A busca pela liberdade real

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“Vocês não são cristãos. Vocês não são judeus. Vocês não são muçulmanos. E vocês certamente não são ateus. Todos vocês têm o mesmo deus, e seu nome é ‘governo’. Todos vocês são membros do culto mais maligno, insano e destrutivo da história. Se alguma vez houve um demônio, o estado é ele. E você o adora com todo o seu coração e alma.” – Larken Rose, The Iron Web

Um desabafo filosófico

A próxima vez que qualquer um de vocês se encaminhar a uma urna de votação secreta, atrás da caixa de papelão, sozinho e sem ser conduzido à força, considere que você está apenas escolhendo voluntariamente um mestre selecionado para você e, nesse processo, você se tornou escravo do Estado.

O governo é criminoso. A polícia e os militares são executores criminosos das ordens do governo. Os bancos centrais modernos e a produção de dinheiro são criminosos. A monitorização é criminosa. A censura é criminosa. Todo o aparato estatal é criminoso e deve ser permanentemente incapacitado. Todo governo e, portanto, todos os Estados políticos, sempre e somente agem com força violenta. A essência do governo é que ele cresce como um câncer, infectando tudo o que toca; expande exponencialmente suas poderosas burocracias e, portanto, é puro mal. Não existe um bom governo.

Se alguém se ofender com esta posição, se alguém ficar do lado daqueles políticos que erroneamente se referem como ‘líderes’, se alguém apoiar o Estado em seus esforços para roubar, controlar e assassinar, se alguém conferir sua lealdade aos políticos ou ao Estado-nação, se alguém adora o Estado como deus; então este alguém sempre será o problema, e nunca a solução. A liberdade é o estado natural dos homens inteligentes, mas a liberdade não pode existir e nunca existiu onde e quando o governo está presente. Somente ignorando o governo em massa, nunca obedecendo às ordens do Estado, nunca cumprindo quaisquer medidas draconianas exigidas pelo governo, nunca permitindo o roubo de sua propriedade pelo Estado; então e só então você pode reivindicar ser livre.

Aqueles que escolhem governar os outros, aqueles que reivindicam poder ilegítimo sobre a sociedade, eleitos ou não, aqueles que acreditam que são mais capazes de ditar como os outros devem viver suas vidas em vez de aprender a viver a sua própria, aqueles que acreditam em tirar de alguns pela força para redistribuir seus bens a outros a seu bel prazer, e aqueles que alegam estar ‘servindo’ ao público; são eles que devem ser ignorados, evitados, ridicularizados e, se necessário, cobertos de piche e penas, e expulsos da cidade. Eles não merecem nada mais do que isso.

Não jogue pedras, simplesmente dê uma mãozinha. Não condene os outros devido a qualquer crença de que você seja excepcional, melhor do que os outros ou de alguma forma mais justo do que seus semelhantes. Embora isso possa parecer verdade em certas circunstâncias, é um erro, em geral, julgar a moralidade dos outros quando nenhum deles atingiu a perfeição neste ponto. A ideia é se dar bem, com ou sem aceitação do comportamento dos outros, a menos, é claro, que agressão e dano estejam presentes. A divisão das massas sempre será buscada por aqueles que buscam o poder, e toda vez que nós, como sociedade, brigamos ou nos odiamos entre nós mesmos, o Estado vence e o resto de nós perde. Neste atual inferno na terra que foi criado devido ao medo injustificado, apatia, total indiferença e desprezo por todos aqueles que discordam uns dos outros, o que resta é um Estado todo-poderoso trabalhando como um só, e uma subclasse gigantesca se atacando ferozmente. Você não vê que esse era o plano do Estado o tempo todo?

A eliminação de todo o poder do governo, a privatização de toda a moeda, a destruição do banco central e a auto-responsabilidade são necessárias se quisermos sobreviver a essa trama de ‘Grande Reinício’ evocada pelas poucas ‘elites’ que se consideram melhores, mais privilegiadas e superiores a todos os outros. Isso não tem nada a ver com igualdade, pois a igualdade não existe e não deveria existir. Isso não precisa ser encarado como algo ruim; é simplesmente como a vida é. Sempre haverá aqueles que têm mais habilidade do que os outros, aqueles que terão mais sucesso, aqueles que são mais talentosos e aqueles que têm uma inteligência tremenda, mas eles podem ser de grande importância, pois todos podemos nos beneficiar da excelência dos outros, sem sentir ciúmes ou ressentimentos. A maioria tem algo a oferecer e, enquanto os indivíduos da sociedade se concentrarem na sobrevivência, trabalhando juntos, cooperando voluntariamente para sustentar uma vida alegre e protegendo nossa liberdade, a luta causada pelo medo, ódio e rivalidade antagônica diminuirá favorecendo a harmonia entre os homens. Viva sua própria vida e deixe os outros viverem a deles. Esta é uma maneira melhor de viver.

Nosso inimigo não é o outro; nosso inimigo é o Estado. Deveria, então, ser óbvio que a eliminação de todo poder estatal resultará em mais paz, compreensão e tranquilidade entre a humanidade. Eu não estou falado de nenhuma Utopia, pois a eliminação do poder do Estado só pode beneficiar a todos e permitir uma existência muito melhor sem toda a divisão que foi propositadamente criada e alimentada por aqueles que afirmam ser os senhores governantes sobre nós. A derrubada dos governos e do poder governamental só pode levar a uma sociedade mais compassiva, honesta e menos violenta.

 

“Ninguém manda se ninguém obedece” – David Ick

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