Por que os esquerdistas precisam conquistar nações inteiras? Por que ficam tão furiosos com qualquer um que resista à sua ideologia? Por que não podem simplesmente construir uma nova nação composta inteiramente por outros esquerdistas?
Não deveria ser tão difícil para marxistas-socialistas, comunistas, fanáticos por “energia verde”, cultistas da “diversidade, inclusão e equidade” e globalistas adoradores da burocracia construírem um paraíso regulatório baseado nos mandamentos “woke” de sua fé secular.
Há políticos de esquerda sedentos de poder em número mais do que suficiente na União Europeia, no Reino Unido, no Canadá, no Brasil e nos Estados Unidos para construir o governo central todo-poderoso que desejam. Nos EUA, os burocratas de carreira preencheram o estado administrativo com tantas subagências, conselhos, grupos de trabalho e programas diversos que ninguém no Congresso conseguiria criar um organograma que representasse com precisão essa massa burocrática. A União Europeia — um santuário supranacional da incompetência burocrática inchada — tem tantos comitês em suas fileiras que certamente há uma dúzia deles apenas estudando por que a União tem tantos comitês!
Existem bilionários de esquerda mais do que suficientes — incluindo George Soros, Bill Gates, Neville Roy Singham, Michael Bloomberg, Tom Steyer e Howard Schultz — para financiar a utopia comunista deles. Aliás, os bancos centrais ocidentais existem essencialmente para manipular os mercados em favor das causas prediletas da esquerda, como a melhor forma de canalizar o dinheiro dos pagadores de impostos para as contas bancárias de bilionários de esquerda que discursam para o mundo sobre “aquecimento global”, “supremacia branca”, vacinação obrigatória e a necessidade de fronteiras abertas e censura online. As empresas de Wall Street e da City de Londres estão mais interessadas nas “pontuações de crédito social” e nas bona fides ESG das empresas do que nas métricas tradicionais de se um negócio consegue gerar lucro e retorno sobre o investimento.
Existe uma verdadeira profusão de jornalistas de extrema-esquerda produzindo propaganda para todas as principais publicações de notícias do Ocidente. Seja nos escritórios de redes de propaganda financiadas pelo estado, como a BBC e a CBC, ou nas redações de propaganda subsidiadas por bilionários de esquerda, como as do The New York Times e do The Washington Post, a mentalidade coletiva da esquerda controla as notícias.
Os esquerdistas também tomaram conta da academia. É raro encontrar um intelectual não esquerdista em um campus universitário de prestígio. A diversidade de opiniões é inexistente. Assim como acontece com o “jornalismo”, a academia se tornou um “espaço seguro” para esquerdistas concederem uns aos outros prêmios e sinecuras em reconhecimento à sua suposta genialidade, sem produzir nada de novo.
Com todas essas forças institucionais à disposição, é de se perguntar por que eles não conseguem concretizar o objetivo. Como é possível controlar o noticiário, as universidades, o capital “woke”, a rede de ONGs, a burocracia estatal permanente e todas as agências internacionais, e ainda assim não ter transformado os Estados Unidos — rebatizando-os — em “Estados Soviéticos Unidos da América” ou “República Popular da América”? É constrangedor, na verdade.
No fim das contas, há muitos membros da sociedade que possuem um mínimo de bom senso e se recusam a comprar o que os comunistas estão vendendo.
Eles sabem que as mulheres não têm pênis e que os homens não podem engravidar.
Eles sabem que os governos não protegem a liberdade de expressão censurando o público e obrigando as plataformas de redes sociais a promoverem a propaganda do establishment.
Eles ouviram a balela das “mudanças climáticas” por tantas décadas — incluindo as promessas institucionalmente alardeadas de líderes políticos “respeitados” e âncoras de “notícias” de que todos nós já estaríamos mortos por causa do “resfriamento global”… er … “aquecimento global”… er … quero dizer, “eventos climáticos extremos” — que o “Green New Deal” foi exposto como nada mais do que um golpe para centralizar o poder do governo e enriquecer Al Gore e seus charlatões profetas do apocalipse.
Eles sabem que “supremacia branca” e “racismo sistêmico” são bobagens porque todos são incentivados a discriminar e demonizar pessoas brancas.
O esquerdismo é, antes de tudo, uma ideologia de vitimização. Seus devotos não têm princípios. Têm alvos. Eles dizem aos seus seguidores a quem culpar por suas misérias e fracassos. Incentivam seus seguidores, com a mente manipulada, a roubar o que desejam e a destruir tudo o mais. Como se vê atualmente em meio às ruínas da França devastada pela guerra, o esquerdismo é destruição.
