Doenças são ruins, confinamentos forçados pelo governo são ainda piores

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Independente de quão alta seja a taxa de mortalidade do COVID-19, as respostas do governo para lidar com o vírus serão ainda piores. Se o bloqueio da vida econômica continuar, mais pessoas irão morrer das contramedidas adotadas pelo governo do que pelo próprio vírus.

Em pouco tempo, o fornecimento de materiais básicos para o dia-a-dia estará em risco. Ao interromper o transporte global e a cadeia de suprimentos, remédios importantes serão perdidos e o fornecimento de alimentos será insuficiente. É assim que uma estratégia de contenção funciona: operação bem sucedida, paciente morto.

Principal estratégia do governo: destruir o comércio

A principal preocupação dos responsáveis pela “saúde pública” não é o número absoluto de mortes, mas sim de “achatar a curva”, i.e., esticar a frequência dos casos de infecção.

O modelo pode estar correto, ceteris paribus, mas ignora a extensão do dano que as medidas de controle implicam. Nós já temos uma previsão disso. Além das drásticas restrições de tráfego aéreo internacional e o fechamento parcial de fronteiras, há uma série completa de medidas que intervém profundamente na vida cotidiana dos cidadãos e que visam isolar todos o máximo possível.

Com o foco atual, as autoridades esquecem os efeitos colaterais das medidas adotadas. Agências do governo estão obcecadas em achatar a curva e, consequentemente, ignoram o fato de que ao perseguir quase que exclusivamente este objetivo trarão mais efeitos colaterais que os possíveis custos da própria epidemia.

Se os órgãos governamentais continuarem a agir dessa forma, em breve as pessoas estarão diante do problema de não poder mais comprar coisas necessárias – primeiro, as prateleiras estarão vazias e, em segundo lugar, as pessoas não terão mais renda quando as prateleiras forem voltando a se encherem. Empresas fecharam e os salários não aparecerão nas contas bancárias. Pagamentos de aluguéis de casas e empresariais não serão pagos. Não é o coronavírus que irá levar a economia à uma recessão, mas sim a medidas tomadas para combatê-lo.

Outra estratégia (parcialmente praticada pela Coreia do Sul e em Taiwan) é intervir minimamente no cotidiano da maioria da população.

Se os formuladores de políticas entendessem as ameaças muito reais à vida e ao bem-estar humanos associados à destruição econômica, eles adotariam políticas projetadas para garantir que as empresas permanecessem abertas. O foco seria garantir que os indivíduos e populações em maior risco possam se isolar voluntariamente.

Por outro lado, na Europa e em grande parte do mundo, um estado de emergência e uma série de confinamentos foram decretados. Mesmo que o pesadelo atual termine e os toques de recolher e proibições de viagens não existam mais, levaria muito tempo para a economia se recuperar – não do vírus, mas da resposta a ele. Nos Estados Unidos e em muitos países europeus, o estado assumiu o controle, acreditando que, com as severas restrições à vida privada e pública, a epidemia possa ser controlada. A atitude prevalece de que não há alternativa a não ser encerrar a economia e impor restrições à vida cotidiana das pessoas. Em vez de arcar com os imensos custos que acompanham a política atual, a capacidade poderia ser ampliada na expectativa de cuidar dos doentes, moribundos e mortos.

Embora o ônus da prova deva recair sobre aqueles que desejam fechar negócios e interromper a economia, os defensores da destruição da economia global não apresentaram provas. De fato, até agora, na Europa, incluindo a Itália, o número de mortes permanece bem abaixo do esperado do vírus da gripe comum. A taxa de mortalidade permanece desconhecida devido aos vieses e dificuldades na estimativa de casos totais e na coleta de dados – é possível lidar com isso usando medidas de emergência de curto prazo. As estatísticas sobre o número de portadores de vírus estão incorretas, uma vez que as taxas de erro dos dispositivos de teste para novos fenômenos de doenças são geralmente altas e, no caso dos testes COVID-19, provavelmente são ainda maiores, uma vez que a demanda e o uso aumentaram tão rapidamente em pouco tempo. O fato de um conjunto de dados ter sido publicado pelas autoridades não significa que os números refletem os fatos. Mesmo os testes padrão têm taxas de erro e geralmente são necessários vários testes para chegar a um julgamento confiável.

