Prova de que animais não possuem direitos

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1) A consideração ética é inviolável e não-negociável e deriva da natureza das coisas.

2) Não é da natureza dos animais viver em sociedade de forma inter-especificamente harmônica, nem é compatível com a natureza dos homens sobreviver tratando os animais como detentores de direitos.

3) Tratar os animais como sujeitos de direito implica em extinguir a humanidade ou relativizar tais direitos, tornando-os parciais e utilitários.

4) Se o direito não segue da ética ou segue de uma ética relativizada ele passa a ser questão de imposição e competição evolutiva na qual dar direitos a outras espécies é uma estratégia estúpida de sobrevivência.

5) Se o direito é natural e segue de uma ética transcendente, não há como compreender o sujeito da ética (o outro) sem a ideia de que conhecemos :
A) aspectos essenciais comuns aos sujeitos éticos;
B ) por analogia, a fonte transcendental da ética que por impor o dever ético denota hierarquia (superior aos sujeitos éticos).

6A) A possibilidade do conhecimento de aspectos essências comuns aos sujeitos éticos é extensiva somente a humanos, pois somos humanos e nossa experiência é humana;

6B) é preciso entender que as analogias são incompletas e imperfeitas, mas que tendem a completude do Ser no sentido ascendente e à incompletude do Ser no sentido descendente;

7) logo, há um dever ético cuja manifestação institucional e coletiva é o direito, que emana do DEVER SER, denotando plena obediência à fonte transcendental das naturezas e obediência ao direito alheio por derivação e comunhão de aspectos essências comuns que levam o devedor ético à sua própria plenitude

8 ) As prescrições do item 7 são violadas no momento em que extrapolamos o método analógico pra baixo na escala ontológica, ou seja, pros animais. Embora possamos derivar um dever moral de evitar o sofrimento animal desnecessário, disso não pode seguir um dever jurídico sem a degeneração da epistemologia ética; pois não podemos antropomorfizar os animais. Sabemos que a essência deles não é a mesma que a nossa, e que todas nossas conjecturas a respeito da essência animal são necessariamente falhas pois por mais que a neurociência avance, ela não contradiz a constatação de Aristóteles de que é impossível conhecer a essência alheia ao seu gênero. Sabemos contudo, que os animais não possuem noções de direito e de reflexão moral, estando aquém da humanidade no que tange aos deveres éticos.

Segue do item 1 que estes deveres são plenos ou não são nada.

Logo animais não estão na esfera do direito e agir como se estivessem, como consequência do item 2, é uma negligência do direito e do dever ético para com seus sujeitos, os humanos.

3 COMENTÁRIOS

  1. O que fez os animais n serem entidades morais é a incapacidade argumentativa, se eles fossem capaz disso, propor soluções e evitar conflitos seguindo normas estabelecidas através de consenso argumentivo de uma Ética demonstrada objetivamente valida (no caso a de propriedade, única q pode ser validada), aí neste caso seria possível. O q torna o animal “homo sapiens sapiens” em homem é sua capacidade reflexiva e a expressão dela pela argumentação, n se segue essa citação do Aristóteles no final, se for assim eu só posso conhecer a mim mesmo do ponto de vista reflexivo e percebo a inteligencia de outros seres como eu através da comunicação, a posteriori com investigação empírica já se consegue demonstrar evolução, então nós compartilhamos a mesma essência dos animais, sendo a unica coisa q nos diferencia é o intelecto q conseguimos obter no processo evolutivo e eles não. Kogos é uma negação em Ética, pior q economia, pelo menos nisso ele repete o discurso de quem entende e n de escolástico crente.

  2. Argumentos cheios de erros de derivação, caindo no problema da guilhotina de Hume, usando conceito amplo de “natureza humana”, algo já batido em ética. Não sei como vcs deixam o Kogos falar sobre Ética aqui, ele é péssimo. A forma correta é demonstrando os conceitos de escassez e argumentação, partindo de conceitos mais estritos. Pra quem quer ser um libertário coerente vai pra Hoppe e kinsella, esqueça esse naturalismo defeituoso.