Coronavírus: O que é melhor? Deixar a epidemia seguir ou achatar a curva?

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Por mais alta que seja a taxa de mortalidade do coronavírus (também chamado Covid-19), a resposta do governo à ameaça é ainda mais perigosa. Se o atual bloqueio da vida econômica continuar, mais pessoas morrerão pelas contra-medidas do que pelo próprio vírus.

Em pouco tempo, o fornecimento básico de bens do dia-a-dia estará em risco. Ao interromper as cadeias globais de transporte suprimentos de medicamentos importantes logo vão faltar; até mesmo a oferta de alimentos estará em risco. É assim que uma estratégia de contenção funciona: operação bem-sucedida, paciente morto.

Duas estratégias

A principal preocupação dos responsáveis ​​pela assistência à saúde não é o número absoluto de óbitos, mas seu objetivo é “achatar a curva”, ou seja, estender a frequência dos casos de infecção para evitar uma concentração temporária de casos. Com esse foco, as autoridades ignoram os efeitos colaterais de suas medidas. As agências estatais estão obcecadas em suavizar a curva e, assim, ignoram que perseguir quase exclusivamente esse objetivo trará mais danos colaterais do que o possível custo da própria epidemia.

Se os governos continuarem a agir como estão agindo agora, as pessoas logo serão confrontadas com o problema de não poderem mais comprar as coisas necessárias. Primeiro, porque as prateleiras estarão vazias; segundo, mais tarde, quando as prateleiras se encherem novamente não poderão mais comprar por falta de renda. As empresas fecharam e os salários não aparecerão nas contas bancárias. As datas de vencimento dos pagamentos não serão cumpridas. Não é o coronavírus que paralisará a economia, mas a maneira pela qual os políticos está respondendo à epidemia.

Uma outra estratégia (praticada parcialmente pela Coreia do Sul e até recentemente pelo Reino Unido) deixa o vírus seguir seu curso, interfere pouco na economia e espera que a população se imunizasse. Este é geralmente o caso quando 60–70% da população está infectada (modelo de imunidade de rebanho). As pessoas imunizadas são protegidas para a segunda onda, que geralmente segue a primeira em ataques de vírus.

Com esta estratégia, a vida cotidiana continua normalmente. Escolas, restaurantes e bares permanecem abertos. Eventos estão permitidos. O governo limita-se a apelos — para evitar riscos desnecessários, para tomar medidas preventivas individuais e, acima de tudo, convida os idosos a ficar em casa.

Na Europa e no resto do mundo, o estado de emergência foi proclamado. Mesmo que o pesadelo atual termine e os toques de recolher e proibições de viagens não existam mais, levará muito tempo para a economia se recuperar — não do vírus, mas da resposta ao vírus.

Nos Estados Unidos e em muitos países europeus, o estado assumiu o controle, acreditando que, por severas restrições da vida pública e privada, o governo poderia controlar a epidemia. A opinião prevalecente é de que não há alternativa ao método de praticamente acabar com a economia e impor severas restrições à vida cotidiana das pessoas.

No entanto, em vez do atual procedimento, pode-se deixar a vida continuar como de costume. De fato, até agora, não há mais mortes do que o habitual, mesmo na Europa. Na hipótese de que no futuro a taxa de mortalidade deva subir (neste momento, quem sabe?), pode-se lidar com o aumento de casos através de medidas emergenciais de curto prazo. Em vez dos imensos custos que a política atual acarreta, seria fácil começar agora com a preparação e expandir a capacidade de cuidar de doentes, moribundos e mortos.

Essa estratégia que respeita os direitos humanos contrasta com a “estratégia achatada” do intervencionismo estatal que se baseia numa ideologia totalitária.

A estratégia de nivelar a curva

O objetivo da estratégia política dominante é conter a epidemia para espalhar o contágio pelo vírus a longo prazo. Não se trata de reduzir o número total de mortes. Os órgãos estaduais preocupam-se em evitar o pico na distribuição de frequências e mudar o número de casos para o futuro (Fig. 1).

figura 1: Curva de frequência para epidemias e capacidade do sistema de saúde

Fonte: MIT Press Reader

De acordo com esse modelo (observe que faltam números exatos), haveria um aumento acentuado na frequência de casos por dia sem medidas de proteção (Cases without protective measures), que, no entanto, também diminuiria rapidamente (Reduction in peak of outbreak). De acordo com o modelo, casos com medidas de proteção tornariam a curva suave e permaneceriam dentro dos limites de capacidade do sistema de saúde (Health care system capacity).

