O imperialismo dos EUA criará intencionalmente outra guerra mundial?

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Resumo:

  • Por mais de um século, os Estados Unidos se intrometeram nos assuntos de outros países contra a vontade das próprias populações que alegam ter “salvo”
  • Entre 1946 e 2000, os EUA interferiram em mais de 80 eleições estrangeiras. Repetidamente, os EUA orquestraram golpes para remover líderes democraticamente eleitos – tudo em nome da “defesa da democracia”
  • Havaí, Cuba, Filipinas, Nicarágua, Haiti, República Dominicana, Irã, Guatemala, Indonésia, Congo, Iraque e Honduras são apenas alguns exemplos de países que foram vítimas do imperialismo americano
  • A intromissão dos Estados Unidos nas eleições estrangeiras há muito é racionalizada como sendo feita “por uma boa causa”, mas uma nação que afirma valorizar os processos democráticos pode minar esses mesmos processos em outros países e chamar isso de defesa da democracia?
  • Os EUA ainda estão mostrando seu poder imperialista, desta vez buscando escalar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia em outra guerra mundial e, potencialmente, uma nuclear

Nos últimos meses, os EUA despejaram bilhões de dólares dos impostos na Ucrânia, ostensivamente para ajudar a Ucrânia a lutar pela liberdade e preservar a democracia. Isso apesar do fato de a Ucrânia ter sido considerada um dos países mais corruptos do mundo e do fato de que ninguém sabe para onde todo esse dinheiro está realmente indo. Em suma, toda a operação parece ser uma cobertura para lavagem de dinheiro.

Mas a intromissão dos EUA no conflito da Ucrânia também revela que eles não estão dispostos a abandonar suas tendências imperialistas. Conforme observado pela apresentadora do podcast “Bad Faith”, Briahna Joy Gray neste vídeo, o governo Biden afirmou repetidamente que sua missão é enfraquecer a Rússia, o que NÃO é a mesma coisa que ajudar a Ucrânia.

Curiosamente, a esquerda política, que historicamente tem sido antiguerra, agora é totalmente a favor dela. Gray também discute os surpreendentes ataques dos progressistas contra aqueles que pedem diplomacia. Gray, uma democrata, está insatisfeita com os argumentos da esquerda sobre por que os Estados Unidos deveriam se envolver no conflito na Ucrânia.

Um argumento apresentado é que 500 crianças ucranianas foram enviadas para a Rússia – um crime humanitário que não pode ficar impune. Mas há crianças em grave risco em todo o mundo.

Até ou a menos que alguém possa articular coerentemente por que as crianças ucranianas são mais importantes do que as crianças em qualquer outra região, Gray suspeita que esta é apenas mais uma desculpa esfarrapada para esconder o fato de que o envolvimento dos EUA na Ucrânia nada mais é do que outra operação militar para promover o imperialismo americano.

A ascensão do Imperialismo Americano

Embora os Estados Unidos tenham sido um farol de esperança e liberdade desde a sua criação, ao longo do tempo, um lado mais sombrio e nefasto também floresceu no decorrer do tempo.

Conforme explicado no programa “Democracia Agora!”, no episódio intitulado “Golpe: 100 anos de ingerência e mudança de regime dos EUA”, os Estados Unidos têm uma longa história de intromissão nos assuntos de outros países – contra a vontade das próprias populações que alegam ter “salvo”.

Conforme observado no vídeo, “Foi calculado que os Estados Unidos interferiram em mais de 80 eleições estrangeiras entre 1946 e 2000. E isso não conta golpes e invasões apoiados pelos EUA”.

A intromissão americana nas eleições estrangeiras há muito é racionalizada como sendo feita “por uma boa causa”, mas isso realmente é verdade? Como pode uma nação que afirma valorizar os processos democráticos minar esses mesmos processos em outros países e chamar isso de defesa da democracia?

Os Estados Unidos apenas dizem defender a democracia

Havaí, Cuba, Filipinas, Nicarágua, Haiti, República Dominicana, Irã, Guatemala, Indonésia, Congo, Iraque e Honduras são apenas alguns exemplos de países que foram vítimas do imperialismo americano. Repetidamente, os EUA orquestraram golpes para remover líderes democraticamente eleitos – tudo em nome da “defesa da democracia”.

O programa “Democracia Agora!” entrevista o ex-repórter do New York Times Stephen Kinzer, autor de vários livros, incluindo Overthrow: America’s Century of Regime Change From Hawaii to Iraq e The True Flag.

