Tire sua máscara e vire um homem de verdade!

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Infelizmente, nós não temos controle algum sobre a ditadura do coronavírus. No entanto, podemos decidir se ela irá nos dominar ou não. Agora — mais do que nunca —, devemos cultivar virtudes como coragem, inquietude e um espírito indômito. Precisamos remover o símbolo da covardia e da submissão. Esconder o rosto debaixo de uma máscara de pano inútil, obedecer a decretos políticos irracionais e se comportar como um cidadão submisso não são virtudes, muito pelo contrário. Negar a sua própria humanidade é a coisa mais bestial que um indivíduo pode fazer.

De maneira que precisamos nos perguntar: por que aceitamos esse nível tão deplorável e amargo de escravidão?

Infelizmente, muitas pessoas ainda não conseguiram perceber que só porque alguns políticos e burocratas determinaram que elas cumprissem um certo conjunto de ordens, isso não significa que eles estão certos. A política — frequentemente superestimada como o caminho para as soluções de todos os problemas que afligem a sociedade —  é simplesmente a arte de um grupo de homens dominarem todos os demais. Não deve jamais ser levada a sério, muito menos ser tratada como uma “ciência” social que mereça respeito ou deferência.

Políticos não passam de meros mortais. Não são deuses ungidos e iluminados, que devem ser adorados, venerados, sacralizados e obedecidos sob quaisquer circunstâncias. Muito pelo contrário; políticos em sua maioria são apenas homens medíocres, mundanos e insignificantes, completamente destituídos de valor. Como o notório autor americano  Henry Louis Mencken escreveu: “O governo não é realmente mais do que um grupo de homens, e geralmente são homens muito inferiores.”

O cinismo e o ceticismo que Mencken cultivava com relação à política, ao estado e a democracia são excelentes exemplos de refinamento intelectual. Mas as massas, atualmente, fazem justamente o contrário. Elas confiam cegamente em políticos e burocratas, e estão dispostas a obedecê-los incondicionalmente, não importa quão estúpidas e absurdas são as suas exigências. Infelizmente, as multidões cegas e alienadas pelo medo não conseguem perceber que a subserviência é um instrumento político poderoso. É esse tipo de atitude covarde e condescendente que dá às autoridades imensurável poder sobre tudo e todos.

A ditadura do coronavírus jamais teria chegado ao ponto em que chegou se os indivíduos que existem na sociedade fossem imbuídos de virtudes como coragem, audácia, integridade e intransigência. Infelizmente, no lugar destas, eles ofereceram subserviência, obediência, covardia e sujeição. Por isso, chegamos ao lastimável ponto em que nos encontramos atualmente, aprisionados em uma deplorável e maledicente ditadura sanitária que não acaba nunca.

Por essa razão, os homens que estão no poder se empenham tanto em subjugar aqueles que estão em sujeição — a classe ordinária de cidadãos comuns, destituídos de poder e recursos de defesa contra os tiranos que os oprimem e os escravizam de forma perversa e maligna. Isso gera um ciclo vicioso. A tirania precisa de fraqueza e complacência para instalar a opressão. Uma vez que a opressão seja instalada, sair dela fica muito difícil.

Evidentemente, a ditadura do coronavírus foi longe demais. Não deveria nunca ter chegado ao nível em que chegou. Políticos usurparam todas as liberdades individuais dos cidadãos — com o consentimento destes — e agora tentam fazer vigorar eternamente medidas irracionais, absurdas e tirânicas, simplesmente porque descobriram que adoram o poder e não querem abdicar do exacerbado nível de controle onipotente que adquiriram sobre a população.

Como tudo o que é ruim sempre pode ficar pior, em breve o sistema dos certificados digitais de vacinação e dos passaportes de imunização dominarão de tal forma a sociedade que absolutamente ninguém conseguirá fazer nada sem eles. Esse cenário parece filme de ficção científica da década de 1980, mas não é. É a vida real. A eclosão das ingerências escravagistas de uma ditadura high-tech estão bem diante de nós, mas comparativamente, poucas pessoas tem feito sérias e relevantes objeções.

Obviamente, a classe política alega que todas as insanas e restritivas medidas escravagistas que estão sendo gradualmente implementadas tem por objetivo dar “segurança” e “proteção” à população. Infelizmente, é alarmante constatar quantas pessoas — devidamente idiotizadas e emburrecidas pela propaganda oficial do sistema covidiano —, acreditam em tudo aquilo que as autoridades políticas falam.

Lamentavelmente, a maioria das pessoas foi tão doutrinada pelo sistema que hoje elas não oferecem qualquer resistência à ditadura do coronavírus, mas antes obedecem cegamente a todas as imposições e exigências sanitárias das autoridades, não importa quão irracionais, prejudiciais e maléficas sejam estas medidas. Algumas pessoas foram tão ostensivamente doutrinadas que chegam a reagir de forma histérica e agressiva contra todos aqueles que não demonstram o mesmo nível de submissão e servidão que elas ao sistema.

Não obstante, ainda há tempo para se redimir e se tornar um homem de verdade. Agora é o momento certo de tirar a máscara e colocar um fim à própria escravidão. Os covardes que se entregaram a ditadura do coronavírus ainda podem encontrar redenção, abandonando o seu posicionamento complacente e se rebelando contra a ditadura sanitária que os escraviza de forma implacável e oprime igualmente os seus concidadãos.

Como escrevi acima, nós não temos controle sobre a ditadura do coronavírus, mas podemos decidir se ela irá nos dominar ou não. Nossa atitude pode servir de exemplo para outras pessoas. A maneira como lidamos com as vicissitudes da vida diz muito sobre cada um de nós. Acima de tudo, é necessário compreender que não existe virtude em ser um escravo manso, servil e subserviente de um sistema desprezível e tirânico.

Hoje, o simples fato de sair de casa sem máscara já é uma admirável demonstração de coragem. E não podemos esquecer que a coragem é uma das mais formidáveis virtudes que existem. Talvez seja por isso que tão poucas pessoas sejam capazes de cultivá-la e exibi-la publicamente.

 

 

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3 COMENTÁRIOS

  1. Excelente texto!
    “Políticos não passam de meros mortais. Não são deuses ungidos e iluminados, que devem ser adorados, venerados, sacralizados e obedecidos sob quaisquer circunstâncias”
    Esse é um pensamento real de uma criança em corpos de adultos. De fato, quando eu era criança eu achava – não falo em deuses, óbvio -, que políticos e burocratas não eleitos em geral eram seres especiais. E isso não mudou na vida adulta, só ficou mais sofisticado devido ao inferno da ideologia liberal que eu estudava. Ou seja, no meu pensamento anti-estatista de adulto, ainda restava um resquício daquele pensamento infantil, já que para esses aloprados do estado mínimo não existe civilização sem estado.

    Hoje eu vejo o estado na sua essência: uma gangue de psicopatas assassinos e ladrões em larga escala. Esses são os políticos, mas os burocratas não eleitos também tem sua gigantesca parcela de culpa, pois a sua honestidade proporciona ao estado leviatã verosimilhança à uma instituição moral.

    Do meu ponto de vista particular eu não vejo nada de mais em andar na rua sem máscara. Minha vida não mudou substancialmente em nada. Mas existe o problema de respeitar a propriedade privada alheia, como estabelecimentos comerciais, por exemplo. É uma pena.