A convergência do Estado Corporativista em Estado de Emergência

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Talvez a questão mais urgente hoje para os defensores da liberdade seja a perspectiva de a esquerda completar a instauração de um estado totalitário. Não há outra maneira de entender a abordagem multifacetada e as manobras políticas que os agentes políticos estão tomando para governar sob “Biden”. Coloquei “Biden” entre aspas aqui porque o atual presidente dos Estados Unidos não é uma pessoa singular chamada Joe Biden. É um comitê executivo central que consiste em governantes e conselheiros partidários, além de aparatos corporativos de estado. Não se engane, a tomada de poder que a esquerda está empreendendo representa a ameaça mais grave à liberdade na história recente, independentemente de seus efeitos sobre o Partido Republicano.

Os sinais não poderiam ser mais claros. Além da série de ordens executivas, claramente compostas pelos membros do comitê executivo e destinadas a agradar e expandir a base do Partido Democrata ou estender o poder federal, os democratas iniciaram um crescente corpo de leis que, caso seja aprovado, garantirá um governo unipartidário para o futuro.

Isso inclui principalmente o H.R. 1 (For the People’s Act) ou Ato para o Povo, aprovado pela Câmara. Devendo ser aprovado no Senado, o H.R.1 irá favorecer imensamente os candidatos democratas nas eleições federais. Sem mencionar a expansão da base democrata por vários meios, incluindo a anulação das leis de identificação do eleitor existentes em muitos estados e a obrigatoriedade de que todos os estados permitam cédulas eleitorais sem identidade do eleitor, isso centralizaria ainda mais a supervisão das eleições federais, e de acordo com o Institute for Free Speech , iria “expandir o universo regulamentado (pelos americanos) do discurso político online além da publicidade paga para incluir, aparentemente, propaganda nos próprios sites de grupos ou de indivíduos, além de mensagens de e-mail.”

As manobras legislativas incluem a “Lei do Judiciário de 2021”, que iria simplesmente ampliar a Suprema Corte para doze membros além do presidente do tribunal. Este movimento, que equivaleria a adicionar quatro juízes aprovados pelos democratas, iria essencialmente efetuar uma tomada legislativa do Supremo Tribunal, uma vez que a corte, que já controlada pelos democratas, iria cada vez mais “legislar a partir da bancada” e desta forma expandir o poder do legislativo e executivo controlado pelos democratas além dos parâmetros oficiais. As chances de sua aprovação, como estão, são mínimas, mas a abertura, por si só, já é indicativa de uma tentativa de tomada de poder não vista desde FDR.

Mas o sinal mais evidente da consolidação futura do governo totalitário é a efetiva fusão de funcionários corporativos e estatais, com corporações e outras organizações agindo como apêndices do governo e reforçando as aspirações corporativo-estatais. As indicações dessa fusão são tantas e tão variadas que qualquer contagem delas seria exaustiva e ficaria do tamanho de um livro.

Mas veja, por exemplo, os apelos da congressista Maxine Watters (do Partido Democrata da California) de que os “manifestantes” se tornem “mais agressivos” se o veredicto de Derrick Chauvin for inaceitável. Dados os tumultos generalizados desde a morte de George Floyd, a linguagem de Watters é um chamado à insurreição em todo o país. No entanto, esta linguagem tem a aprovação do complexo corporação-mídia-governo, apesar da insistência da esquerda de que Trump tenha feito a mesma coisa antes da invasão do Capitólio. Os libertários devem tomar nota do duplo padrão não como um sinal da constante diminuição do Partido Republicano, mas de uma dupla linguagem característica dos regimes totalitários.

O exemplo mais evidente de uma fusão corporação-estado é a extensão do poder governamental para corporações e outras organizações com a crise do Covid, que agora ultrapassaram os lockdowns e o uso de máscaras para incluir a emissão de passaportes de vacinação que as corporações e outras organizações podem aplicar ou já estão aplicando. A melhor esperança para resistir a essas medidas totalitárias é a recusa por parte dos governos estaduais e locais de permitir tais implementações corporativas de ditames governamentais.

