O empreendedor —  a maior vítima dos lockdowns

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Os lockdowns e as quarentenas afetaram pessoas no mundo inteiro, algumas mais, outras menos, dependendo das circunstâncias pessoais de cada uma delas. No entanto, durante toda a catastrófica hecatombe da ditadura do coronavírus, possivelmente ninguém sofreu mais do que o empreendedor.

Empresários e proprietários de pequenas e médias empresas foram verdadeiramente massacrados, no que foi um dos mais subestimados episódios de barbárie perpetrados na história recente da civilização contemporânea.

Que absolutamente ninguém esteja falando sobre esse massacre é ainda mais preocupante. Estão literalmente tentando apagá-lo da história, em uma encenação deliberada para fingir que ele jamais aconteceu. Também pudera, é compreensível. O sistema está desesperadamente tentando justificar os lockdowns e quarentenas, fazendo não apenas parecer que essas medidas foram absolutamente necessárias, como extremamente eficientes. Embora saibamos perfeitamente que esse nunca foi o caso, muito pelo contrário. A paralisação forçada pelo estado totalitário coronazista foi a catalisadora da maior destruição econômica da história recente.

Portanto — para vender essa falsa narrativa —, é fundamental ocultar os fatos e omitir a letalidade dos lockdowns na economia, e acima de tudo, esconder quão catastróficas foram essas medidas para a classe empresarial e para todos aqueles que dependiam das pequenas e médias empresas para sobreviver. Que diga-se de passagem, são maioria absoluta em um país como o Brasil, empregando mais de 90% da força de trabalho ativa disponível no mercado.

Se os fatos forem analisados de forma pragmática e objetiva, portanto, fica fácil constatar que a tragédia adquire proporções tão monumentais que é impossível não ficar estarrecido com o nível de destruição provocado pelos lockdowns, em todas as dimensões analisadas, sejam elas humanas, econômicas, financeiras, sociais ou pessoais.

Para começar, o desemprego, e consequentemente a pobreza, aumentaram drasticamente no mundo inteiro. A fome, evidentemente, passou a fazer muito mais vítimas. O número de suicídios, da mesma forma, aumentou em uma escala alarmante e progressiva. Empresas que existiam há várias décadas faliram e deixaram de existir em questão de alguns meses; algumas delas, em questão de poucas semanas. Nos países que fizeram lockdowns mais intensos e prolongados — como a Argentina — a tragédia foi muito maior. Hoje, aproximadamente 40% dos argentinos estão na miséria, e o país se encaminha para um contundente e inevitável processo de venezuelização. Hoje sabemos perfeitamente que quanto mais intenso e severo é o lockdown, maior é a desgraça resultante — tanto para a saúde física e mental dos indivíduos, quanto para a sua prosperidade financeira.

Enquanto políticos e funcionários públicos recebiam tranquilamente os seus robustos salários em dia — passando suas quarentenas de forma confortável, plenamente abastecidos em suas casas e livres de maiores preocupações —, empresários e empreendedores viram toda a sua estabilidade profissional e financeira ser completamente arruinada e dilacerada por decretos estatais absurdos, desumanos e irracionais, em nome de um projeto de destruição econômica “benevolente”, cuja justificativa era resguardar a saúde pública.

Depois de um ano de ditadura “científica”, o mundo contabiliza um saldo de destruição sem precedentes na história, que a mídia, os governos e a classe política persistem em ignorar, como se eles não fossem os responsáveis por essa tragédia de proporções titânicas, inédita na história humana.

Por causa dos lockdowns, vidas foram destruídas, empregos foram dilacerados, projetos privados foram desmantelados e economias inteiras foram arruinadas, em nome de supostas boas intenções, que causaram muito mais desgraça do que benefícios. Pessoas morreram porque a tirania dos lockdowns as impediu de viver, trabalhar e produzir. E tudo isso foi realizado para “salvá-las” de uma gripe da qual elas certamente sobreviveriam. Quanta “benevolência” por parte dos governos políticos. O que seria das pessoas sem o estado para arruiná-las e matá-las de fome?

Lamentavelmente, o que foi destruído não pode ser recuperado. A grande maioria das empresas que faliram não voltarão a atividade. Pessoas que se tornaram miseráveis e perderam a sua dignidade não conseguirão ter a sua vida antiga de volta. As que morreram só podem ser lamentadas por seus parentes e familiares. Mas depois de quase um ano de retumbante destruição provocada por governos tirânicos, opressivos e onipotentes, é formidável ver que o espírito empreendedor persiste, e dos escombros de toda essa destruição, renascem ao menos algumas centenas de empreendedores revitalizados e mais experientes — alguns com espírito indômito, extremamente aguerridos, determinados e resolutos —, que com a sabedoria adquirida pela experiência da ditadura do coronavírus, agora emergem para um novo capítulo de suas vidas, detentores da incontestável certeza absoluta de que o estado é um inimigo implacável da civilização e da humanidade, e que sempre será um obstáculo imensurável para as aspirações e ambições profissionais dos indivíduos, para os seus projetos pessoais, para a sua sobrevivência e para a liberdade de todas as pessoas, de forma geral.