O modelo pode estar correto por si só, mas ignora a extensão dos danos causados ​​pelas medidas de controle. Já temos uma amostra disso: além das restrições drásticas ao tráfego aéreo internacional e do fechamento parcial das fronteiras, há uma série de outras medidas que intervêm profundamente no dia a dia dos cidadãos e visam isolar o máximo possível a todos.

As autoridades querem fazer as pessoas acreditarem que as muitas restrições que já existem são medidas a curto prazo. Mas o que acontecerá se a estratégia de contenção durar muito mais do que o previsto? Agora, as consequências para a economia já são catastróficas. A cada dia e a cada semana, o dano aumenta com mais vigor. Mesmo quando as políticas conseguem conter a doença viral, os danos econômicos persistirão por muito mais tempo.

A ameaça real não é o coronavírus, mas a onda de falências e de desemprego que logo se espalhará pelas economias como um tsunami. Se os governos honrarem seus compromissos de ajuda e fizerem pagamentos compensatórios às pessoas e empresas afetadas, serão necessárias compensações financeiras tão altas que a inflação de preços poderá resultar e agravar o efeito da depressão econômica. Veremos um empobrecimento generalizado — não por causa da epidemia, mas por causa da resposta política à epidemia.

https://www.krqe.com/health/coronavirus/johns-hopkins-offers-live-interactive-map-of-global-coronavirus-cases/

Primeiro, o governo destrói a economia, depois atua como uma oficina e reivindica a indispensabilidade do estado. No final, o custo do combate à epidemia será maior que o dano que apareceria se se deixa o vírus seguir seu caminho. Esta é a verdadeira tragédia do que está acontecendo. É o resultado de uma posição arrogante, a falsa afirmação de que políticas autoritárias sejam indispensáveis e servem para o bem-estar do povo.

Contra a política do pânico de medo

Sim, há motivos para entrar em pânico, mas não é o vírus, é a política contra Covid-19. O pânico organizado serve como um excelente teste para o estado do quanto ele pode aterrorizar os cidadãos e tirar suas liberdades sem encontrar resistência. Como ovelhas, as pessoas seguem as ordens de seus líderes. A mídia está preparando os cordeiros para irem silenciosamente e sem gritar para o matadouro.

Virologia, epidemiologia e áreas afins mostram que quase tudo o que os meios de comunicação, políticos e governos dizem está errado ou distorcido.

O número oficial de mortes atribuído ao coronavírus está incorreto. Não há uma maneira confiável de dizer, pelo aparecimento do vírus Covid-19 em um cadáver, que essa pessoa morreu por causa desse vírus. A vida das pessoas termina devido a inúmeros fatores e os idosos morrem de todos os tipos de doenças. Se o Covid-19 é encontrado em um cadáver, isso não prova que o vírus foi a causa da morte. O coronavírus é apenas uma das inúmeras causas possíveis.

As estatísticas sobre o número de portadores de vírus estão incorretas, uma vez que as taxas de erro dos dispositivos de teste para novos fenômenos de doenças são geralmente altas e, no caso de testes para o vírus Covid-19, provavelmente são ainda maiores, uma vez que a demanda por eles e seu uso aumentou extremamente em pouco tempo. Um conjunto de dados publicados pelas autoridades não significa que os números refletem os fatos corretamente. Mesmo testes padrão têm taxas de erro e, geralmente, vários testes são necessários para chegar a um julgamento confiável.

As modificações dos vírus existentes ocorrem constantemente. Sem testes específicos, a taxa de mutações não se detecta. Se ela fosse descoberta, você poderia entrar em pânico quase todos os dias. Pode-se ter certeza de que mais cedo ou mais tarde outro vírus aparecerá quando a epidemia de coronavírus tiver terminado. Imagine se os políticos reagirem da mesma forma como agora cada vez que se encontrar um novo tipo de vírus — algo que acontece continuamente — e a absurdidade da política atual se revela.

Além dos danos econômicos provocados pela política que está praticada em frente da epidemia, uma tragédia ainda maior se esconde: a perda dos direitos humanos fundamentais e da nossa liberdade individual. Dados os métodos modernos de vigilância, um novo tipo de totalitarismo superaria todos os horrores conhecidos dos regimes ditatoriais passados.

