A abordagem falsamente humanista das quarentenas e lockdowns

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A esquerda política sabe perfeitamente como criar narrativas favoráveis para a sua causa, visto que seu maior objetivo é sempre conquistar cada vez mais poder e controle sobre a vida de terceiros. A esquerda também manipula de forma arguciosa a realidade, de maneira a favorecer a sua ideologia — pois consegue parecer o lado “bondoso” e “humanitário” das contendas políticas — da mesma forma que é hábil em desmoralizar e demonizar com implacável astúcia seus opositores. Com a ditadura do coronavírus, ela fez isso por defender com veemência todos os totalitários mandamentos covidianos, como quarentenas, lockdowns, uso obrigatório de máscaras, isolamento e distanciamento social, entre outras formas opressivas de despotismo e arbitrariedades diversas.

Com a eclosão do covidianismo, a esquerda política não perdeu tempo em monopolizar a narrativa e demonizar de forma persistente quem pensasse diferente. De maneira que todos aqueles que se propuseram a defender quarentenas, lockdowns e o uso obrigatório de máscaras passaram a ser vistos como anjos graciosos e altruístas, pessoas abnegadas, sacrossantas e generosas que amam a humanidade e se importam com o próximo. Por outro lado, todas as pessoas que se opunham às criminosas medidas restritivas passaram a ser classificadas como genocidas. E aqueles que ousaram contestar o pânico, o pavor e o medo desproporcionais da suposta pandemia passaram a ser rotulados como negacionistas.

Só que, ao contrário dos fervorosos serviçais do sistema covidiano,  os “genocidas” e “negacionistas” — conduzidos pelo inalienável pragmatismo da realidade — tinham a seu favor argumentos que não deveriam ser ignorados. Uma frase frequentemente atribuída a Ayn Rand (cuja autoria na verdade é desconhecida) aplica-se com perfeição ao sistema covidiano: “Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade.”

Foi basicamente isso o que o regime totalitário covidiano fez desde o princípio. Ignorou a realidade objetiva em favor de uma narrativa de caos, pânico e medo institucionalizados. Ignorou as excruciantes dificuldades que as quarentenas e lockdowns trariam às pessoas comuns, em favor de uma narrativa política narcisista, que conclamava o “beautiful people” esquerdista como exemplo de “humanitarismo”, “bondade” e luta pela “ciência”. Na verdade, a covardia, a histeria e uma “heroica” imagem pública foram as verdadeiras motivações de todos os serviçais do covidianismo. Nunca antes a hipocrisia foi tão aclamada e celebrada na mídia corporativista mainstream.

Os “negacionistas” e “genocidas” — como foram classificadas as pessoas inteligentes e sensatas pelos fanáticos covidianos — simplesmente foram corajosos o suficiente para levantar questões que a tirania coronazista não se importou em levar em consideração, como a paralisia “temporária” da atividade econômica, que revelou-se, em muitos casos, permanente.

Ao contrário do que os histéricos covidianos defendiam, a economia não podia ficar para depois. Uma paralisação levaria fatalmente ao colapso da cadeia produtiva. A escassez de alimentos, os auxílios emergenciais e a impressão de dinheiro provocariam inflação. Isso fatalmente levaria a sociedade a um nível cada vez mais substancial de escassez e dificuldades. Dificuldades que nem a esquerda política nem o sistema coronazista se importariam de solucionar, debater ou resolver. E esses problemas — uma hora ou outra — irão aparecer.

Os fanáticos covidianos também não se importaram de levar em consideração todas as outras deploráveis sequelas das quarentenas e lockdowns, como a destruição sistemática de pequenas e médias empresas, o subsequente aumento do desemprego e as mortes por inanição. Em virtude do isolamento forçado, o número de suicídios aumentou dramaticamente, praticamente quadruplicando do dia para a noite.

Mas para os fanáticos do culto globalista covidiano, toda essa destruição colateral era irrelevante. Para a esquerda, a narrativa e o monopólio da verdade são as únicas coisas realmente essenciais. A narrativa das quarentenas e lockdowns deixou a elite socialista parecendo um gracioso grupo de anjos iluminados que luta arduamente para preservar a raça humana de uma pandemia letal e mortífera, enquanto a realidade prática mostrou efetivamente que essas pessoas não se importavam nenhum pouco com a humanidade, tampouco algum dia levaram em consideração as sórdidas consequências das bestialidades que passaram a defender com tanta intransigência.

Se — em virtude das drásticas restrições econômicas — uma expressiva parcela da sociedade está ficando desempregada e morrendo de fome, para a esquerda caviar isso é irrelevante. O importante é enfatizar a “graciosa”, “pura”, “generosa” e “humanitária” narrativa coronazista, que apregoa que quem fica isolado em casa é do bem, mas quem sai de casa é um “genocida” perigoso que quer expor as pessoas ao risco.

