Fechamento de academias e parques foi mais um crime contra a saúde pública, apontam 3 estudos

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E começaram a surgir estudos que comprovam o óbvio: o exercício físico e a manutenção de uma boa qualidade de saúde muscular são fundamentais para o melhor desfecho da covid-19.

Já sabíamos que a porcentagem de massa magra (quantidade de músculos no corpo humano) é fundamental para a manutenção da saúde como um todo, com diversos trabalhos científicos demonstrando o benefício da atividade física e do exercício físico em inúmeras doenças e condições clínicas. Era de se imaginar que o mesmo valeria para a pandemia de COVID-19, mas agora temos comprovação científica consistente desse fato.

Um trabalho espanhol publicado no início deste ano, em uma revista dedicada ao tratamento de doenças infecciosas, traz informações bastante consistentes e conclui que um estilo de vida sedentário piora a mortalidade de doentes hospitalizados com a COVID-19, independentemente de outros fatores de risco descritos previamente (obesidade, idade avançada, comorbidades pré existentes – para citar alguns). Esse estudo conclui que a atividade física regular influencia a evolução da infecção pelo SARS-CoV-2, favorecendo um bom prognóstico!

Esse estudo foi também reproduzido no Brasil pelo grupo do HCFMUSP com resultados bastante semelhantes e acrescentou a informação de que a quantidade de massa magra e a força muscular foram fatores preditivos do tempo de internação desses pacientes internados com COVID-19 moderada e grave. Ou seja, quanto mais massa magra e mais força muscular: menor o tempo de internação e melhor a recuperação da doença.

Outro dado, bem importante nesses tempos de home office, é que quase não adianta nada fazer 1h de exercícios intensos se passar o resto do dia totalmente sentado. Ou seja: além do exercício físico é imprescindível que nos mantenhamos ativos.

Outros estudos com a mesma temática estão sendo disponibilizados, como um trabalho americano publicado essa semana no British Journal of Sports Medicine em que quase 50 mil adultos com COVID-19 foram avaliados quanto à prática de exercícios físicos. Esse último trabalho concluiu que seguir de forma consistente uma prática rotineira de exercícios físicos está fortemente associado a um risco reduzido para o desenvolvimento da forma grave da doença. E recomenda a promoção da atividade física como medida prioritária de saúde.

Essa situação toda da pandemia só serviu para deixar ainda mais claro algo que sempre discutimos por aqui: a constatação de que a intervenção estatal sempre consegue piorar uma situação, por mais dramática que ela possa ser em sua origem. Entre outras coisas, ficou provado que o governo está disposto a sacrificar a saúde de pessoas inocentes para simular uma capacidade assistencial que nunca teve e nunca terá.

Por fim, precisamos nos questionar seriamente se essa situação de quarentena, lockdown e do fechamento dos parques, praias e academias, entre outras medidas, pode ter contribuído – 1 ano depois – para que a doença atingisse de forma mais grave pessoas que até então eram ativas.

Caso a resposta seja afirmativa, ficará evidente o crime cometido por muitos prefeitos e governadores, que decretaram o fechamento de parques, praias e academias, inclusive academias de condomínios, durante meses, impedindo que as pessoas mantivessem ou iniciassem rotinas de exercícios que iriam deixá-las mais saudáveis e, portanto, mais preparadas para derrotar o vírus.

Isso sem mencionar a imposição do uso de máscaras em academias e parques, sendo que até a própria OMS (que eles dizem seguir) diz que não se deve usar máscara durante atividade física pois faz mal à saúde – outro atentado contra a saúde pública que eles precisam responder na Justiça.

Quantas mortes esses decretos inconstitucionais estapafúrdios adicionaram ao total de mortes Covid?