Liquidando os Limites sobre a Expansão Bancária de Crédito

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A Instituição do Banco Central amenizou as restrições ao livre mercado no sistema bancário de reserva fracionária de várias maneiras. Em primeiro lugar, em meados do século XIX, uma “tradição” foi habilmente criada em que o Banco Central deve sempre agir como um    “emprestador de última instância” para afiançar os bancos caso a maior parte deles se encontrem em problemas. O Banco Central tinha o poder, a lei, e o prestígio do Estado por trás dele; era o depositário das contas do Estado; e tinha a promessa implícita de que o Estado considera o Banco Central como “grande demais para quebrar”. Mesmo sob o padrão ouro, a nota do Banco Central tendia a ser usada, pelo menos implicitamente, como curso legal e o resgate real em ouro, pelo menos por cidadãos domésticos, foi cada vez mais desencorajado embora não fosse realmente proibido. Apoiado pelo Banco Central e além dele pelo próprio Estado, então, a confiança pública no sistema bancário foi artificialmente reforçada e corridas ao banco se tornaram muito menos prováveis.

Mesmo sob o padrão ouro, então, as demandas domésticas pelo ouro se tornaram cada vez mais raras, e geralmente havia pouco com o que os bancos precisassem se preocupar. O maior problema para os banqueiros eram demandas internacionais de ouro, enquanto os cidadãos, digamos, da França, poderiam ser levados a não exigir ouro para notas ou depósitos, foi difícil dissuadir os britânicos ou cidadãos alemães a manter as reservas bancárias em francos em vez de sacá-los por ouro.

O sistema do Peel Act garantiu que o Banco Central pudesse atuar como um dispositivo de cartelização e, em particular, garantir que os severos limites do livre mercado à expansão de qualquer banco pudessem ser contornados. Em um livre mercado, como nos lembramos, se um Banco Rothbard expandiu notas ou depósitos por si mesmo, estes recibos de depósito cairiam rapidamente nas mãos de clientes de outros bancos, e essas pessoas ou seus bancos iriam exigir o resgate em ouro dos recibos de depósito do Banco Rothbard. E uma vez que todo o ponto da reserva fracionária é não ter dinheiro suficiente para resgatar os recibos, o Banco Rothbard iria afundar rapidamente. Mas se um Banco Central goza do monopólio das notas bancárias, e os bancos comerciais todos gozam da expansão da pirâmide de seus depósitos sob demanda sobre suas “reservas”, ou contas correntes no Banco central, então tudo que o Banco precisa fazer para garantir o sucesso do cartelização é expandir proporcionalmente em todo o país, para que todos os bancos concorrentes aumentem suas reservas, e possam expandir juntos na mesma taxa. Então, se o Banco Rothbard, por exemplo, imprime recibos de depósito muito além, digamos, o triplo, de suas reservas em depósitos no Banco Central, não irá, em saldo líquido, perder reservas se todos os bancos concorrentes estiverem expandindo seus créditos à mesma taxa. Dessa forma, o Banco Central atua como um agente cartelizador eficaz.

Mas enquanto o Banco Central consegue mobilizar todos os bancos dentro de um país e certifica-se de que todos eles expandam os substitutos monetários e os criam na mesma taxa, eles mais uma vez têm um problema com os bancos de outros países. Enquanto o Banco central da Ruritânia pode fazer com que todos os bancos Ruritanos sejam mobilizados e expandam seu crédito e a oferta de dinheiro juntos, não tem poder sobre os bancos ou moedas de outros países. Seu potencial cartelizador se estende apenas para as fronteiras de seu próprio país.