Como a ditadura do coronavírus deixou a classe política em uma posição de total onipotência

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Muitas pessoas ainda não foram capazes de perceber que a ditadura do coronavírus é extremamente conveniente para a classe política. E como eles não haveriam de apreciar a atual ditadura sanitária? A população — quase em sua totalidade — obedece a todas as ordens proferidas pela elite dirigente, incondicionalmente, sem jamais contestar ou questionar.

Sendo assim, que motivos a classe política teria para abdicar dos poderes plenipotenciários que adquiriu durante a crise sanitária? O mais natural é que eles a prolonguem indefinidamente — tanto quanto for possível —, como vem acontecendo. A elite dirigente não tem absolutamente nada a perder com isso, muito pelo contrário. Afinal, ela está em uma situação confortável, onde pode auferir inúmeros privilégios e benefícios.

População, policiais militares, guardas municipais, subsecretários, todos fazem tudo o que os dirigentes políticos mandam, não importam quão irracionais, despóticas, criminosas e malévolas sejam as ordens proferidas. A classe política está no melhor dos mundos. Afinal, usufrui de poderes onipotentes e de controle absoluto sobre tudo e sobre todos. Que motivação eles teriam para desejar que a crise sanitária acabe? Nenhuma. E por isso mesmo eles a estão perpetuando, fazendo o possível e o impossível para garantir que a ditadura covidiana se estenda de forma permanente.

A atual crise sanitária é a catástrofe pública desejada por todo demagogo populista — ela lhes confere amplos poderes, exalta suas supostas virtudes e preocupação com a saúde pública, fornece argumentos oportunistas para a demonização de opositores, que podem ser classificados como genocidas e negacionistas que arriscam a vida de terceiros, pode ser indefinidamente prorrogada porque a população é servil à narrativa oficial catastrofista do sistema, fornece prerrogativas para inúmeras promessas de curas e soluções milagrosas (que jamais serão entregues da maneira como são alardeadas) e representa uma grande oportunidade de enriquecimento ilícito para a classe política, através das parcerias com o lobby dos conglomerados farmacêuticos. Esses são apenas alguns dos vários benefícios que a atual crise sanitária oferece à classe política, que eles estão prolongando e irão continuar a prolongar indefinidamente, porque tem muito a ganhar com o atual estado de coisas.

A classe política não tem absolutamente nada a perder piorando deliberadamente a presente situação. Agora, eles tem todos os incentivos à disposição para solicitar verbas polpudas do governo federal, alegando necessitar de recursos para combater a “pandemia” e comprar infinitos lotes de vacinas. Ao decretar estado de calamidade pública, os governos municipais e estaduais ficam isentos da obrigação de fazer licitações. Portanto, podem exigir recursos do governo federal à vontade, alegando que isso é uma questão de vida ou morte no combate ao coronavírus.

Que governador em um país como o Brasil não vai querer uma enxurrada de dinheiro público indo direto para a conta bancária do seu gabinete? Evidentemente, só de vantagens financeiras, a pandemia já justifica qualquer alarmismo do ponto de vista político. Agora mais ainda, visto que exigir verbas do governo federal é uma “questão de vida ou morte”. Poucas coisas seriam mais convenientes para a elite política brasileira — que é a primeira a desobedecer os decretos que ela própria institui.

Da mesma forma, ficou muito evidente que o teatro pandêmico se tornou uma bandeira política dissoluta, usada oportunamente pelos covideiros para arregimentar seguidores, acumular poder e sinalizar virtudes. Como o presidente é um indivíduo detestado e odiado por inúmeros prefeitos, governadores, senadores e deputados — que são assumidamente da oposição —, esses indivíduos tem considerável capital político à sua disposição para ajudá-los em seus projetos pessoais de poder. Agora, acusar o presidente de ser um “genocida” é um atestado moral de virtude ideológica. Nunca foi tão fácil ser um “bom” político na República Federativa do Coronavírus.

Com uma ferramenta ideológica propícia para barganhar no balcão de negócios da política, os demagogos oportunistas do estado podem exigir verbas à vontade do governo federal. Se não ganham o que querem, podem acusar o presidente de ser um “genocida” — termo que foi incrivelmente banalizado pela seita covidiana —, bem como ganhar a atenção e os holofotes da mídia corporativa mainstream e assim alegar que o chefe máximo do executivo não está fazendo tudo o que pode para combater a pandemia. Algo que é, de fato, realizado de forma constante e corriqueira.

