Caro covidiota; limite-se à sua insignificância

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O covidianismo escancarou de forma acentuada e muito proeminente na sociedade a quantidade alarmante de ditadores que existem entre nós. Pessoas que foram contaminadas pelo alarmismo histérico do teatro global pandêmico, sendo levadas a acreditar que o medo histriônico e desproporcional que elas sentem de contrair uma doença lhes confere algum tipo de autoridade ou poder, e lhes outorga o direito de mandar nos outros.

Fundamentalmente, não há nível maior de arrogância e prepotência para qualquer indivíduo do que acreditar que ele pode comandar terceiros à revelia destes, ou — pior ainda — definir as prioridades de pessoas que ele nem sequer conhece. Esse conceito, no entanto, é a base fundamental da política.

Ainda que muitos não percebam isso, a verdade é que absolutamente ninguém tem o direito legítimo de controlar ou comandar terceiros. Nem um cidadão comum, nem um político de direita, de esquerda, de centro, ou qualquer burocrata governamental. Você é o dono da sua vida e o proprietário legítimo do seu corpo. E — contanto que não cometa nenhum tipo de agressão contra terceiros —, tem todo o direito de usufruir da sua vida da maneira que julgar melhor.

Se você tem medo do coronavírus, posso compreender isso perfeitamente. Cuidar da própria saúde jamais será algo prejudicial, contanto que esses cuidados não sejam exagerados, nem ultrapassem limites salutares. Cuidados excessivos podem facilmente virar hipocondria e perturbar pessoas que não tem relação alguma com a sua fobia por doenças.

No entanto, o seu medo não pode me impedir de viver a vida normalmente ou de executar quaisquer atividades — sejam elas profissionais ou de simples lazer, recreação e entretenimento — que eu deva ou sinta a necessidade de realizar. Aonde quer que vá, eu nunca ando com uma fralda na cara, e se isso ofende você, eu realmente não me importo.

Entendo perfeitamente que muitas pessoas estejam com um medo considerável do coronavírus. A mídia corporativista mainstream trabalha arduamente para criar um  exagerado espetáculo de horrores — que despeja incessantemente sobre os seus espectadores —, difundindo o pavor desproporcional do teatro global pandêmico vinte e quatro horas por dia nos telejornais. Extremamente influenciáveis, uma expressiva parcela das pessoas será suscetível a toda essa propaganda de medo, pânico e histeria irrefreável — algo que ficou muito evidente desde que a ditadura sanitária começou.

Infelizmente, muitas pessoas realmente passaram a acreditar que o simples fato de sentirem medo confere a elas poderes especiais, além de possuírem uma inerente autoridade moral sobre todas as pessoas que se atrevem a não cumprir os mandamentos da seita globalista covidiana. Se alguém é visto sem máscara, deve ser avisado para colocar a sua. Se os vizinhos estão fazendo aglomeração, é melhor chamar a polícia. Se alguém entrar em algum estabelecimento comercial, deve ser avisado para passar álcool gel copiosamente em suas mãos, como se sua vida dependesse disso.

A ditadura sanitária realmente escancarou a existência de uma “polícia moral” no seio da sociedade, que — mesmo estando completamente destituída de qualquer tipo de autoridade legítima — se acha no direito de exigir que todas as pessoas sigam rigidamente cada aspecto da seita da moda. Parece até que ainda vivemos em um mundo vigiado, regulado e monitorado pela Brigada de Costumes, cuja existência persiste, embora de forma mais moderada, em diversos países do mundo, inclusive em algumas cidades brasileiras (mais comumente conhecidas como Delegacia de Costumes). Seu propósito original era monitorar, vigiar e regularizar cada singular aspecto da vida dos cidadãos, até mesmo nos detalhes mais particulares.

Agora, temos uma “brigada de costumes covidiana”, que fica nos vigiando constantemente para ver se estamos usando máscara, se a máscara está posicionada “corretamente” — os covidiotas ficam visivelmente transtornados quando ela está abaixo do nariz —, se passamos álcool gel nas mãos, se evitamos aglomerações e seguimos religiosamente toda a cartilha sanitária-religiosa da OMS. Em breve, esse brigadianos autoritários a serviço do covidianismo nos cobrarão também a vacina. E logo mais à frente, o  certificado de imunização, sem o qual seremos possivelmente impedidos de adentrar em determinados estabelecimentos.

De qualquer maneira, parece que retornamos aos primórdios do século passado, quando a brigada de costumes atuava de forma radical e agressiva na sua missão de vigiar e monitorar cada singular aspecto da vida dos cidadãos, para conferir se o seu estilo de vida não configurava um crime contra a “moral” e os “bons costumes”.

Infelizmente, os adeptos da seita covidiana ainda não entenderam que o simples fato de sentirem medo não lhes confere nenhuma autoridade especial sobre terceiros. Você pode sentir medo do que for — de doenças, de jacarés, de médicos, de atravessar a rua, de andar de avião —, isso não lhe dá poderes especiais ou autoridade para vigiar terceiros, ditar regras arbitrárias para eles, muito menos de dizer o que as pessoas podem ou não fazer, nem como elas devem ou não viver as suas vidas. O que todo covidiota deveria fazer, para o bem da humanidade e da civilização, é limitar-se à sua insignificância. As pessoas não precisam da sua cautela desproporcional nem do seu medo histérico para viverem as suas vidas; na verdade, elas ficarão muito melhor sem isso.

Infelizmente, os covidiotas realmente acreditam que o medo é a mais nobre e imperativa de todas as virtudes. Se você tem um medo histérico do coronavírus e se protege exageradamente — seguindo religiosamente todas as recomendações da OMS —, então você é uma pessoa boa e virtuosa. Se você, no entanto, não faz nada disso, então é melhor acionar a Gestapo, pois você é um cidadão subversivo, que ousa contestar o sistema e seu “benevolente” arcabouço de crenças.

Infelizmente, os covidiotas se sentem fortalecidos por serem a grande maioria. E todos aqueles que seguem o status quo se sentem — de uma certa forma —, superiores, porque estão “seguindo as regras”, como “bons” cidadãos. Portanto, é natural que eles se achem no direito de corrigir quem não segue as regras impostas pelo sistema.

Evidentemente, como qualquer ditadura, o covidianismo não será eterno. Todo regime totalitário eventualmente acaba entrando em colapso, embora algumas ditaduras sejam realmente longevas. E é assim que devemos encarar a ditadura da moda, embora em muitos aspectos ela seja significativamente distinta dos regimes autoritários convencionais.

De qualquer maneira, são os covidiotas que devem se envergonhar de sua postura de medo mórbido diante da vida e da morte, e não as pessoas verdadeiramente normais, que conduzem as suas vidas da mesma forma como o faziam antes da eclosão do teatro global pandêmico. O covidianismo apenas revelou a imensurável quantidade de idiotas subservientes e autoritários que existem entre nós, e que estavam esperando apenas por um pretexto oportuno para mandar em nossas vidas.

Devemos ignorá-los, visto que esses indivíduos realmente acreditam que a sua histeria tem base científica, assim como pensam que quem define o que é ou não ciência é o complexo industrial-farmacêutico. Como bem sabemos, não há qualquer ciência no covidianismo. Apenas irracionalidade em massa, irrefrevável pânico sistemático e um medo incontrolável da vida e da morte.

Covidiotas não passam de marionetes facilmente manipuladas pela mídia corporativa mainstream. São obedientes e submissos escravos do sistema, mas — de tão anestesiados que estão pela propaganda oficial do regime — não conseguem nem mesmo perceber o que realmente são e a quem de fato servem.

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