Kinzer começa descrevendo as circunstâncias que cercaram a derrubada do primeiro-ministro democraticamente eleito do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953. Mossadegh, diz Kinzer, queria colocar os interesses do Irã e de seu povo à frente dos interesses dos Estados Unidos, e foi isso que levou à sua remoção.

É importante ressaltar que, com a derrubada bem-sucedida de Mossadegh, os EUA não apenas se livraram desse líder democraticamente eleito como destruíram permanentemente o processo democrático no Irã. Conforme observado por Kinzer:

   “Não foi apenas um ataque a uma pessoa, mas um ataque à democracia, e a razão pela qual atacamos essa democracia é porque a democracia produziu a pessoa errada. Gostamos de eleições e processos democráticos, mas eles têm que produzir os candidatos que gostamos. Caso contrário, nossa aprovação desaparece.”

É importante ressaltar que Kinzer destaca que as “operações de influência” dos Estados Unidos em outros países, ao longo do tempo, não apenas acabam destruindo o país-alvo, mas também acabam prejudicando a própria segurança nacional dos Estados Unidos. Assim, o imperialismo americano teve um efeito incrivelmente negativo, em geral, em todo o mundo – não menos importante do que o surgimento de ditaduras em todo o mundo.

A ascensão e queda da Liga Anti-Imperialista Americana

No livro de Kinzer, The True Flag, ele descreve a história de como os Estados Unidos abraçaram o imperialismo, apesar de sua oposição aos valores americanos. Em 1898, a Liga Anti-Imperialista foi fundada e se tornou uma força importante na política americana. Ela fez um lobby duro contra o imperialismo americano e a intervenção estrangeira.

Seu principal argumento era que o imperialismo violava os princípios fundamentais inerentes a um governo republicano justo e, como tal, exigiu o abandono dos ideais sobre os quais os EUA foram fundados. Infelizmente, a opinião pública majoritária acabou por ficar do lado dos imperialistas e a Liga Anti-Imperialista foi dissolvida em 1920.

Controle da mente e drogas de assassinato não rastreáveis

Este vídeo novamente apresenta Kinzer, desta vez falando sobre seu livro Poisoner in Chief: Sidney Gottlieb and the CIA Search for Mind Control, que descreve outra parte pouco conhecida e mais sombria da história dos EUA.

Gottlieb foi descrito como um “químico visionário” que trabalhou para a CIA – um “mestre mágico e torturador de bom coração, o ‘envenenador-chefe’ da agência”. Gottlieb dirigiu o agora infame projeto de controle mental MK-ULTRA da CIA, que incluiu “experimentos brutais em prisões secretas em três continentes”. A base principal, no entanto, era Fort Detrick.

Conforme explicado por Kinzer, o objetivo principal do MK-Ultra era descobrir o segredo do controle mental. O trabalho de Gottlieb era tão secreto que poucos dentro da CIA sabiam de sua existência, e menos ainda no que ele estava trabalhando.

Soros da verdade, drogas para amnésia e poções projetadas para fazer uma pessoa agir depois de ser programada para uma tarefa e ter a memória da programação apagada faziam parte do kit de ferramentas que Gottlieb procurava desenvolver.

O criador da ideia por trás do MK-Ultra foi o então vice-diretor da CIA, Allen Dulles, que contratou Gottlieb em 1951. Dulles se tornou o primeiro diretor civil da CIA, cargo que ocupou de 1953 a 1961.

Gottlieb também desenvolveu uma variedade de drogas usadas pela CIA que podiam matar ou mutilar sem deixar vestígios. Nisto, os alvos pretendidos eram líderes estrangeiros marcados para serem assassinados. Em 2015, o The Intercept publicou um artigo sobre o comportamento patológico de Dulles e suas conexões com o estado profundo.

A palestra de Kinzer é extensa demais para ser abordada aqui, então encorajo você a ouvi-la. É fascinante, embora pareça um pouco como uma trilha paralela ao tema principal do imperialismo americano. Mas quero resumir duas das principais descobertas de Gottlieb após uma década das mais intensas e grotescas sessões de tortura já realizadas – com nada menos que a aprovação do governo dos EUA.

Primeiro, sim, é possível quebrar a mente humana. E segundo, não, não é possível inserir uma nova mente na mente que você quebrou. Nessa mesma linha, ele concluiu que você não pode programar uma pessoa para matar alguém e depois fazer ela esquecer que ela fez isso. No final, Gottlieb concluiu que o verdadeiro controle mental é um mito. Que as pessoas podem ser mortas usando drogas sem vestígios, no entanto, continua sendo um fato.

