O medo da liberdade individual é o medo da própria vida

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A vida humana é pessoal, muito pessoal.

Não existem duas coisas completamente idênticas no universo. Isso não se aplica apenas aos grãos de areia, mas também a cada ser humano. Cada um de nós é único, nunca será copiado, nunca será reproduzido, um indivíduo.

Cada um de nós ocupa seu próprio lugar específico no universo, e ele não pode ser ocupado por mais ninguém. Cada um de nós nasceu em épocas e locais diferentes. Cada um de nós foi criado em condições diferentes, por pessoas diferentes e em ambientes diferentes.

Todos nós pensamos individualmente …. sozinhos, com nossas próprias mentes.

Todos nós fazemos nossas próprias escolhas, que se manifestam em consequências que experimentamos individualmente.

Ninguém mais pode experimentar o que cada um de nós experimenta individualmente. Outros podem ser capazes de se identificarem. Eles podem ser capazes de se imaginar em nossos lugares. Mas eles estão em seus próprios lugares e nunca podem estar nos nossos.

Todos nós agimos propositalmente, a cada segundo do dia, para alcançar os objetivos que escolhemos individualmente. Nós decidimos o que é importante para nós a cada momento.

O que é importante para nós pode ser abominável para os outros. Eles decidem o que é importante para eles.

Todos nós vivenciamos eventos diferentes, em nossas próprias maneiras únicas. Outros podem fazer parte ou participar do mesmo evento, mas cada um de nós interpreta o significado do evento para si mesmo. Cada um de nós responde a eventos com base em nosso próprio conhecimento, experiências anteriores, crenças adotadas e estado de espírito.

Como Ludwig von Mises escreveu: “O ambiente determina a situação, mas não a resposta.”

Cada um de nós escolhe suas próprias respostas.

Essas respostas nunca podem ser previstas com antecedência, com precisão; nem mesmo por nós mesmos! Podemos esperar responder a um evento de uma determinada forma, caso ocorra, mas não sabemos ao certo o que escolheremos até que chegue esse momento.

A incerteza e a imprevisibilidade são acessórios inevitáveis ​​da vida humana. Por causa disso, somos todos perpetuamente ignorantes, não importa o quão inteligentes nossas mães dizem que somos.

Mises apontou: “Não existe onisciência para o homem”.

Uma vez que somos todos perpetuamente ignorantes, isso significa que nunca podemos nos livrar do risco.

Cada um de nós deve decidir o que acredita ser arriscado. A determinação do risco é extremamente pessoal.

O que parece arriscado para você pode não parecer arriscado para mim.

O que parece arriscado para você hoje, pode não parecer arriscado para você amanhã.

O que uma pessoa de 80 anos acredita ser arriscado pode não ser arriscado para uma pessoa de 20 anos. O que um paulista acredita ser arriscado pode não ser arriscado para um carioca.

O risco é uma avaliação pessoal. Não pode ser determinado por ninguém para você. Outras pessoas certamente podem fazer sugestões. Elas podem tentar persuadi-lo e fornecer informações que considerem importantes.

Mas você é o rei ou a rainha que decide se deve ou não acreditar neles.

Você decide.

Sim? Ou não?

O que quer que você decida virá com as consequências. Não há como voltar atrás e culpar alguém que pode ter enganado você. Pois foi você quem decidiu acreditar neles. Você é o responsável pela consequência de sua decisão.

Já deveria estar óbvio que a vida humana é uma diversidade extrema, inequívoca e completa.

A liberdade individual é nossa natureza e não há como escapar dela, não importa o quanto alguém tente fazer isso. Como tal, não adianta temer a Liberdade Individual.

Se você vai escolher temer algo, é melhor temer a tirania.

Pois a tirania é o perigo real para todos os indivíduos, incluindo os próprios tiranos.

A tirania busca abolir e destruir a diversidade da vida. É a busca de transformar o diferente em idêntico; na tentativa de transformar o heterogêneo em homogêneo; em tentar fazer uniformidade onde ela não existe, e não pode existir.

Tirania é a tentativa de criar um pensamento unificado … ou opinião unificada.

Tirania é a tentativa de criar uma interpretação única para um evento.

Tirania é a tentativa de criar uma avaliação de risco única que se aplica a cada indivíduo único.

Tirania é a tentativa de impor à força um tamanho único para todos.

A palavra-chave aqui é “tentativa”. A tirania nunca pode realmente ter sucesso em alcançar qualquer um desses fins. Só pode ser tentado. Isso é o mais longe possível, e nem é preciso dizer que a tirania foi tentada repetidamente.

Essas tentativas criaram todas as histórias de terror em massa ao longo da história humana.

1 milhão de mortos aqui …. 10 milhões de mortos ali … Todas as histórias de terror em massa possuem a mesma temática: O desejo de criar uniformidade onde ela nunca poderá existir. Pode ser tentado por meio de guerra contra outra nação, ou mesmo guerra contra a própria nação.

Os comunistas dos anos 1900 eram movidos pela filosofia de criar uniformidade em suas próprias nações (seguidas pelo resto do mundo, é claro). O resultado foi a morte de centenas de milhões de seus próprios habitantes.

Portanto, enquanto a Liberdade Individual significa Vida … Tirania significa morte certa.

A vida é dura …. Liberdade Individual é dura …

Por que torná-la exponencialmente mais dura ao abraçar a tirania?

Por que tentar o impossível?

O possível não é suficiente?

Por que tentar continuamente criar uniformidade no mundo de indivíduos diversos e únicos?

A tirania não pode trazer certeza à incerteza com a qual todos devemos lidar. Não pode trazer segurança a uma existência cheia de riscos.

A uniformidade não pode existir … Desejar a uniformidade é desejar a destruição completa da humanidade.

Portanto, se não temos escolha a não ser sermos indivíduos livres e soberanos (e não temos), então é melhor pegar o touro pelos chifres e viver como ele.

Pois temer a Liberdade Individual é temer a própria Vida.

 

Artigo original aqui.

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