Conclusão

A estratégia de deixar o vírus correr e aceitar que as pessoas sejam infectadas muito rapidamente contrasta com a outra estratégia, que quer achatar a curva. No fim, ambos os modelos esperam uma taxa de infecção de cerca de dois terços da população. A primeira estratégia evita paralisar a economia e evade interferir na vida cotidiana. O governo se limita amplamente a apelar à população para que tome medidas de precaução e se adapte ao comportamento individual. A segunda estratégia visa prolongar o período de contágio, interferindo drasticamente na economia e na vida cotidiana, a fim de evitar sobrecarregar a capacidade existente do sistema de saúde.

A estratégia autoritária assume um enorme risco. Suas consequências já são visíveis. A política de fechar grande parte da economia destrói a delicada rede da divisão do trabalho e, assim, destrói a base da prosperidade. Mesmo que a estratégia de achatamento seja bem-sucedida, ela envolverá imensos danos colaterais, dos quais a economia não se recuperará por muito tempo. Uma estratégia melhor seria deixar a economia intacta e se preparar para uma eventual emergência sem muita interrupção da vida cotidiana.

33 COMENTÁRIOS

  1. O cara é sumidade no assunto mas o mais impressionante, não é o texto muito bem colocado e objetivo mas sim, o pouco entendimento das pessoas que o lêem ! Alheios aos acontecimentos mencionan casos esdrúxulos e sem qquer semelhança ao acima exposto!
    Parabéns ao mestre que, em momento algum falou ou induziu que optássemos pela alternativa A ou B mas sim, foi claro em explanar as consequências destas!

  2. Simplificando: A distância de renda entre ricos e pobres está cada vez maior, a cada ano. Quem é rico vai ter menos poder/renda, mas não vai morrer de fome, com ou sem achatamento. Já são ricos. Não tem nem tempo hábil de gastar o que juntaram. E os muito ricos vão ficar mais ricos (pois tê lastro para compra do mediano que “´perdeu playboy”) pois vivemos basicamente num regime de castas disfarçado. Matematicamente: se cada vez menos pessoas, estão cada vez mais ricas, vai morrer menor quantidade nesta classe. E tem mais, é n esta classe onde normalmente os velhos (que afortunaram a geração atual) que menos valorizam/ cuidam diretamente deles, basta ver a ocupação das casas de repouso chiquetosas (que custam o olho da cara, R$ 10, R$ 15, R$ 20 mil/mês). O pobre não, o neto ainda pede benção pro VÔ. Este mora na casa da frente, a filhas moram na casa do meio e a neta grávida com 15 anos, mora nos fundos. Vão morrer em maior quantidade? sim, mas e daí? Quem tá se preocupando, pois com ou sem achatamento já estão fadados a morrer ou viver vendendo o almoço para comer a janta. OBS.: Detesto PT e quem é amigo de Petista.

  3. Qual o objetivo da economia ? É gerenciar os recursos em busca do beneficio social.
    Qual o bem mais valioso ? Penso que é a vida. Quanto este doutor daria para que seu pai, sua mãe, seu filhos não morressem por falta de leitos hospitalares. A economia pode quebrar que ela será recontruida. Mas as vidas perdidas não serão recuperadas.

  4. Do ponto de vista de saúde pública os Governos optaram por achatar a curva, exceção de alguns países asiáticos.
    Mas é fato que a medida, ao fim e ao cabo, é mesmo protelatória, senão inócua, pois 2/3 da população mais dia menos dia e até que surja a vacina será infectada.
    Se não surgir vacina ou medicação eficaz será questão de alguns meses para o número de mortos aumentar, a economia mundial falir, até que ocorra a tal “imunização de rebanho” em que o vírus deixe de circular em razão de a população já se encontrar suficientemente imunizada.

  5. Texto repleto de lucidez. Do que adianta termos pessoas curadas sem emprego e possibilidade de criação de riqueza. Os ignorantes esquecem da correlação entre pobreza e suicídio. Estamos vivendo tempos malucos!!

