquecem de mencionar os empregos lucrativos que estão destruindo ao fazer isso. Resgatar negócios que dão prejuízo implica que recursos – incluindo a força de trabalho – continuam a ser usados em produtos que não são desejados o suficiente.

Nossos recursos na Terra são limitados, e deveríamos usá-los tão sábia e eficientemente quanto possível.

A economia de mercado, em que empreendedores são guiados por lucros e prejuízos, é a única maneira de conseguirmos fazer isso.

 

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Este vídeo é uma adaptação do artigo “What Is Profit?”, publicado pelo Mises Institute série “Economics for Beginners“.

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Produzido e narrado por Marco Batalha.