Não apenas a taxa de mortalidade é problemática porque o número real de casos é completamente desconhecido, mas o número oficial de mortes atribuído ao COVID-19 também é questionável. Não há maneira confiável de dizer pela presença do vírus em um cadáver que a pessoa morreu por causa disso. As pessoas morrem devido a inúmeros fatores, e os idosos morrem de todos os tipos de doenças. A Itália relata que 99% das vítimas do COVID-19 tinham outras doenças no momento da morte. Se o COVID-19 for encontrado em um cadáver, isso não prova que o vírus foi a causa da morte. Pode ser apenas uma das inúmeras causas possíveis.

Os vírus sofrem mutações constantemente. Sem testes específicos, as modificações não são detectadas. Se todos fossem descobertos, seria possível entrar em pânico quase todos os dias. Pode-se ter certeza de que mais cedo ou mais tarde outro vírus aparecerá após o término da epidemia de coronavírus. Imagine se a política reagisse da maneira que sempre fez diante do coronavírus. O absurdo da atual política antivírus se torna óbvio.

Quanto maior for o tempo de confinamento, maior será a pobreza decorrente dessa medida.

As autoridades querem fazer as pessoas acreditarem que as muitas restrições que já existem são medidas de curto prazo. Mas e se a estratégia de contenção demorar muito mais do que o previsto? As consequências para a economia já são catastróficas. Todos os dias e todas as semanas, os danos aumentam cada vez mais. Mesmo quando as políticas alcançam a contenção da doença viral, o dano econômico persistirá por muito mais tempo.

A maior ameaça não é o COVID-19, mas a onda de falências e desemprego que logo se espalhará pelas economias como um tsunami. Se os governos honrarem seus compromissos de ajuda e fizerem pagamentos compensatórios às pessoas afetadas, serão necessárias somas tão altas que a inflação de preços poderá resultar e agravar o efeito da recessão econômica. Veremos um empobrecimento generalizado – e, como geralmente ocorre com o empobrecimento, um declínio na saúde geral e um aumento na morbidade.

Contra a assombração política

Sim, há motivos para entrar em pânico, mas não é o vírus, são as políticas do coronavírus. O pânico organizado serve como um excelente teste para o estado de até onde pode aterrorizar os cidadãos e tirar sua liberdade sem encontrar resistência. Como ovelhas, as pessoas seguem as ordens de seus líderes. A mídia está preparando os cordeiros para irem silenciosamente e sem gritar para o matadouro.

Além dos danos econômicos que já foram causados pela reação política à epidemia, uma tragédia ainda maior se esconde: a perda dos direitos humanos fundamentais e da nossa liberdade individual. Dados os métodos modernos de vigilância, um novo tipo de totalitarismo superaria todos os horrores conhecidos dos regimes ditatoriais passados.

 

Artigo original aqui.

Tradução de Luis Felipe

2 COMENTÁRIOS

  1. Rtotalmente de acordo com otexto.vamos pensar na realidade .vae morrrer poucas pessoas pois as quesao sadias hoje nao morrem.o povaovae ficar sem ter o que comer.vamos trabalhar e salvar o povoo da miseria que vem em um mes

  2. Há algum artigo sendo feito para tratar sobre as medidas do governo para sustentar aqueles que vão ficar em casa(Fornecendo salários com dinheiro do além)? Quais são os setores que ainda podem funcionar para que não haja desabastecimento? Pois pelo que soube, bens “essenciais” não deixarão de ser produzidos