E no entanto, nem a elite covidiana obedece aos mandamentos da sua seita sagrada, dado que muitos dos seus representantes já foram flagrados fazendo compras nos shoppings da Flórida, ou tirando férias com a família no Caribe ou dando festas particulares monumentais em suas suntuosas mansões de luxo, com direito à música ao vivo. Como sempre, as restrições aplicam-se apenas a nós, meros mortais, e não aos sacrossantos sacerdotes da seita covidiana.

A questão mais importante, no entanto, é mostrar que as quarentenas e lockdowns são bestialidades análogas ao Holocausto, visto que dizimaram pessoas de forma indiscriminada, e infelizmente são poucos os que ousam confrontar a narrativa oficial do sistema para expor a realidade dos fatos. Não há como classificar de outro modo, senão como demasiadamente tirânicas e arbitrárias todas as medidas nefastas implementadas pelo regime totalitário coronazista, que proibiram ativamente as pessoas de trabalhar, produzir e de viverem as suas vidas. O fato de muitas pessoas terem aceitado todas essas funestas e sórdidas arbitrariedades sem oferecer resistência fornece provas contundentes de que a lavagem cerebral promovida ativamente pelo sistema foi radicalmente eficiente.

Além de medidas como quarentenas, lockdowns, uso obrigatório de máscaras e distanciamento social serem absolutamente contraproducentes, todas elas são totalmente imorais e antiéticas. Proibir as pessoas de circular, proibi-las de trabalhar e se sustentar, e restringir o sagrado direito de ir e vir dos cidadãos mostra como o estado não apenas usurpou de forma brutal e truculenta os direitos naturais, como também sequestrou através de uma nociva e despótica lavagem cerebral o bom senso de uma expressiva parcela da população, que não apenas acredita seriamente na narrativa oficial do sistema, como também absorveu toda a histeria e irracionalidade avidamente difundidas pela mídia corporativa convencional, em conluio com a elite política, que soube tirar proveito máximo do pânico institucionalizado para usurpar os direitos da população, reclamar poderes plenipotenciários pelo “bem” da sociedade e torrar o dinheiro enviado pelo governo federal — sem a necessidade de fazer licitações — em nome da “saúde pública”.

É fato incontestável que as tirânicas e restritivas medidas draconianas adotadas pelos ditadores estatais estão colaborando mais para destruir a sociedade e agravar a recessão econômica do que para proteger a população. Para cada pessoa que é supostamente preservada do coronavírus, quantas empresas não estão falindo, quantas pessoas não estão morrendo de fome, quantas pessoas não estão cometendo suicídio, quantas milhares de pessoas não deixaram de ser classe média porque foram atiradas para a miséria da pobreza absoluta?

Evidentemente, a elite sacerdotal da histeria covidiana se recusa a debater questões tão importantes, porque — se os fatos forem analisados de forma objetiva, com todas as suas dramáticas consequências sendo devidamente apontadas — eles invariavelmente seriam obrigados a admitir que estão errados. Como são pessoas imorais e antiéticas, recusam-se a admitir que o medo histérico e infundado de contrair uma doença não dá a elas o direito de proibir as pessoas de saírem de suas casas, de trabalharem e de viverem a própria vida. A histeria covidiana deu a determinadas pessoas a prerrogativa perfeita para que elas pudessem exercer um controle ainda mais despótico e tirânico sobre a vida dos seus semelhantes.

Convenientemente, a mídia omite os casos de suicídio que aumentaram de forma colossal no mundo inteiro. Pessoas que perderam tudo, seus empregos, seu sustento, empresários altamente endividados cujas empresas faliram, indivíduos em desespero porque — desprovidos de tudo — não tem recursos para comprar alimentos, estão se matando, porque a morte se tornou uma alternativa muito mais viável do que todas as dificuldades que os lockdowns e quarentenas impuseram a elas. Todas essas degraças e esse nível monumental de destruição representam um custo demasiadamente elevado para conter um vírus com taxa de letalidade tão irrisória.

Os fanáticos covidianos, no entanto, são fervorosos e intransigentes em suas crenças irracionais e sempre se recusam a admitir que estão errados. São tão prepotentes e arrogantes que afirmam que quem está contra eles é genocida, quando na verdade quem está apoiando ativamente um genocídio são eles. É nítido o fato de que o importante para eles é cultivar uma imagem de santidade e benevolência. Apenas isso importa. Os resultados e as consequências são irrelevantes, e precisam ser ignorados para que a narrativa da falsa bondade possa ser sustentada.

Eles — os fanáticos covidianos — estão mais interessados em mostrar para o mundo como eles são pessoas “puras” e “generosas”, porque defendem ativamente o isolamento social; eles são criaturas “dóceis”, “humanitárias” e “preocupadas”, que desejam arduamente salvar o mundo e proteger as pessoas impedindo-as de contrair o coronavírus. No entanto, se milhares de pessoas vão morrer de fome diariamente, aparentemente não há problema algum. O importante é que elas não morram de covid. A hipocrisia não poderia ser mais escancarada. E talvez seja exatamente por isso que ela é tão ostensivamente negligenciada pela mídia mainstream.

