O progressismo, o estado paternalista e a erosão da masculinidade

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Nesses tempos de ditadura do coronavírus, tivemos o desapontamento de constatar como foram pouquíssimos os indivíduos — se levarmos em consideração a proporção do número total de homens adultos — que levantaram-se corajosamente em oposição à tirania do lockdown e da quarentena dos governos estaduais e municipais. Uma expressiva parcela de homens adultos aceitou de forma passiva, dócil e subserviente a supressão das suas liberdades individuais, sem oferecer qualquer hesitação ou resistência.

Muitos deles inclusive aplaudiram e concordaram com as restrições irracionais e tirânicas, afirmando que elas eram necessárias para conter a “pandemia” e evitar novas contaminações. Mas por que razão homens adultos — que deveriam zelar ativamente pela manutenção das suas liberdades —, aceitaram de forma tão passiva e submissa que seus direitos sagrados, inegociáveis e invioláveis fossem sequestrados pelo estado de forma tão arbitrária e injustificável?

Infelizmente, há décadas, o homem vem sendo doutrinado para se tornar um cordeirinho dócil, submisso e passivo, demasiadamente fraco, que deve ser totalmente emasculado, a ponto de ficar apavorado e tornar-se covarde demais para oferecer resistência ao estado. Antes o contrário — as gerações das últimas cinco décadas foram paulatinamente doutrinadas para ver o estado como um líder social onipotente, cuja sabedoria não deve ser contestada ou questionada. Todos devem deixar o estado pensar pelos indivíduos, e jamais questionar suas sábias e justas diretrizes, que são implementadas sempre pensando no bem-estar geral da comunidade.

Evidentemente, isso tudo não passa de doutrinação e lavagem cerebral no seu grau mais corrosivo. Infelizmente, ela serviu ao seu propósito. Criou legiões de indivíduos histéricos, amedrontados e infantilizados, que tem medo de tudo, e precisam do deus-estado e do papai-governo para resolver todos os seus problemas, sejam eles reais ou imaginários.

Invariavelmente, com o passar das décadas, o homem aguerrido e destemido, aquele que luta de forma persistente, determinada e inflexível por independência, autonomia, liberdade, autossuficiência e autodeterminação — atributos genuinamente masculinos — tornou-se uma raridade. O que temos atualmente são arremedos de homens, totalmente emasculados, que tornaram-se excessivamente dependentes do estado e do governo. Esses indivíduos enxergam o estado como a sua mamãe e o governo como o seu papai. Para piorar, eles não apenas tornaram-se totalmente dependentes da burocracia estatal para tudo, como lutam arduamente para perpetuar essa relação de dependência.

É fato incontestável que esses indivíduos ficam excessivamente encolerizados quando alguém tenta libertá-los da sua condição de escravidão, ou mesmo quando alguém se atreve a dizer, explicitamente, a verdade; que a relação entre o indivíduo e o estado é uma relação de escravidão. Temos aqui, portanto, a versão estatista da Síndrome de Estocolmo.

Essa dependência perversa e doentia, por sua vez, está totalmente vinculada à expansão de ideologias nefastas e iníquas, como o progressismo e o estado de bem-estar social paternalista. Com a ascensão dessas doutrinas que pregam abertamente a dependência dos indivíduos no estado, tivemos — como consequência deliberada — a erosão da masculinidade, o que pode ser comprovado pelo fato de que atualmente, mais do que em nenhuma outra época da história, o homem não apenas solicita ser governado por uma coalizão de burocratas demagógicos e oportunistas, mas fica impreterivelmente furioso, colérico e ressentido quando alguém tenta libertá-lo da escravidão, ou mesmo se atreve a sugerir que ele é um escravo manso, dócil e subserviente do sistema.

Com todo esse processo de infantilização perpetrado pela ideologia progressista e pelo estado paternalista, o homem infelizmente deixou de ser uma criatura masculina, protetora, diligente e agressiva, para tornar-se uma eterna criança delicada, histérica, egocêntrica, egoísta e amedrontada, que tem um medo profundo da vida, da realidade e de responsabilidades, e precisa da tutela do governo e do estado em todas — ou quase todas — as esferas de sua existência medíocre, mundana e insignificante.

Com a ascensão do progressismo, portanto, a masculinidade passou a sofrer, gradualmente, ataques ininterruptos de forma concomitante à ascensão de doutrinas estatistas como a social-democracia. De repente, no alvorecer do século XXI, ser homem e comportar-se como homem passou a ser algo ostensivamente ofensivo. Depois de décadas de doutrinação sutil, porém ininterrupta, o público-alvo absorveu a demonização da cultura masculina, e passou a, naturalmente, incorporar elementos de androginia e feminilidade ao seu comportamento. A ditadura politicamente correta — um filhote autoritário do progressismo —, acentuou ainda mais esse problema.