  6. Trabalhei com um juiz respeitado alguns anos atrás … quando começou a globalização e ele simplesmente disse :A globalização será o princípio do fim da humanidade… acho que estou entendendo agora o que ele quis dizer…

  7. Eu sabia que vocês eram meio psicopatas, mas não sabia que chegava a esse nível de miséria e escória. Ora, o Reino Unido FELIZMENTE abandonou a sua estratégia de não fazer nada e é exatamente isso que o vai salvar de 500 mil mortos (mais 500 mil de pessoas com outras doenças que não terão leitos hospitalares). Graças a esse estudo: https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-NPI-modelling-16-03-2020.pdf

    Em vez de se fundamentarem no dogmatismo religioso da vossa ideologia, busquem o que a CIÊNCIA diz sobre o assunto. Será a ação do ESTADO a salvar milhões de vidas e será também o ESTADO a garantir a sobrevivência das pessoas com apoio direito e talvez alguma modalidade de renda básica.

    Aprendam um pouco antes de defenderem baboseiras perigosas: https://www.youtube.com/watch?v=zF2pXXJIAGM

    O neoliberalismo, depois dessa, só sobrevive perante o povo se vocês apelarem novamente a ditaduras, como fizeram no Chile.

    • “O estado quebra suas pernas e te dá muletas”.

      “- Vejam que maravilha! Se não fosse o estado eu não teria essas muletas e não poderia andar!”

      Cara, parabéns por ser tão retardado.

      Só existe alguma ameaça excepcional à vida com o surto dessa nova gripe (se os piores prognósticos realmente estiverem corretos) pois o estado nos rouba trilhões e nos entrega um sistema de saúde mediocre.

  8. Bom dia.
    É preciso o mínimo de respeito ao pensamento e direito de expressão.
    Tem sim inconsistências mas tem muita coisa interessante.
    É preciso sim pensar na outra via.
    Tudo para funcionar, inclusive na saúde, depende da produção.
    Muitas coisas a fazer, mas o cobertor além de curto precisa ser responsável.
    Muitos exemplos exitosos e outros não.
    Será preciso encontrar o meio termo e ele vem com o respeito à toda e qualquer manifestação, cem com organização das ações de forma mais centralizada sem essa pulverização que estamos vendo.

  9. Sem pessoas não existe economia!!!
    Sou profissional da saúde e acho LAMENTÁVEL E IRRESPONSÁVEL da tua parte publicar isso para milhares de pessoas lerem, contrariando as orientações das autoridades de reclusão! Estamos falando de uma pandemia, trata-se de VIDAS.
    Aproveite e procure ler sobre qual a capacidade de UTIS temos LIVRES no Brasil para receber todos os doentes que necessitarão de suporte! Lembrando que, para as pessoas se curarem e termos essa “taxa de letalidade” da doença que você se refere muitas precisam ter sido TRATADAS, receber o atendimento necessário!
    FÁCIL pra você ficar estudando toda essa teoria e escrever esse textão do celular sentado em uma cadeira enquanto estamos trabalhando duro nos hospitais e enquanto as pessoas estão morrendo!
    Você está com alguém da sua família contaminado pelo coronavírus? Você perdeu alguém próximo da doença?? Se as pessoas passarem a pensar como você teremos o COLAPSO do nosso sistema de saúde, isso significa que as pessoas não terão atendimento, teremos que ESCOLHER quais pessoas iremos internar em uma UTI!
    É obvio que a indústria de medicamentos, de álcool, de máscaras e de tudo que for necessário para salvarmos vida terá lucro! Ainda bem, porque assim teremos insumos e ao mesmo tempo as pessoas que trabalham irão receber, já que estamos vivendo em uma sociedade capitalista, né?
    Seja responsável pelo o que vocês escreve!

  10. Creio que a economia tem razões que a própria razão desconhece. Antes mesmo das tentativas de achatamento da curva as bolsas de valores despencaram.
    As curvas da economia são o inverso das curvas da epidemia, a atenuação da curva da epidemia provocará um pico na curva de desastre econômico, na situação inversa, como diz o autor, o pico na curva da epidemia achataria a curva do desgaste econômico.
    Aceito o pico epidêmico como convenceremos os que vão morrer sufocados pela pneumonia que a morte seria compensada pela melhor situação econômica dos sobreviventes ?

  11. Adoro o professor Mueller, acabei de ler um livro dele há poucos dias, Os Fundamentos do Anarcocapitalismo. Mas esse texto está cheio de erros e problemas, e no atual momento é um texto muito perigoso, irresponsável.