Por outro lado, aqueles que defendem a atividade econômica e o total retorno à normalidade são retratados como pessoas “gananciosas” e “malévolas” que só pensam no lucro e no dinheiro. Essa percepção infantil e simplória da realidade retrata bem a visão de mundo da esquerda política — a maior defensora do covidianismo —, e isso por si só mostra quão fundamental é o combate intelectual da verdade contra o festival de mentiras, falácias, fanatismo irracional e manipulação ideológica da realidade que está atacando incessantemente todos aqueles que se opõem ao regime totalitário covidiano.

A elite socialista — além de seu inerente cinismo totalitário — sofreu uma lavagem cerebral tão funesta, que acabou ficando impossibilitada de compreender a realidade prática (ou a ignora deliberadamente em nome de interesses pessoais, o que é mais provável). Como muitas pessoas, esses ativistas anti-liberdade e pró-totalitarismo foram efetivamente condicionados pela mídia corporativista coronazista a fazer vista grossa para os implacáveis efeitos nefastos das quarentenas e lockdowns, que mostraram-se muito mais letais do que o vírus e a suposta pandemia. E sua ardilosa engenhosidade fez com que elas se apropriassem de uma narrativa falsa, de que eles são pessoas puras, benévolas e altruístas e todos os que são contra as restrições totalitárias são genocidas. Nada mais falso, prepotente, arrogante e estúpido. No entanto, esse tipo de atitude infantil e irracional é totalmente previsível quando falamos da esquerda política.

Ninguém tem o direito de proibir as pessoas de circularem, de saírem de suas casas, muito menos de trabalhar, de lutar pelo seu sustento e de levar as suas vidas normalmente. A verdadeira tirania é a dos governos estaduais e municipais que proibiram pessoas saudáveis de viver normalmente, e de todas as pessoas que apoiam as medidas irracionais de confinamento, condenando-as a ficarem sem seus empregos, sem sua renda — em muitos casos sendo destituídas de tudo —, e até mesmo tendo que enfrentar privações severas como a fome.

Quando isso tudo passar, a verdade será invariavelmente exposta, e muitos irão saber que os lockdowns e quarentenas mataram muito mais do que salvaram, e foram a verdadeira razão de toda a destruição em termos humanos e econômicos que estão afligindo a sociedade humana, tendo sido muito mais letais do que o vírus e a suposta pandemia.

O cenário de terra arrasada que a quarentena e o lockdown estão deixando é inédito na história. Mas as pessoas continuam se apegando a tirania governamental acreditando que políticos “puros” e “sacrossantos” estão interessados no bem-estar da população, o que é uma fantasia insólita. Nenhuma crença poderia ser mais ingênua e utópica do que essa. A suposta pandemia mostrou ser muito conveniente para arregimentar sistemas de controle social que — sob outras circunstâncias — não fariam sentido se fossem aplicadas.

A verdade é que estamos vivendo uma situação muito similar a da Alemanha Nazista. Apenas troque judeus por pessoas sensatas e racionais que recusaram-se terminantemente a serem subjugadas pela tirania da histeria e da paranoia coletiva. Estamos em meio a esse cenário, que está separando as pessoas despertas daquelas que estão sonolentas, acreditando que estado, governo e classe política trabalham única e exclusivamente para o bem da população. Quando isso está muito longe de ser a realidade. Quarentenas são o novo Auschwitz, lockdowns são instrumentos de escravidão e morticínio análogos aos campos de concentração nazistas.

A ditadura do coronavírus deve nos ensinar a jamais subestimar o poder de estados, governos e da mídia — devidamente mancomunados — a difundir o medo, o pânico e a histeria irracional na população, em nome de sórdidos projetos de poder políticos e corporativos. E nos dá uma lição sobre como narrativas podem ser incrivelmente poderosas, a ponto de suplantar a realidade factual, e iludir as massas, tornando-as plenamente obedientes aos donos do poder e aos senhores do mundo.

Não podemos jamais esquecer que o custo real das quarentenas e lockdowns foi em vidas humanas. Pessoas morreram para que coronazistas histéricos pudessem ficar em casa o dia inteiro por meses a fio, sentados no sofá em frente a televisão. Vidas foram arruinadas, empresas faliram, pessoas se mataram, porque covardes histéricos ficaram morrendo de medo de sair de casa por conta de um vírus, e exigiram que o estado mantivesse todos trancados em casa. Nenhuma sociedade ou civilização decente teria aceitado isso.

Não há bondade alguma nos lockdowns e quarentenas. Eles são o refúgio do homem covarde, que quer cultivar uma imagem pública de falsa bondade e pretensioso humanitarismo. Quando na realidade os coronazistas são só pessoas egoístas, assustadas e medrosas, que tem um medo patológico de viver.

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