Os EUA estão tentando escalar a guerra na Ucrânia?

Nos dias atuais, os EUA ainda estão mostrando seu poder imperialista, desta vez aparentemente procurando escalar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Jeffrey Sachs, professor da Universidade de Columbia, economista, analista de políticas públicas e diretor do Centro para o Desenvolvimento Sustentável, diz que pediu à Casa Branca que negocie a paz e desencoraje a Ucrânia de ingressar na OTAN.

Eles se recusaram, dizendo que qualquer um tem o direito de se juntar à OTAN se quiser. Mas, como Sachs observou astutamente, não se trata do “direito” da Ucrânia de aderir à OTAN, trata-se da ameaça que isto representa para seus vizinhos, a Rússia em particular.

A Rússia há muito tem sido muito clara sobre o fato de que não permitirá que a Ucrânia se junte à OTAN, pelo simples fato de que colocaria uma presença militar da OTAN bem em sua fronteira. A Rússia quer que a Ucrânia permaneça uma “zona de amortecimento” independente entre ela e os países da OTAN.

Os EUA ficariam inertes com o México formando uma aliança militar com a China, instalando militares chineses em nossa fronteira sul? Sachs levanta essa hipótese. Isso é altamente improvável, mas é isso que eles estão buscando na Ucrânia.

Desde a entrada da Rússia na Ucrânia, os EUA não fizeram nada além de pressionar pela escalada do conflito, a ponto de agora ouvirmos previsões sobre uma guerra nuclear. Por que correríamos tais riscos? Para defender o “direito” da Ucrânia de aderir à OTAN? Isto é algo pra lá de irracional, mas é o que está ocorrendo.

A Rússia agora está acusando os governos britânico e americano de explodir intencionalmente seus oleodutos Nordstream 1 e 2, supostamente com base em informações encontradas por hackers russos no iPhone da ex-primeira-ministra Liz Truss. O Departamento de Estado dos EUA negou as acusações, chamando-as de “infundadas”.

No entanto, alguém explodiu os oleodutos – e dificilmente foi obra da própria Rússia – o que é mais um esforço intencional para escalar o conflito. Do lado de fora, certamente parece que os EUA desejam uma escalada nuclear, e devemos ser gratos que Vladimir Putin até agora agiu com extrema contenção em resposta a atos de guerra não declarados.

Precisamos de uma liderança nova e mais sã

Em um discurso na conferência do The American Conservative “Up From Chaos” no final de março de 2022, o empresário e investidor David Sacks observou:

“Enfrentamos a situação mais perigosa na política externa americana desde a crise dos mísseis cubanos. Os russos colocaram seu arsenal nuclear em alerta máximo e nos alertaram para ficarmos de fora da invasão da Ucrânia. Nossos ‘especialistas’ no governo e na mídia nos alimentam com um fluxo de informações que oscila entre o medo e a arrogância esperançosa:

Eles nos dizem, por um lado, que as ambições territoriais da Rússia não vão parar na Ucrânia e acabarão por ameaçar toda a Europa, mas, por outro lado, que o exército russo está atolado e à beira de uma derrota humilhante.

Eles nos dizem de uma vez que podemos escalar nosso envolvimento com segurança, mas em sua próxima respiração em pânico declaram que Putin é um louco que é capaz de qualquer coisa. Eles nos asseguram que uma ‘No Fly Zone’ não precipitará a Terceira Guerra Mundial, enquanto às vezes declaram abertamente que já estamos na Terceira Guerra Mundial, então vamos fazer isso logo.

Como pode um cidadão americano que ouve essas declarações contraditórias e imprudentes ter confiança em nossa classe de especialistas? Acabamos de viver mais de dois anos com outro grupo de especialistas nos dando um conjunto de teorias e diretrizes em constante mudança em torno do COVID, apenas para ver muitas dessas previsões e pronunciamentos confiantes se desfacelar.

Mas enquanto esses especialistas em saúde erraram muito, nosso establishment de política externa entendeu tudo errado por mais de duas décadas. Eles gastaram trilhões de dólares no Afeganistão, Iraque, Síria e Líbia e só pioraram todas essas situações, desencadeando mortes e destruição impressionantes.

Em todos os casos, eles nos disseram que estávamos vencendo e que nossos objetivos políticos estavam sendo alcançados, até o momento em que nossa retirada revelou a extensão de nosso fracasso total… Então talvez seja hora de ouvir algumas novas vozes.”

