O feliz fim das máscaras

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As pesquisas sobre as medidas coercitivas de combate ao Covid nunca foram totalmente confiáveis, nem mesmo desde o início dos lockdwons. Isso acontece quando todos sabem o que devem acreditar e dizer. Os pesquisados ​​realmente não confiam na voz do outro lado. Depois de semanas de pânico da doença e figuras da mídia gritando que todos deveriam ficar em casa, usar máscara, ligar seus laptops, pedir iFood e pagar por uma assinatura da Netflix – porque essa é a única maneira de lidar com uma pandemia – as pessoas sabiam exatamente o que dizer quando perguntado.

Certamente mais pessoas nos EUA concordaram com os lockdowns, máscaras, fechamentos e decretos do que poderíamos prever. Os europeus estavam nas ruas protestando muito mais do que os americanos. E foi preciso a coragem moral e o ativismo dos caminhoneiros canadenses para instanciar a rebelião contra o controle Covidiano na América do Norte.

Mesmo assim, pressentia-se que há dois anos os americanos estavam a ponto de ebulição. Ficou claro no verão de 2020, quando os protestos de George Floyd se espalharam pelo país. Uma causa justa, com certeza, mas também finalmente uma chance para os trancados saírem de suas casas, ver seus amigos e desabafar. É claro que apenas algumas semanas depois, as autoridades de saúde pública disseram “Chega disso” e as pessoas voltaram à monotonia do cumprimento de ditames arbitrários.

Nas últimas semanas, as cenas nos aeroportos foram bastante bizarras. Mesmo que o resto da sociedade na maioria dos lugares tivesse a sensação de total normalidade, no aeroporto a praga parecia em toda parte. As máscaras, os anúncios barulhentos, os sinais absurdos de distanciamento social mesmo quando todos estavam ombro a ombro, e a maneira como éramos obrigados a comer biscoitos ritualisticamente para ganhar o direito de respirar – era tudo absurdo.

Os protocolos do Covid não estavam fazendo nada para impedir a pandemia, mas muito para torná-la uma presença massiva em nossas vidas, mesmo que nada disso fosse mais real. Em certo ponto, parecia um filme distópico vulgar: o objetivo do governo despótico é fabricar uma crise para que as pessoas vivam com medo e obedeçam.

Mas o aeroporto era particularmente estranho. Por que o medo existe aqui, mas não existe alguns quilômetros adiante? Por falar nisso, por que o medo existe ao caminhar ou ficar em pé, mas desaparece quando você está desembolsando US$20 por um coquetel no bar do aeroporto?

A TSA já havia parado de encher as pessoas por não usarem máscaras. E muitas pessoas já estavam testando os limites do que poderiam fazer. A resposta foi bastante. Sim, você tinha que colocar a máscara ao embarcar, mas depois disso, ela poderia deslizar abaixo do nariz e finalmente descansar no queixo, e a fiscalização se tornou pouco mais do que talvez um toque no ombro. Foram-se as ameaças agressivas de bani-lo para sempre de voar novamente.

O governo Biden já havia cometido um grande erro de cálculo em janeiro de 2021 ao anunciar 100 dias de uso de máscara para deter o vírus e, claro (e quem não sabia que isso aconteceria?) os 100 dias vieram e se foram e a propagação do vírus foi pior do que nunca e o decreto da máscara persistiu. Mesmo alguns dias antes de a juíza da Flórida emitir um julgamento abrangente para o Health Freedom Defense Fund e contra o governo Biden e o CDC, Biden estendeu o decreto até maio, apenas para garantir.

“Esta é obviamente uma decisão decepcionante”, disse Jen Psaki em resposta à decisão do tribunal. A opinião dela aqui é muito obviamente a de uma pequena minoria. Assim também para o governo Biden em geral.

Aqui está o que eu achei surpreendente. Fiquei genuinamente surpreso com a maneira como todo o mecanismo de compulsão e controle se desenrolou, não em meses, não em dias, mas em horas e minutos. Uma companhia aérea após a outra anunciou que não iria mais aplicá-la. A companhia de trem juntou-se a elas. Até o metrô de Washington D.C. disse chega.

Então os vídeos começaram a vazar: AS PESSOAS ESTAVAM COMEMORANDO! Especialmente os funcionários. Eles são os que mais sofreram. Eles estavam cansados ​​de trabalhar o dia todo com os rostos cobertos e depois serem obrigados a impor a regra estúpida a todos os outros. Eles podiam ler a ciência. Qualquer um poderia. Depois de um tempo, eles também certamente perceberam que estavam sofrendo gaslighting.

Acontece que os maníacos por controle misofóbicos que queriam que toda a população fosse amordaçada tornaram-se uma pequena minoria, os esquerdistas fanáticos que dependiam da mídia digital para amplificar suas opiniões estranhas para que parecessem ser populares. A fachada rachou e ruiu quase ao mesmo tempo, de uma só vez, a ponto de ser efetivamente impossível para o governo Biden apelar.

