Nunca foi ciência, sempre foi fé ou: como os cidadãos foram enganados

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Os governadores e prefeitos, em conjunto com a mídia mainstream, foram muito bem sucedidos na tarefa de ludibriar as pessoas. Não raro, pululam nas redes sociais discussões acirradas que apontam o dedo acusatório, quase sempre, para o mesmo alvo: pessoas que insistem em fazer aglomerações (quando, na verdade, o que chamam de aglomerações não são aglomerações, de fato. São apenas contatos decorrentes de relações pessoais que buscam a satisfação de necessidades humanas) e se recusam a fazer uso indiscriminado de máscaras faciais. São elas, dizem os defensores das atrocidades políticas, os verdadeiros responsáveis pelos lockdowns e pelo cerceamento das liberdades individuais. Aliás, para os defensores das medidas completamente anticientíficas de confinamento, liberdade individual é algo que não faz qualquer sentido quando o que importa é o bem-estar geral, da coletividade. Ir e vir, reunir-se com familiares e expor o rosto completamente limpo, sem o uso de uma máscara, passaram a ser comportamentos típicos de “negacionistas”, pessoas irresponsáveis que não têm qualquer amor pelos seus semelhantes ou, dito de outra forma, pessoas rebeldes que estariam, supostamente, seguindo os maus exemplos do Presidente da República (um dos poucos políticos, ressalte-se, que defendeu arduamente os direitos constitucionais de ir e vir desde o início de toda essa gritaria histriônica).

Esse comportamento bovino (quem é mesmo o gado?), de obediência cega aos ditames do Estado totalitário, reside na crença de que o Estado, este ser abstrato e supremo do qual todos esperam, nas palavras de Bastiat, “pão para todas as bocas, trabalho para todos os braços, capital para todos os empreendimentos, crédito para todos os projetos, bálsamo para todas as feridas, alívio para todos os sofrimentos, conselhos para todas as perplexidades, soluções para todas a dúvidas, verdades para todas as inteligências, distração para todos os aborrecimentos, leite para a infância, vinho para a velhice […]”, será capaz de nos livrar das mortes provocadas por uma pandemia. Em troca de uma suposta segurança, optou-se pelo completo abandono da liberdade.

Todos os direitos individuais foram postos numa bandeja e ofertados, de forma totalmente gratuita, aos sempre sábios e poderosos governantes. Vejamos, então, o que eles nos trouxeram como contrapartida: inicialmente, trouxeram-nos a falsa sensação de segurança, tão apaixonadamente desejada, com a promessa de que um isolamento social por um curto período de tempo (algo em torno de algumas poucas semanas) poderia achatar a curva de contágio. Depois, sugeriram medidas mais radicais, fechamento total de todas as atividades que foram, de maneira humilhante, categorizadas como não essenciais. Não satisfeitos, obrigaram-nos a colocar em nossos rostos um pedaço de pano, garantindo-nos que esse item nos livraria da contaminação (e não venham me dizer que isso não é tirania. Qualquer imposição, sob ameaça de coerção estatal, é uma tirania.) Veio a vacina (e não importa muito se algumas delas são ou não eficazes desde que possam promover os mais depravados tiranos à condição de bons moços) e uma luz de esperança se acendeu. Mas o Estado arrogou a si a responsabilidade por sua distribuição e administração. Como já ressaltara João Luiz Mauad em artigo intitulado “Por que não deixar a iniciativa privada fazer aquilo que ela sabe fazer melhor?”, é inaceitável que as pessoas aceitem, mesmo depois de todas as mostras da ineficiência do Estado no trato com as necessidades da sociedade, “que os governos arroguem para si, com exclusividade, a tarefa absolutamente hercúlea e complexa de distribuir com segurança e celeridade as vacinas”.

Agora, como todas as ações do Estado se comprovaram um completo fiasco, assistimos, atônitos, governadores e prefeitos decretarem uma nova rodada de lockdowns que beira o absurdo da imoralidade. Diante de tudo isso, era de se esperar uma reviravolta no comportamento dos cidadãos. Mas, vejam só, não houve reviravolta, pelo contrário, bovinamente (repito, quem é mesmo o gado?), apontam, com raras e honrosas exceções, para seus concidadãos e os acusam de, uma vez mais, serem os responsáveis por todo o genocídio que ocorre no mundo. Se seus vizinhos tivessem permanecido em casa e não ousassem insistir na busca gananciosa pelo dinheiro que paga o pão de cada dia, os leitos de UTI’s não estariam lotados.

A conclusão a que chego, meus caros, é que se existe algo que passou ao largo de toda essa discussão, é a tão invocada ciência. Tudo o que foi dito aqui nos leva, indubitavelmente, a uma única resposta. É a fé. É o dogma. É a crença incurável no deus estado. Apenas isso explica a genuflexão diante dos desmandos da OMS e da “ciência” da ditadura.

11 COMENTÁRIOS

  1. Os Covidianos são uma religião a ser respeitada: eles só pensam na vida das pessoas, simples assim. Mas como toda a religião, existem os hereges, que são os austro-libertários, profetas anti-covidianos, em um círculo superior. Nos inferiores todos aqueles que não usam máscara, não fazem distanciamento social e aglomeram.

    Eu sou fã do Larken Rose, mas o ateísmo dele me incomoda. Ele é anti-religião. O mestre Murray Fuckin Rothbard era ateu mas confiava plenamente na Igreja Católica contra o poder do estado. E observando o ateísmo da esquerda, liberais e estatistas em geral, fico com Rothbard.

  2. A crença no estado é uma religião… Extremamente perigosa… É a crença no estado que nos proporcionou o socialismo, o nazismo, o facismo, a covidolatria… O estado é uma instituição manchada pela corrupção, roubo, extorção, assassinatos injustificados… Seus líderes são a escória da sociedade… No entanto na hora de obedecer as autoridades tudo isso é esquececido e nosso treinamento dado nas escolas e repetido todos os dias na mídia prevalece sobre a razão… E obedecemos sem nos questionar o Deus estado… Na próxima eleição vamos votar em candidatos melhores e tudo vai se resolver…