O velho ditado de que “elas são empresas privadas” não se sustenta, porque claramente essas entidades corporativas foram transformadas em aparatos do estado. A Operação Warp Speed foi lançada pelo governo federal e recrutou organizações privadas – em primeiro lugar, a grande indústria farmacêutica – para executar isto. O estado permitiu que a grande indústria farmacêutica lucrasse enormemente ao instituir um regime de estado de emergência que, nos EUA, torna as vacinas não aprovadas pelo FDA legais. Por outro lado, a grande indústria farmacêutica – junto com a Organização Mundial da Saúde, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças e o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas – legitima o regime de estado de emergência, que por sua vez aumenta o poder do estado.

A entrada de empresas no esquema de vacinação da população e a exigência de tal vacina para participação social não deve ser considerada, em termos de prerrogativas, de instituições privadas, mas como parte das incursões do Estado no setor privado. O que estamos testemunhando, e o que devemos resistir, é uma fusão em um complexo corporativo-governamental, onde o governo pode ignorar e sobrepujar o legislativo e fazer cumprir decretos impopulares em conluio com corporações e outras organizações para fazer “política”.

Talvez o elemento mais flagrante desse estrangulamento corporativo-estatal sobre a população seja a participação das grandes empresas digitais e da mídia mainstream. Os conglomerados digitais eliminam os meios de comunicação e as vozes discordantes da narrativa oficial do Covid-19, incluindo informações sobre lockdowns, uso de máscaras e vacinações, embora a narrativa oficial não só tenha mudado, como também tem se mostrado factualmente errada, além de socialmente devastadora. As grandes empresas digitais e a mídia servem tanto ao estado quanto à grande indústria farmacêutica, eliminando visões opositoras em relação a lowckdowns, máscaras e vacinas, e promovendo propaganda de medo sobre o vírus e suas variantes em constante proliferação.

Como escrevi no Google Archipelago, as grandes empresas digitais devem ser consideradas um agente de um estado autoritário de esquerda – como uma “ governamentalidade ” ou aparelho de estado funcionando em nome do Estado e como parte do próprio Estado. “Governamentalidade” é um termo que deve se tornar bem conhecido nos próximos dias e semanas. Adotei o termo de Michel Foucault e emendei-o para se referir a corporações e outros agentes não-estatais que desempenham ativamente funções estatais. Esses agentes farão isso em massa com passaportes de vacinação, o que aumentará enormemente o poder do estado sob uma aliança estado-empresa.

Da mesma forma, outras grandes corporações desempenham papéis sancionados pelo estado, reforçando e impondo ideologias, condutas e políticas: doutrinando funcionários, emitindo anúncios, policiando as opiniões dos trabalhadores, despedindo dissidentes e exigindo passaportes de vacinação para funcionários e clientes.

A tendência geral é em direção à monopolização do estado corporativo sobre todos os aspectos da vida, com controle crescente do estado sobre a informação, opinião, produção econômica e da esfera política. À medida que a consolidação acelera, o estado global exigirá a eliminação de agentes políticos e econômicos dissidentes, insatisfeitos e “não confiáveis”. Nos Estados Unidos, com a eliminação da oposição política, a tendência é o surgimento de um governo unipartidário e, com ele, a fusão do partido e do estado em um órgão único.

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Se levamos a nível individual, o humano se torna um agente paraestatal quando toma ações alinhados ao plano estatal.

    Exemplo: Tenho um restaurante, e obrigo a todos usarem mascara, luvas de plásticos e exigir carteira de vacina. Se não, em hipótese alguma iria permitir adentrar ao meu recinto. Mesmo recebendo nada de subsídio do estado, e ainda sendo um pagador de impostos.

    Posso estar dentro do meu direito de propriedade e tal, mas eu o utilizo do mesmo, para praticar ações estatais.

    Sou um ente privado, mas obedecendo passivamente a ordem do estado, dessa forma, o estado se expande e é presente em minha propriedade, mente, e ações. Troque restaurante por casa, carro, rua, parque… #STOP!