Previdência Social é quebrada, qualquer “reforma” é uma piada

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A previdência social está ruindo, revela um relatório divulgado por administradores de programas de benefícios sociais do governo federal. E sem mais dinheiro sendo despejado no sistema, o relatório argumenta que dezenas de milhões de americanos receberão apenas três quartos de seus benefícios da Previdência Social em um futuro próximo. Mas mesmo que os administradores não tivessem descoberto isso agora, você saberia que isso era inevitável. A menos que você nunca tenha ouvido nenhum economista austríaco explicar porque a previdência social não passa de um esquema Ponzi.

De acordo com os administradores, os fundos da Previdência Social serão retirados até 2035, o que significa que essa geração de homens e mulheres trabalhadores talvez nunca veja um dólar do que eles “investiram”, obrigatoriamente, ao longo dos anos. A fim de resolver este problema e tornar a Previdência Social mais solvente, o relatório incita os legisladores a agir.

“Os legisladores têm um amplo continuum de opções políticas que acabarão ou reduzirão o déficit de financiamento de longo prazo da” previdência social.

As opções incluem aumentar os impostos e reduzir os benefícios, duas políticas que raramente encontram apoio de políticos eleitos nem na esquerda e nem na direita. Assim, é claramente impossível fazer qualquer “reforma” da Previdência Social que realmente ajude a evitar que ela se desmorone.

Mas existe algum modo de realmente salvar a Previdência Social?

Abolir a Previdência Social

O Presidente Trump pensou que ele não teria que fazer nada para o programa de benefícios sociais. Na verdade, ele afirmou que seus planos iriam impulsionar a economia o suficiente para que os problemas da Previdência Social fossem facilmente resolvidos.

Mas o governo dos EUA está endividado faz tempo. E com dívidas profundas. Como resultado, o dinheiro não está sendo colocado em algum fundo especial para a Previdência Social. O que o governo usa é dinheiro emprestado e impresso, à medida que o Federal Reserve continua adiando seu plano de desacelerar a expansão de seus balanços. Mas como se espera que o número de americanos com 65 anos ou mais cresça em um terço entre agora e 2040, o custo da Previdência Social continuará aumentando.

Considerando que o programa prejudica a prosperidade econômica e prejudica o relacionamento do americano classe média com o dinheiro, dando aos beneficiários incentivos para permanecerem dependentes do governo, acabar com isso não deveria ser uma tarefa difícil. Especialmente sabendo que ele não será mais capaz de cumprir suas obrigações no futuro próximo.

Mas a Previdência Social ainda tem amigos no alto escalão.

É graças a grandes empresas e sua conexão com o governo que temos o programa em primeiro lugar. Afinal de contas, se o presidente Franklin D. Roosevelt não tivesse escutado os figurões na época, que estavam irritados que as pequenas empresas não estavam dando aposentadorias aos empregados, o governo federal poderia não ter sido usado para forçar todos a pagar por programas similares.

Como disse Murray Rothbard, a Previdência Social não prejudicou as firmas grandes e estabelecidas, mas seus concorrentes, pois o programa “penaliza o empregador de custo mais baixo e o prejudica aumentando artificialmente seus custos em comparação com o grande empregador”. Infelizmente, a maioria não vê o programa dessa maneira.

Com as gerações confiando no sistema falido ao longo dos anos, é certo que não veremos nenhum político fazendo muito para destruí-lo. Mas, esperançosamente, os americanos finalmente recusarão o sistema, uma vez que eles aprendam que ele é ineficaz e baseado em políticas que beneficiam as grandes corporações às custas dos médios e pequenos empreendedores.

O que não odiar em um esquema tão disfuncional?

 

 

Tradução de Paulo Roberto Cavalcante Junior

Artigo original aqui.

2 COMENTÁRIOS

  1. Ignacio Ito, nosso sistema não é diferente, a unica coisa que nos difere não é o sistema Ponzi, mas sim que estamos numa social-democracia sem riqueza para sustenta-la, que é ainda o caso dos Estados Unidos e boa parte dos países de 1º mundo.
    Então, a real diferença é que estamos na pole-position da ruína…