    Usando as previsões atuais da Europa, o número de mortos no Brasil será de milhão(ẽs) caso as medidas sejam frouxas ou milhares caso as medidas sejam extremas. Considerando que o Brasil tem uma população mais velha e mais pobre, os números devem ser um tanto piores.
    Pois o achatamento da curva reduz sim o número de mortos, principalmente quando se considera que pessoas vão morrer por falta de leito, incluindo aquelas que precisam e não tem COVID-19.

    Precisamos colocar ideologias de lado e se basear em dados. O mundo enfrenta uma pandemia como a muito tempo não enfrentava, numa era de pura globalização.

    A economia pode se adaptar e estará pronta para se recuperar depois da pandemia, já as vidas em risco não.

  12. A coreia testou todo mundo e isolou os positivos, o q achata a curva.
    O reinio unido mudou toda a estratégia.
    Não faz sentido esse texto, com Itália e Espanha colapsando pq fizeram exatamente o q o autor defende q façamos

  13. Parabéns pelo texto, alguém que não se curva e tem com coragem de se manter em pé diante de alguns interessados na calamidade, que pagam de bonzinhos, como a própria OMS e indústrias como a farmacêutica, que vendeu 300x mais máscaras, por ex, e outros líderes estatais. Ninguém está falando que o caso de quem está no hospital não seja grave, ninguém está minimizando a situação de quem está mal e que faz parte do grupo de risco, mas alguém fala que a tuberculose em 2018 matou mto mais em menos tempo que o corona e que todo o ano morrem mais pessoas de h1n1? Por que quanto a essas doenças não se criaram políticas de reclusão total? E alguém foi buscar entender o pq a Itália foi bruscamente e agressivamente afetada pelo corona vírus? Aposto que quem tá aqui, usando de ofensas para criticar o texto, e não de forma respeitosa e argumentativa, não buscou nada, só sabe argumentar com o que a televisão e sites populares dizem (que tb são meios que estão lucrando com essa situação).

  14. Temos 2 pontos de vistas diferentes. Lendo e relendo o texto, penso que pelo mesmo ponto de vista do autor, existe lógica no que está escrito, por outro lado, sabemos que esta pandemia pode nos trazer resultados inesperados em vários aspectos … uma total revisão de políticas econômicas, principalmente no Brasil … quem sabe ajudará a rever uma recessão absurda que poderá surgir a permanecer esta política de quarentena que afeta a tudo e a todos!? Apenas um aspecto do que já está ocorrendo: Aumentos de preços absurdos e sem controle do Governo nos alimentos … absurdo e ináceitável! Este é o nosso Brasil, estes são os nossos Empresários … E então … o que fazer? Opção A ou B ou ficamos parados aguardando os resultados!? Lembrando que, nada está tão ruim que não possa piorar!? O texto faz sentido sim!!!

  15. Que texto irresponsavel e cheio de equivocos de epidemiologia. P ponto é: a economia sera destruída esse ano. É um caos dificil de retornar. E ai depende o qie se quer: destruir agora, com mais mortos ou ao longo do ano, com menos mortos e capacidade de recuperação.

    Sinto quando vejo pessoas dando pitaco em uma area que não é a dele – contrariando especialistas, sem propor nada, apenas passando a desinformação a frente.

    • Nelson, é difícil a teoria pra quem só enxerga um ponto da equação. Economistas como o Antony Mueller enxergam a visão geral. Bastiat, o que se vê são os hospitais, o que não se vê é toda a complexa cadeia da divisão do trabalho destruída e toda a miséria, caos e morte que isso vai causar. Parabéns pela sua visão limitada.

  16. O modelo “liberal” ignora que o número acentuado de mortes, deixando a epidemia solta, também irá interferir na economia. Muitos empreendedores, diretores e executivos das empresas morrerão, o que afetará a sua gestão, mesmo levando-a à falência. Parte considerável da mão de obra estará morta, a empresa vai parar simplesmente por falta de funcionários. O mercado consumidor irá se reduzir na medida em que milhões de consumidores estarão mortos ou acamados. Quando a epidemia se reduzir, teríamos do mesmo modo mortes posteriores associadas à falta de bens e produtos, ou ao seu consequente preço muito inflacionado.
    Ou seja, um número acentuado de mortos e doentes graves ao mesmo tempo irá afetar a economia tanto quanto a intervenção do governo, o que o artigo ignorou.