“Meu corpo é mais importante do que qualquer título” – Djokovic, o mártir da liberdade

1
Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A estrela do tênis Djokovic promete boicotar os principais torneios se eles exigirem que ele seja vacinado

“Esse é o preço que estou disposto a pagar”

O principal tenista do mundo Novak Djokovic está mantendo seus princípios e se recusando a tomar vacinas contra a COVID, prometendo boicotar o torneio de Wimbledon em Londres e o Aberto da França em Paris se os organizadores disserem que ele deve ser vacinado para participar.

Após sua prisão e eventual deportação da Austrália no mês passado, Djokovic falou pela primeira vez, afirmando que “meu corpo é mais importante do que qualquer título ou qualquer outra coisa”.

Em entrevista à BBC, o multicampeão de Grand Slam disse: “Esse é o preço que estou disposto a pagar”, quando perguntado se ele perderia outros eventos se eles obrigassem a vacinação para os participantes.

“Estou tentando estar em sintonia com meu corpo o máximo que posso”, continuou Djokovic, acrescentando “para mim, como atleta profissional de elite, sempre revisei e avaliei cuidadosamente tudo o que entra no meu corpo, desde os suplementos, a comida, a água que bebo ou bebidas esportivas, qualquer coisa que realmente entre no meu corpo como combustível.”

“Com base em todas as informações que obtive, decidi não tomar a vacina”, declarou ainda.

Quando perguntado se ele era um anti-vacina, Djokovic respondeu “Eu digo que todos têm o direito de escolher ou agir da maneira que acharem apropriado para eles”, esclarecendo “Eu nunca fui contra a vacinação”.

“Eu entendo e apoio totalmente a liberdade de escolher se você quer se vacinar ou não. Não falei sobre isso antes e não divulguei meu histórico médico e meu status de vacinação porque tinha o direito de manter isso privado e discreto”, explicou a estrela.

Djokovic disse que está disposto a abrir mão da chance de se tornar estatisticamente o maior jogador da história se for isso o que é necessário para que ele mantenha sua liberdade de optar por não ser vacinado.

Falando sobre o desastre ocorrido na Austrália, Djokovic acrescentou: “Fiquei muito triste e desapontado com a maneira como tudo terminou para mim na Austrália”, observando também “A razão pela qual fui deportado da Austrália foi porque o Ministro da Imigração usou seu critério para cancelar meu visto com base em sua percepção de que eu poderia criar algum sentimento anti-vacina no país ou na cidade, coisa que discordo completamente.”

Como informamos na época, Djokovic ganhou o recurso que entrou contra o cancelamento de seu visto, mas as autoridades claramente planejavam fazer dele um exemplo por causa de suas crenças sobre a vacinação como um aviso para outros.

 

Artigo original aqui

Leia também:

O sacrifício monumental de Novak Djokovic

Ao desafiar a tirania COVID, Novak Djokovic é o novo ‘Campeão do Povo’

1 COMENTÁRIO

  1. ” está disposto a abrir mão da chance de se tornar estatisticamente o maior jogador da história”

    Ele já é o maior jogador moral e estatisticamente da história. Mesmo que não factualmente, qualquer torneio sem a presença do número 1 do mundo, por um critério político, não tem credibilidade. Não estamos falando de um atleta lesionado que não pode participar, mas de uma proibição específica.

    Eu lembro de um jogo amistoso do Santos de Pelé. O grande Rei do futebol fez uma falta violenta e foi expulso de campo. Era legal, mas a “revisão popular” fez o Pelé voltar pro jogo na marra… o próprio jusnaturalismo na prática…