Como a educação pública e as universidades são redutos de doutrinação estatal, a erosão da masculinidade encontrou facilidade para se perpetuar de forma ostensiva nos ambientes acadêmicos, visto que a doutrina progressista e a social-democracia há muito tempo são promovidas pelo estado, visto que pregam a soberania e a onipotência governamentais.

Em virtude deste programa irrefreável de doutrinação, as gerações mais jovens tiveram sua masculinidade paulatinamente corrompida e posteriormente emasculada por uma cultura ideológica saturada de depravações bestiais, perversas e antinaturais. Invariavelmente, o mundo acabou parindo — de forma especialmente acentuada a partir da década de 1970 — gerações de indivíduos que, na melhor das hipóteses, são adolescentes tardios, delicados, histéricos, ensimesmados e excessivamente politizados, que tem um pavor profundo da vida e de responsabilidades, e anseiam arduamente serem protegidos do capitalismo, do mercado e da ganância do setor privado por governantes “puros”, “benevolentes”, “abnegados” e “bondosos”.

Com a hegemonia da ideologia progressista — que passou a ocupar espaços sociais, políticos e culturais cada vez maiores e mais relevantes com a ascensão da teoria crítica da Escola de Frankfurt —, os ataques à masculinidade tornaram-se ainda mais recorrentes e irrefreáveis, e se intensificaram paulatinamente nas décadas recentes. A ideologia de gênero, a ditadura LGBT, o igualitarismo, os direitos sociais, a proteção das minorias e a cultura progressista, de uma forma geral, trabalharam arduamente para erodir todos os valores e todos os elementos inerentes a um comportamento genuinamente masculino. Atualmente, com campanhas contra a masculinidade “tóxica” (uma coisa que nunca existiu, e que não passa de mais uma abominável falácia progressista) sendo amplamente promovidas e difundidas pelo establishment e pela mídia progressista, o mundo passou a ser bombardeado por uma cultura degradante e subversiva, que trabalha incessantemente para dilacerar os fundamentos e os alicerces do comportamento intrinsecamente masculino.

Como resultado, acabamos por viver em um mundo que está saturado de militantes do sexo masculino que comportam-se como crianças histéricas, coléricas, egocêntricas e doutrinadas, que — mesmo nesses tempos de ditadura do coronavírus —, não oferecem resistência alguma à tirania do estado, tampouco lutam contra a supressão das liberdades individuais. Muito pelo contrário. A cultura e a ideologia progressista acabaram parindo centenas de milhares de criaturas amedrontadas, que atualmente se escondem debaixo da cama, porque morrem de medo de um vírus cuja taxa de mortalidade é inferior a 1%.

Essas criaturas não apenas morrem de medo de um vírus com taxa de letalidade baixíssima, como acreditam com fervor e mordacidade na narrativa oficial do sistema, creem religiosamente que o seu bem-estar e a sua segurança são as prioridades máximas da classe política, e que todas as restrições arbitrárias impostas pelos governos municipais e estaduais são para a segurança da população, e quem ousa criticar todas essas opressivas e irracionais medidas autoritárias é um lunático ingrato, que não aprecia com o devido respeito os dirigentes puros, graciosos e sacrossantos que tem.

A doutrinação sistemática promovida por ideologias pérfidas, perversas e antinaturais como o progressismo foram criadas justamente para decepar do homem suas virtudes masculinas, e criar gerações de indivíduos infantilizados, totalmente dependentes do estado. Indivíduos criados por uma doutrina que institucionalizou o medo e a covardia como uma ideologia política servem aos propósitos do sistema porque, dessa maneira, a sociedade fica saturada de cordeirinhos dóceis, submissos e obedientes, que jamais promoverão qualquer tipo de resistência ao estado, tampouco algum dia ousarão se insurgir contra ele.

Antes o contrário, esses indivíduos foram tão doutrinados que estão totalmente dispostos a defender o estado com fervor e determinação irracionais; e, mais do que isso, solicitar mais governo e suplicar pela sua intervenção. Esses indivíduos irão se opor ferozmente ao homem verdadeiramente masculino — aquele que se opõe ao estado, oferece resistência ativa a ele, e reclama seu direito de exercer sua liberdade, autonomia e independência, virtudes e direitos naturais que lhe foram todos criminalmente usurpados pelo bandido estacionário —, para exigir e demandar de todos os cidadãos obediência incondicional e absoluta ao estado.