Com tantas circunstâncias favoráveis, não é sem razão ou motivo que a classe política brasileira está se refestelando no festival de absurdos da suposta pandemia, tendo transformado a crise sanitária em um circo sem fim. Os políticos tem tudo a ganhar e absolutamente nada a perder. Na dissimulada equação do jogo político, a população vai sendo ostensivamente manipulada pelos donos do poder, enquanto é levianamente usada como cobaia dos laboratórios farmacêuticos. Bilhões em receita estão em jogo, mas a população permanece obtusa para os reais interesses de quem comanda o teatro global pandêmico. Para a classe política, a única coisa que importa é o quanto eles tem a ganhar.

Com distribuição de dinheiro do governo federal, e tendo à sua disposição a obediência cega da maior parte da população e de todos os seus subalternos — que são majoritariamente indiferentes à natureza imoral, opressiva e antiética das medidas restritivas que foram arbitrariamente implementadas —, a classe política brasileira pôde degustar o doce sabor do poder onipotente. E descobriu que gostou muito disso. Por essa razão, os ditadores estaduais e municipais vão fazer de tudo para prolongar o atual estado de coisas.

Tendo apreciado enormemente a ampliação desmesurada e ilimitada de seus poderes sobre a vida de terceiros, os ditadores de ocasião decidiram que não pretendem abdicar tão cedo dos poderes adquiridos. Muito pelo contrário — se necessário, eles irão prolongar a crise indefinidamente, visto que eles têm muito a ganhar com essa situação. Portanto, é mais do que evidente que os governos municipais e estaduais encontram-se em uma posição muito confortável, da qual podem extrair inúmeros benefícios.

Governadores podem sempre alegar que as condições no seu estado estão “críticas” para exigir mais verbas da União, e podem sempre culpar a população por desobedecer as quarentenas e lockdowns, não evitar aglomerações e não respeitar as regras da ditadura covidiana. A classe política sabe perfeitamente que pode sempre capitalizar no desespero da mídia corporativa — tendo a plena certeza de que ela lhe dará razão e atenção — e na estupidez de pessoas simplórias e imbecis, que realmente acreditam que os prefeitos e governadores estão preocupados com a saúde pública e atuando exclusivamente pelo bem-estar da população.

Consequentemente, os governos estaduais solicitam recursos financeiros para lidar com a pandemia, e o governo federal acaba enviando os recursos desejados. Evidentemente, os governadores gastam os recursos enviados de acordo com as suas prioridades pessoais. Posteriormente, eles podem sempre afirmar que a situação está “catastrófica” responsabilizando a população pela situação de “calamidade”, alegando que a situação está terrível porque os cidadãos não respeitaram as medidas restritivas como deveriam; e então o ciclo vicioso de oportunismo político se inicia novamente. E isso vai se repetindo indefinidamente, em um ciclo sem fim.

Se as pessoas decidem protestar contra os desmandos irracionais dos governadores ou de prefeitos, estes invariavelmente culpam as aglomerações pela disseminação do vírus. Assim, eles podem sempre alardear suas graciosas virtudes, afirmando que se preocupam com a população — que irá disseminar o vírus ao realizar aglomerações —, ao mesmo tempo que aproveitam essas ocasiões para se vitimizar, alegando que a população não está colaborando com os agentes públicos, ao desobedecer as medidas sanitárias que poderiam conter a pandemia. O vitimismo oportunista da classe dirigente os coloca em posição de vantagem com relação a mídia corporativa coronazista, que retrata os ditadores estaduais e municipais como “heroicos” e “virtuosos” guerreiros que estão combatendo arduamente uma “letal” e “mortífera” pandemia, mas que não recebem a devida colaboração da população, que sempre se mostra tão “ingrata” e “inconsequente”.

É interessante ressaltar, no entanto, que as aglomerações são tratadas de forma bastante ambígua pela mídia corporativa mainstream, especialmente durante protestos. Se um protesto é de direita e a favor do presidente, essa aglomeração é especificamente demonizada, sendo contabilizada como um foco de disseminação do coronavírus. Manifestações, protestos e aglomerações de esquerda, no entanto, não recebem o mesmo tratamento, visto que são consideradas manifestações legítimas, que lutam em benefício da população, conclamando as pessoas que se protejam e se vacinem, visto que lutam contra um governo federal considerado “genocida”, simplesmente porque este não chancelou as autoritárias políticas restritivas adotadas pelos governos estaduais e municipais.

