Capítulo 41: Desejo de matar

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[Reproduzido do Libertarian Forum 6, no. 8 (1974).]

 

Desejo de matar é um filme soberbo, o melhor filme de herói e vingança desde Dirty Harry. Bronson, um arquiteto cuja jovem família foi destruída por assaltantes, abandona seu progressismo de esquerda efeminado e começa a portar uma arma, defendendo-se de forma brilhante e intransigente contra uma série de assaltantes que infestam a cidade de Nova Iorque. No entanto, ele nunca mata um inocente, ou comete excessos. Naturalmente, embora ele esteja apenas se defendendo de agressões, a polícia, que não conseguiu perseguir os assaltantes e que reconhece a queda da criminalidade devido às atividades de Bronson, dedica seus recursos a persegui-lo em vez dos criminosos que aterrorizam Nova Iorque. É uma imagem grandiosa e heroica, uma imagem que demonstra a luta bem-sucedida de um homem por justiça.

Como era de se esperar, Desejo de matar tem sido alvo de ataques histéricos por parte dos críticos progressistas de esquerda que, mesmo reconhecendo o poder e as qualidades técnicas do filme, passam a denunciá-lo por sua “ideologia fascista” (autodefesa das vítimas contra o crime) e sua “pornografia da violência” (por uma causa justa). Bronson é atacado por sua “atuação sem expressão”, embora esta seja de longe sua melhor atuação em anos, muito melhor do que em O mecânico, onde a violência foi saudada pelos críticos precisamente porque era sem sentido e não em defesa contra a agressão. Não perca Desejo de matar, pois o filme diz mais sobre “o problema urbano” do que uma dúzia de documentários que tentam passar uma “mensagem”, e ajuda a trazer de volta o heroísmo ao cinema.