Felizmente, o homem masculino não está totalmente extinto, embora ele possa ser considerado um espécime em extinção, e tenha — em larga medida — sido ofuscado pelas enormes multidões de idólatras doutrinados e subservientes. Basta ver quantos indivíduos estão de fato desafiando a ditadura do coronavírus, trabalhando, andando nas ruas sem máscara, e se esforçando para viver normalmente suas vidas, em oposição a todos aqueles que vivem controlados pelo pânico desenfreado e pelo medo histérico irracional, isolados em casa, e contando as horas para a disponibilização da vacina “milagrosa”, que todos os integrantes da seita covidiana acreditam ser capaz de restaurar a normalidade, e colocar a vida de volta nos trilhos.

Como é fácil perceber, os homens que estão desafiando abertamente a tirania do coronavírus existem em uma quantidade muito inferior. Esses não esperam absolutamente nada do deus-estado e do papai-governo, ao contrário das legiões de covidiotas histéricos e irracionais, que confiam de forma cega no estado policial, na benevolência governamental, e em todas as grandes corporações que prometem vacinas “seguras” produzidas rapidamente — para isso atropelando todos os protocolos de segurança científicos estabelecidos —, e exigindo previamente a assinatura de termos de consentimento de todos que tomarem as vacinas, porque os grandes conglomerados farmacêuticos não irão se responsabilizar por efeitos colaterais ou reações adversas. Mas, é claro, quem se importa com a segurança das vacinas? Para os covidiotas, elas são absolutamente seguras, simplesmente porque alguns burocratas disseram isso.

Portanto, é inegável que alguns problemas que enfrentamos hoje — a resistência inexpressiva que a ditadura do coronavírus encontra atualmente, na sociedade, concomitante a exacerbada submissão dos indivíduos à tirania sanitária injustificável do estado policial —, tem grande relação com a doutrinação empregada por ideologias estatistas e paternalistas, que tem no epicentro dos seus ensinamentos a infantilização do homem, a promoção da dependência no estado e, por extensão, a erosão da masculinidade. Dado que valores elevados como independência, liberdade e autodeterminação foram suplantados e substituídos por submissão, obediência e legalismo, não devemos nos surpreender que a sociedade contemporânea acabou ficando saturada de homens fracos e servis, que não reagem com o devido furor diante da ameaça da tirania, mas antes se mostrem totalmente dispostos a entregar todas as suas liberdades ao estado, confiar em políticos, enxergá-los como protetores amorosos e benevolentes e exigir intervenção governamental agressiva sobre toda a sociedade, mesmo à revelia dos que protestam ativamente contra isso.

Nesse cenário deplorável, temos um estado cada vez mais autocrático, controlador e centralizador, que comanda cidadãos covardes, dóceis e subservientes, que amam a espada da tirania e exigem cada vez mais intervenção governamental, mesmo que isso signifique quarentena e lockdown permanentes e irreversivelmente destrutivos.

A verdade é uma só. Homens fortes irão resistir à tirania e homens fracos irão se entregar a ela. Para piorar a situação, a inversão de valores, a doutrinação exacerbada e a guerra de narrativas cooptada pela mídia progressista mainstream fez os homens fracos se orgulharem da sua condição de escravos submissos, e estes protestam ativamente com furor contra todos aqueles que combatem arduamente a tirania do estado, e recusam-se a desistir de suas liberdades.

Esse é um dos motivos pelos quais as doutrinas oficiais do establishment desprezam e demonizam ativamente o livre mercado. Em um ambiente de livre mercado, os homens são obrigados a agir e comportarem-se como homens adultos, produtivos e responsáveis. O livre mercado não prega a dependência do indivíduo em nada, a não ser na sua própria competência e no diligente trabalho árduo. No livre mercado, nada cai do céu. Apenas o trabalho produtivo pode render frutos e gerar resultados.

Obviamente, o sistema irá repudiar com furor e veemência todos os elementos que ensinem o homem a viver, se comportar e agir de acordo com a sua natureza intrinsecamente masculina, visto que o seu propósito é infantilizá-lo. O livre mercado, portanto, sempre foi um anátema para a ideologia progressista e para o estado paternalista, que precisam difundir e consolidar a dependência para conquistarem relevância e, acima de tudo, criar uma cultura de imbecilização coletiva que facilite a doutrinação mental dos cidadãos, e consiga mitigar a resistência mental ao estado onipotente ainda na base.