É por isso que os esquerdistas não podem simplesmente se mudar em massa para o Canadá ou fundar uma nova nação em alguma parte pouco povoada da África, América do Sul, Austrália ou Ásia. O esquerdismo não constrói; ele toma. Não inspira; ele culpa. Sem um “opressor” para vilipendiar, o esquerdismo se autodestrói. O esquerdismo é canibalismo filosófico.
Pessoas que não se identificam com a esquerda têm dificuldade em compreender esse tipo de mentalidade. Muitas vezes, elas tentam se distanciar dos esquerdistas e construir suas próprias vidas. No entanto, aonde quer que vão, os esquerdistas as seguem.
É uma dinâmica irritante. Se o esquerdismo fosse capaz de — para usar uma de suas palavras favoritas — “sustentabilidade”, os esquerdistas aceitariam uma separação social amigável.
Seria possível que as pessoas que querem construir coisas se separassem das pessoas que querem tomar ou destruir coisas.
Seria possível que as pessoas que acreditam na realidade biológica e na química dos hidrocarbonetos se separassem das pessoas que querem castrar crianças e viver em cabanas de palha sem eletricidade.
Seria possível que as pessoas que desejam possuir propriedade privada se separassem das pessoas que desejam compartilhar a propriedade comunitária.
Seria possível que as pessoas que desejam se casar e ter filhos se separassem das pessoas que pensam que o casamento é patriarcal, que os pronomes pessoais são linguagem sagrada e que as crianças estão destruindo o planeta.
Seria possível que as pessoas que desejam educar as crianças nas ciências, filosofia, história, literatura e artes se separassem das pessoas que desejam doutrinar as crianças com o adubo nocivo do vitimismo permanente, da queixa, da confusão de identidade e da angústia em relação ao “aquecimento global”.
Seria possível que as pessoas que valorizam o caráter de uma pessoa mais do que a cor de sua pele se separassem das pessoas que são obcecadas por raça e orientação sexual.
Seria possível que as pessoas que acreditam na liberdade de expressão, na liberdade religiosa e no direito natural à autodefesa se separassem das pessoas que acreditam que agentes do governo devem ter o poder de punir criminalmente pessoas por suas crenças e censurar tudo o que os esquerdistas definem como “desinformação”, “informação errônea” ou “discurso de ódio“.
Seria possível que as pessoas que desejam um governo limitado se separassem das pessoas que defendem um governo grande, que amam a burocracia e a “especialização” qualificada.
Seria possível que as pessoas que prezam a liberdade se separassem das pessoas que prezam o controle social.
Mas a separação pacífica é impossível porque os esquerdistas não podem permitir que jurisdições fora de seu controle prosperem. Quando as sociedades livres prosperam, as sociedades marxistas-socialistas e comunistas são expostas como autoritárias, sem alegria, pobres e fracas. O esquerdismo é tão incompatível com a natureza humana que seus defensores não podem permitir que aqueles que escravizam testemunhem uma realidade livre de sofrimento.
Caso contrário, as massas escravizadas pelo esquerdismo arriscarão suas vidas para escalar muros, atravessar montanhas ou cruzar oceanos apenas para sentir o que é ser livre. Na União Soviética e na Alemanha Oriental os comunistas construíram muros, não para impedir a entrada de imigrantes ilegais, mas sim para manter os cidadãos infelizes dentro. Ninguém invade os “paraísos” esquerdistas da Cuba ou da China comunistas; milhões, no entanto, fugiram dos regimes comunistas. As pessoas escapam do esquerdismo e correm em direção à liberdade.
Isso significa que os esquerdistas jamais nos deixarão em paz. Eles tirarão coisas de nós, nos maltratarão, nos censurarão, nos perseguirão, nos aprisionarão e até nos matarão. Mas eles nunca se separarão de nós de forma pacífica. Eles não podem permitir que existamos e prosperemos, pois qualquer paz, prosperidade ou felicidade de que desfrutemos acaba por evidenciar ainda mais a natureza maligna, misantrópica e destrutiva do esquerdismo.
O esquerdismo não pode ter êxito a menos que todos fracassem juntos.
Defender a civilização ocidental exige que reconheçamos o socialismo marxista e o globalismo de esquerda não como visões de mundo perigosas, mas sim como inimigos mortais.
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