Os lockdowns e as quarentenas nos mostraram como os governos são implacáveis, desprezam profundamente o indivíduo, ignoram seus direitos fundamentais e suas necessidades pessoais com colérico despotismo, desconsideram a livre iniciativa e sua importância insubstituível para a manutenção da ordem social, são inerentemente ditatoriais e sanguinários e depois tentam se eximir de qualquer responsabilidade quando as consequências de decretos estatais irracionais, insanos e destrutivos eventualmente se revelam como verdadeiras tragédias de larga escala.

Felizmente, os empreendedores que sobreviveram e emergiram dos escombros, dos destroços e das ruínas dos lockdowns agora estão mais conscientes de como o estado funciona, e sabem que precisam operar de maneiras mais flexíveis e discretas para sobreviver. Eles também sabem que — sem a sua iniciativa empreendedora —, o mundo pararia. É o empreendedorismo que salva o mundo e impede a sociedade de sucumbir e se desintegrar através de um colapso de proporções titânicas, que certamente desmantelaria a ordem social vigente por completo.

Infelizmente, em sua obsessiva sede de destruição, os governos não param de decretar novas quarentenas, exigindo a paralisação de toda a atividade econômica “não-essencial” (como se isso existisse), o que vem a dificultar de forma monumental a vida de todos os empreendedores. Para sobreviver em uma situação tão insalubre e arbitrária, os empreendedores devem desobedecer a todos os decretos estatais injustos, bem como sonegar e buscar formas alternativas de atender seus clientes, atuando com discrição para não se tornarem alvos potenciais do estado totalitário coronazista.

Sabemos perfeitamente que é a livre iniciativa que move o mundo. Se existem atividades não-essenciais na sociedade, elas certamente são a de políticos e burocratas do estado, que fariam do mundo um lugar muito melhor se simplesmente deixassem de existir. Afinal, são sujeitos que não fazem absolutamente nada de útil para a humanidade — não geram riquezas, não produzem, não agregam valor, parasitam quem produz e ainda tentam ativamente prejudicar e induzir a falência com decretos ditatoriais absurdos e irracionais quem está criando, servindo, atendendo necessidades legítimas e produzindo prosperidade, efetivamente gerando o progresso que move o mundo.

Graças ao coronazismo, o mundo vive a mais absurda de todas as situações. Aqueles que nada produzem escravizam quem produz, determinam como serão as suas vidas e como todas as atividades econômicas devem proceder. Ayn Rand sintetizou de forma arguciosa a atual situação que vivemos, quando escreveu:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”

As únicas atividades não-essenciais que existem são aquelas fornecidas pelo estado. Como uma entidade parasitária que nada produz e empobrece sistematicamente a sociedade, agora o estado piora a qualidade de vida de toda a população, ao tentar impedir ativamente o mercado de funcionar e os indivíduos de produzirem.

Empreendedores são e sempre serão fundamentais para a manutenção da ordem social. São eles que mantém a produtividade do mundo em atividade. É do empreendedor que vem a coragem para colocar as engrenagens do mundo em movimento, pois é ele que arrisca o seu tempo, as suas energias e o seu capital privado para dar início a um negócio que depende de trabalho árduo para prosperar. Com as quarentenas e lockdowns instituídos pelo estado totalitário coronazista, o empreendedor está enfrentando os maiores obstáculos de sua vida.

Com as quarentenas e lockdowns, o estado está fazendo de tudo para sabotar e perturbar o empreendedor; de fato, com todas as regras restritivas, o estado executa um trabalho impecável fazendo a única coisa que sabe fazer com um formidável nível de competência — arruinar completamente os cidadãos economicamente ativos, criminalizando o trabalho, a livre iniciativa e a ação humana, sendo este basicamente o modus operandi da ditadura do coronavírus.

Nessa situação, está cada vez mais claro que a atividade empreendedora precisa ser realizada à margem do estado; pois, o estado possui o toque de Midas ao contrário, visto que destrói sumariamente tudo aquilo que toca. Para se preservar da destruição e da ruína que são impostas pelo estado totalitário, o empreendedor terá que ser muito mais discreto, cauteloso e vigilante.

Depois do sórdido e implacável holocausto econômico que o mundo experimentou em um ano de coronazismo, o empreendedorismo e a ação humana saem dos escombros da destruição com mais determinação e discernimento, porém mais reservados e taciturnos.

Afinal, se teve uma lição que os empreendedores — pequenos e médios empresários de forma geral — aprenderam durante a ditadura do coronavírus, é que o estado é o maior inimigo de quem trabalha e produz.

De fato, todos os que trabalham se tornaram alvos potenciais do estado totalitário coronazista. Feirantes e ambulantes no país inteiro que comercializavam suas frutas pacificamente em ruas ou avenidas passaram a ser aterrorizados pelo estado totalitário coronazista, que habituou-se a confiscar regularmente seus produtos, em atitudes desprezíveis e autoritárias que efetivamente criminalizaram o trabalho honesto. Como sempre, são justamente os mais pobres e os mais humildes que são as principais vítimas da tirania do estado. O que mostra efetivamente que o estado não protege essas pessoas, mas serve unicamente para aterrorizá-las de forma sistemática e  recorrente.

Não existe absolutamente nada mais nefasto e prejudicial para o progresso e para a prosperidade dos indivíduos do que o estado. O estado é o maior inimigo da humanidade e deve ser tratado como tal. E a ditadura do coronavírus deve ser considerada o maior crime cometido contra a humanidade, um crime de escala global, sem paralelo ou precedentes históricos.