A dependência é vantajosa para doutrinas degradantes, porque infantiliza o indivíduo e o doutrina através de uma conspícua inversão de valores, concebida para ludibriá-lo e induzi-lo a crer que não é o trabalho árduo, mas a política que pode prover o seu sustento e lhe conceder estabilidade. Quando se torna demasiadamente fanfarrão, dependente, indolente e insolente, invariavelmente, o indivíduo passará a exigir mais intervenção do estado, e dificilmente poderá ser recuperado e exortado a seguir valores mais virtuosos, coesos e moralmente salutares, como a defesa da liberdade, da vida, da independência e da autonomia dos cidadãos.

Infelizmente, a destruição causada por doutrinas paternalistas deploráveis e subversivas no caráter das gerações mais recentes de homens pode ser sentida na fraqueza, na fragilidade, na dependência e na histeria emocional desses indivíduos com relação ao estado e ao sistema político de forma geral. Muito mais interessados em obedecer cegamente do que em questionar, contestar, analisar, produzir, criar e se rebelar, essas legiões de homens fracos, delicados, histéricos e hipersensíveis jamais cogitarão a possibilidade de se insurgir contra a tirania, até porque eles não reconhecem a ditadura do coronavírus como uma depravação irracional, imoral e totalitária, mas antes a veem como uma espécie de proteção paterna, benevolente e gentil, que está resguardando toda a sociedade dos efeitos sórdidos e nocivos de um vírus terrível, que está assolando de forma implacável o mundo inteiro.

De acordo com a deturpada visão de mundo passiva, dócil e subserviente dos indivíduos doutrinados, é evidente que eles acham que estão sendo protegidos de um vírus “mortífero” e “aterrador” — de alguma forma, eles permanecem omissos para a taxa de letalidade inferior a 1% (ou, na pior das hipóteses, são covardes patológicos irreversíveis) —, graças a atuação corajosa de políticos generosos, graciosos e humanitários, que já encomendaram uma vacina “redentora” para salvar toda a humanidade deste nefasto suplício.

Definitivamente, desobedecer, desconfiar, pensar e raciocinar não faz parte dos hábitos dos indivíduos emasculados por doutrinas paternalistas. A obediência é tudo o que eles conhecem, obedecer cegamente é tudo o que eles sabem e podem fazer. Esses indivíduos foram programados para isso ao longo de décadas de implacável doutrinação sistemática, e na maioria deles, a doutrinação tornou-se um paradigma irreversível. Portanto, eles não tem razão, motivação ou capacidade alguma para pensarem por conta própria. Invariavelmente, os corporativistas da indústria farmacêutica, a classe política e os burocratas do estado — de uma forma ou de outra — pensam por todos eles.

6 COMENTÁRIOS

  1. O texto é muito bom, mas um pouco pessimista.

    Esse movimento rumo a maricastrocacia é limitado á uma população minoritária, o que poderíamos chamar a grosso modo de formadores de opinião. É óbvio que isso conta como arma de propaganda em larga escala, como podemos ver agora com o “sucesso” da fraudemia. Mas chega um momento que o simbolismo da realidade atrapalha os planos do sistema. Eu vejo nos lugares que eu ando, por exemplo, que o uso de focinheiras é maior nos bairros “escolarizados”, e quase inexistente nas periferias. Mesmo com todo o sistema falando nisso o dia inteiro, a realidade se mostra mais forte: é uma merda usar isso aí.

    Além disso, os guerreiros da liberdade em sua vasta maioria são anônimos. O sistema silencia mesmo aqueles mais articulados ou eles tem um alcance zero. No tempo histórico, os movimentos libertários são um piscar de olhos, dentro de uma estrutura estatista que remonta há 6000 anos na forma de governo e uns 300 desde que a máfia estatal assumiu a sua forma de um estado anônimo e burocratizado. E militante ainda por cima, a partir do surgimento das pérfidas ideologias de esquerda. Eu considero um Partido Libertário nos EUA ter ficado em terceiro lugar na eleições de faz de conta do sistema um pequeno milagre.

    A boiolice está tomando conta do mundo? sim. É fato que os níveis de testosterona vem diminuindo há tempos.

  2. O socialismo sempre foi a ideologia da elite, e hoje em dia não faz qualquer questão de esconder isso. São defensores de corporativistas que por vestirem a mascara ridícula dos modismos sentimentalistas do século 21, são vistos como “exceção” pelos idiotas úteis, que juram que quando tudo estiver completamente nas mãos deles, vão viver em um paraíso. É risível e ridículo para qualquer um com o mínimo esperável de vergonha na cara.

  3. O artigo está terrivelmente perfeito.

    Na era das falsificações estamos cercados de homens de plástico made in China, pré processados aos montes por um grupo de burocratas e metacapitalistas ansiosos por se tornarem faraós.