Crise na Ucrânia: um pesadelo causado pelo intervencionismo dos EUA

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No fim de semana, soubemos que os EUA estão evacuando sua embaixada em Kiev por medo de uma invasão russa. Também ouvimos que a Rússia está evacuando sua embaixada em Kiev por medo de uma provocação apoiada pelos EUA no leste da Ucrânia que pode levar a uma resposta militar russa.

Estamos em “território inexplorado” a mídia nos diz. Sim, isso é verdade. Mas é desconhecido porque ninguém jamais imaginou no passado que o governo dos EUA seria tão tolo ao arriscar uma guerra termonuclear nas fronteiras de um país – a Ucrânia – que mudou tantas vezes ao longo do século passado.

Um telefonema urgente entre Biden e Putin no sábado não levou a nenhum avanço – como se alguém pensasse que poderia levar. Em vez disso, forneceu cobertura para os falcões do governo Biden alegarem que tentaram todas as abordagens diplomáticas, mas a guerra parece ser a única opção.

Mas tudo isso é uma farsa. A meu ver, podemos resumir a crise da Ucrânia nessas poucas palavras:

Biden para Putin: “Não invada a Ucrânia”.

Putin para Biden: “Não temos intenção de invadir a Ucrânia”.

Biden para mídia dos EUA: “Putin está prestes a invadir a Ucrânia!”

Em seguida, os principais funcionários de Biden passam vergonha ao avisar que a invasão era iminente. Ou está chegando na próxima terça, ou quarta, ou certamente antes do final das Olimpíadas. Alguém acha que eles ainda têm alguma credibilidade com seus constantes avisos histéricos?

Enquanto isso, a “inteligência dos EUA” continua a vazar informações bombásticas – provavelmente em benefício próprio – para uma mídia dos EUA que perdeu qualquer interesse no ceticismo em relação a qualquer “furo” proferido por membros do governo dos EUA.

O que a mídia dos EUA não relata é que toda essa crise – e a ameaça de uma guerra séria – foi provocada pela interferência dos EUA nos assuntos internos da Ucrânia, especificamente o golpe apoiado pelos EUA que derrubou um governo eleito em 2014. Toda agitação na Ucrânia procedeu daquele único ato tolo e imoral do governo Obama.

É por isso que não somos intervencionistas. A filosofia do não-intervencionismo é uma garantia muito boa que nos protege de guerras desnecessárias. Se você não se intrometer nos assuntos de países estrangeiros, há menos chance de ser arrastado para uma guerra desnecessária.

A Ucrânia é um grande exemplo de por que o não-intervencionismo é a única política externa pró-EUA. Estamos arriscando uma guerra nuclear com a Rússia sobre o quê? Fronteiras da Ucrânia? Certamente a maioria dos americanos consegue ver como isso é idiota.

O governo Biden está atualmente chocado com o fato de o governo russo não ter desistido dos planos de expandir a OTAN para a Ucrânia. A Rússia compreensivelmente vê a adesão da Ucrânia à OTAN – com suas garantias do Artigo 5 – como uma ameaça inaceitável, considerando as disputas fronteiriças em andamento.

Esta não é a nossa luta, mas a equipe de política externa de Biden decidiu que é um ótimo momento para chutar o ninho de vespas.

Seria tudo isso por causa dos índices de aprovação catastróficos de Biden? Que coisa doentia arriscar uma grande guerra. Precisamos nos posicionar e dizer “basta”. Antes que seja tarde.

 

 

Artigo original aqui

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é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano. É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007).O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.