E assim, esse sórdido estado de coisas se repete indefinidamente, ad aeternum, visto que oferece inúmeras vantagens políticas, financeiras, midiáticas, eleitoreiras e logísticas para os parasitas estaduais e municipais, que descobriram como é divertido brincar de ditador onipotente, controlando de forma ostensiva todos os aspectos da vida da população. Nunca antes foi tão fácil arrancar dinheiro do governo federal e parecer bonzinho.

Os governos estaduais e municipais certamente o fazem no desespero de tentar fechar as contas públicas, visto que — por conta das quarentenas e lockdowns que implementaram à força — a arrecadação de tributos diminuiu consideravelmente. Portanto, fazer chantagem com o governo federal usando a pandemia como pretexto se transformou em uma excelente fonte de arrecadação.

Toda essa situação lamentável fez os ditadores estaduais e municipais transformarem a pandemia em um previsível festival de barganha política e narcisismo eleitoral. Infelizmente, muitas pessoas ainda acreditam na mídia corporativa coronazista e nas supostas boas intenções da classe política. Muitas delas ainda acreditam que trancafiar toda a população em suas casas por toda a eternidade é a melhor solução que existe para resolver o problema.

Outra coisa que a crise do coronavírus deixou muito evidente foi a cooperação existente entre a mídia e a classe política, que trabalham juntas com o objetivo de gerar desespero na população. Adicionalmente, para continuar o seu implacável programa de difusão do pânico e do pavor na sociedade, a mídia anuncia constantemente que novas “variantes” do vírus estão se disseminando, além de alardear aberrações deliberadamente criadas para gerar histeria — como os “superdisseminadores” do vírus (a última moda da mídia covidiana) —, garantindo assim que tenhamos sempre inúmeros problemas, dos quais dirigentes políticos puros e sacrossantos irão nos salvar.

O oportunismo, a demagogia e a dissimulação fazem parte do jogo político. Além disso, existem inúmeros fatores que depõem contra o fim da ditadura sanitária. Infelizmente, estamos presos em um ciclo, onde o cenário “quanto pior, melhor” sempre irá prevalecer.

A classe política pode continuar jogando toda a responsabilidade da crise do coronavírus na população, alegando que os cidadãos continuam a fazer aglomerações. Para a mídia corporativa coronazista, essa desculpa sempre será conveniente. Em primeiro lugar, porque a mídia corporativa convencional sempre estará disposta a responsabilizar a população pelo quadro de pandemia — pelo fato desta não respeitar as medidas irracionais e inúteis de isolamento e distanciamento social, que devem ser, naturalmente, desobedecidas —, e em segundo lugar, porque muitas pessoas continuarão sendo seduzidas e escravizadas pelo medo, pelo pavor e pelo pânico, sendo levadas a acreditar que uma classe política angelical, generosa, paternal e amorosa realmente deseja salvar a todos de uma terrível, letal e perigosa pandemia.

A verdade é que a classe política não está tentando salvar ninguém de coisa nenhuma. Eles estão apenas se esforçando em perpetuar um estado de coisas que é muito conveniente para eles, pois lhes dá imensurável capital político e econômico para que eles possam concretizar os seus projetos pessoais de poder.

A ditadura sanitária mostrou — para além de qualquer dúvida — como o estado é perigoso. Acima de tudo, aqueles que o controlam sempre estarão em busca de alguma prerrogativa que lhes sirva de pretexto para expandir continuamente o seu nível de poder sobre os cidadãos e a sociedade como um todo.

Depois que a elite dirigente degusta o sabor do poder total, ilimitado e irrestrito sobre a população, eles farão tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a manutenção destes poderes, que jamais poderão ser limitados por mecanismos constitucionais. Estes não passam de uma ficção vulgar, que de nada servem para combater um monstro real — o estado onipotente —, que tem psicopatas da pior espécie no seu comando. No final das contas, nossas liberdades sempre estarão ameaçadas pelas vaidades narcisistas e pelas ambições pessoais de poder dos ditadores de ocasião. O covidianismo mostrou isso de forma irrefutável.

A crise do coronavírus mostrou como confiar no estado ou na classe política exige grandes doses de ingenuidade. A realidade prática mostra que o estado não passa de uma organização criminosa, saturada de indivíduos que veem no governo formas de saciar suas aspirações pessoais de poder.

Não existe nada mais inocente do que pensar que o estado está disposto a resguardá-lo, acariciá-lo e protegê-lo, quando na verdade o que ele realmente pretende é crescer até esmagá-lo, de maneira a deixá-lo sem possibilidades de se defender ou protestar contra ele. O estado não é seu amigo, seu protetor, seu aliado. A única coisa que ele pretende ser é um monopólio total e absoluto e todas as suas ações buscam concretizar esse objetivo.