A guerra faz parte do plano de domínio globalista

Não devemos ser ingênuos sobre a possibilidade de outra Guerra Mundial, pela simples razão de que a guerra seria a maneira mais fácil para a cabala globalista implementar o Grande Reinício, a Ditadura Mundial pela qual eles trabalham há décadas.

O imperialismo, que os Estados Unidos aperfeiçoaram, é o globalismo. Os EUA, Canadá, UE, Austrália e Nova Zelândia estão liderando esta nova Ordem Mundial, modelando o nacionalismo da China em escala global.

Uma pandemia sem fim deveria ser a cobertura para esse domínio global. Mas, à medida que a plandemia se desfez pedaço por pedaço, sendo exposta pelo que realmente é, o chamado à guerra tornou-se progressivamente mais alto.

Talvez a guerra mundial fosse apenas um plano de backup, caso a resistência a um estado de biossegurança global se tornasse muito grande (como foi), ou talvez sempre tenha sido a segunda fase do Grande Reinício.

As contramedidas pandêmicas e seu impacto devastador na economia mundial seriam então a Parte 1. A guerra, para destruir definitivamente o que resta de nossas antigas civilizações e apagar evidências incriminatórias de crimes financeiros, seria a Parte 2. De qualquer forma, a guerra está definitivamente na mesa.

O medo é a ferramenta dos tiranos

Conforme observado pela jornalista investigativa Whitney Webb em seu artigo de 2 de março de 2022, “Ucrânia e a Nova Al Qaeda”,  a guerra na Ucrânia parece ser a manifestação de uma “profecia” da CIA lançada nos últimos dois anos, que previa que “uma ‘rede transnacional de supremacia branca’ com supostos laços com o conflito na Ucrânia será a próxima catástrofe global a acontecer ao mundo à medida que a ameaça do COVID-19 recua”.

Em suma, o conflito Ucrânia-Rússia pode ser “o ato de abertura para a mais nova iteração da aparentemente interminável ‘Guerra ao Terror’”, escreve Webb. Isso, novamente, remonta à necessidade dos tecnocratas de fabricar justificativas para a implementação de um Grande Reinício.

Eles precisam que vivamos com medo, porque um povo medroso dará voluntariamente poderes de emergência aos líderes, que por sua vez tirarão seus direitos de você “para sua própria segurança”. Nos últimos três anos, até mesmo nosso direito de falar o que pensamos foi tirado de nós, e as pessoas que contrariam a narrativa oficial foram identificadas como “a ameaça terrorista doméstica número 1”.

Nossos governos colocaram vizinho contra vizinho, pai contra filho e amigo contra amigo. Toda vez que cedemos e adotamos sua retórica de ódio como nossa, eles ganham e nós perdemos. Eles vencem nos colocando uns contra os outros, porque se nos odiarmos e lutarmos uns contra os outros, não iremos odiar e lutar contra eles – e eles sabem disso.

As pessoas também foram colocadas umas contra as outras sobre o tema da Rússia. Qualquer um que ousasse concordar que a Rússia pode ter uma razão válida para suas ações na Ucrânia foi imediatamente rotulado de traidor. Os russos que vivem em todo o mundo foram banidos e discriminados por nada mais do que seus nomes e origem nacional. Atletas russos foram até impedidos de participar de competições internacionais.

A ideia parece ter sido envergonhar e intimidar europeus e americanos para faze-los apoiar uma guerra nuclear com a Rússia, que é nada menos que uma missão suicida, na verdade. Mas faz sentido que esses líderes tenham poucos escrúpulos sobre isso, considerando que eles também estão matando e mutilando voluntariamente suas próprias populações com terapias genéticas experimentais.

Eles obviamente não se importam em manter suas populações vivas e bem. Eles parecem querer se livrar do maior número possível de pessoas, e uma guerra devastadora faria isso muito melhor do que as injeções do COVID, que deixam evidências de jogo sujo e suspeitas em seu rastro.

Os imperialistas – americanos e não-americanos – estão dispostos a arriscar tudo para dar vida à sua ditadura global, e é isso que os torna tão perigosos. Como Sachs, nós, o povo, precisamos pressionar por uma mudança de rumo. Uma maneira de fazer isso é convocando nossos representantes políticos a lutar pelas negociações de paz e pôr fim às táticas de escalada.

 

 

Artigo original aqui

 

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