Na minha vida, não tenho certeza se consigo me lembrar de alguma outra vez em que uma regra do governo federal imposta a um país inteiro, que afetava tantas pessoas diariamente, foi subitamente declarada completamente ilegal – não apenas recentemente ilegal à luz de novos dados, mas ilegal o tempo todo. Significa que o governo, e não o povo, violou a lei. Isso não deixa de ser surpreendente. Certamente as implicações disso ressoarão por muitos anos vindouros.

Tenha isso em mente: foi a opinião pública que impulsionou isso. Isso é glorioso. Isso, por sua vez, foi fortemente fundamentado pela inteligência e bravura das pessoas comuns que há muito perderam a confiança nas autoridades. Não tenho certeza de quando foi o ponto de virada na narrativa, mas certamente o mês de dezembro de 2021 teve algo a ver com isso. Os casos foram maiores do que nunca, e as mortes também foram um grande problema. A turma do Zoom pegou Covid, apesar de todas as suas “precauções” e não importa quantas vezes arregaçassem a manga para a injeção.

Este parece ter sido o ponto de virada, aquele momento pelo qual tantas pessoas esperaram tanto, o alvorecer e o enraizamento de uma percepção: as “medidas de saúde pública” que o governo nos impôs há muito tempo não funcionaram. Talvez, apenas talvez, uma pandemia tome uma trajetória previsível, como o sol, as estrelas e as marés, e o governo apenas finja controlá-la.

A juíza Kathryn Kimball Mizelle, em sua brilhante decisão, usa uma palavra de passagem para descrever o esforço para separar e mascarar à força a população: “experimental”. Exatamente certo. Eles experimentaram em nós. Nas pessoas! A experiência deles não só fracassou. Ela criou uma vasta carnificina por toda parte. Mesmo agora, estamos longe de superar o sofrimento. A inflação, os problemas da cadeia de suprimentos, as perdas educacionais e de saúde, a desmoralização ainda estão conosco e provavelmente piorarão.

Enquanto isso, a partir de agora, certamente parece que as pessoas que fizeram isso conosco – muito menos de 1% da população e talvez não mais do que algumas centenas que confiaram na Big Tech e na grande mídia para tornar sua ideologia marginal maior do que própria vida – estão à beira de serem completamente desacreditadas. Veremos.

Enquanto isso, as restrições para os viajantes que chegam aos EUA ainda existem. As pessoas ainda estão sendo demitidas de seus empregos por não serem vacinadas. Muitos países ainda estão fechados. E todos os meios de comunicação que pressionaram por lockdowns e decretos estão alertando que eles voltarão, é só esperar para ver.

Mais sinistramente, todos os poderes que essas pessoas abusaram ainda são possuídos pelo estado administrativo. A Lei do Serviço de Saúde Pública de 1944 ainda está conosco junto com o poder federal de quarentena que é tão facilmente abusado. Isso precisa ser eliminado. São necessárias mais reformas, mais investigações, mais verdades, além disso, precisamos de garantias férreas de que nada como isso jamais acontecerá novamente.

No Brownstone Institute, estamos particularmente interessados ​​em ver de perto, muito mais de perto, exatamente como tudo isso aconteceu. Há dezenas de perguntas que permanecem. A luta para contar a história começa agora, e esse esforço vai durar muitos anos.

Eu encontrei um filme na Netflix, e é um ótimo filme, mas eu nunca o recomendaria a ninguém porque é muito aterrorizante psicologicamente. Chama-se After Masks e com mais de 100 minutos conta as trágicas histórias de muitos indivíduos que vivem isolados. Imagine um filme sobre confinamento solitário na prisão, exceto que os prisioneiros têm smartphones. Foi profundamente doloroso, quase tanto quanto a vida foi para tantos nesses dois anos.

O que os lockdowns e os decretos fizeram à sociedade é uma verdade dolorosa e com a qual estaremos lidando por muitos anos. Por mais que todos queiramos que isso desapareça, e por mais que todos tenhamos grandes motivos para comemorar este dia, por mais que a revogação do decreto da máscara represente um fim simbólico, ninguém deve perder de vista o problema mais profundo: tudo isso aconteceu conosco, e não apenas conosco, mas com bilhões de pessoas em todo o mundo.

Não aconteceu por acaso. Isso aconteceu porque um pequeno grupo de intelectuais, que de forma implausível ganhou o controle de uma máquina de poder, acreditou que tinha o poder de refazer o mundo e usou uma pandemia para testar suas habilidades. Essa é uma realidade aterrorizante e que deve pairar em nossas mentes e corações por muitos anos.

 

 

Artigo original aqui