Sem quarentena ou decreto de máscara, a Flórida tem praticamente o mesmo nível de hospitalização da temporada de gripe de 2018

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Todo o pretexto para acabar com nossas liberdades é baseado em desinformação

Estamos sendo informados de que nossas liberdades devem ser suspensas para evitar que os hospitais atinjam níveis apocalípticos. Mas e se esses níveis estiverem um pouco acima do normal e não perto dos níveis apocalípticos? E se essas medidas de quarentena não fizerem nada para manter os níveis baixos?

Bem, se houver algum lugar onde possamos verificar essa hipótese, seria na Flórida, onde não há quarentena ou decreto de máscara. Na verdade, as pessoas vêm de fora do estado para aproveitar as férias, fazer conferências e até mesmo morar. Naturalmente, esperaríamos que os níveis de hospitais explodissem, já que eles aumentam ou diminuem devido as quarentenas e máscaras, certo?

Bem, na verdade, você mal consegue ver um aumento no nível de hospitalização na Flórida em relação aos anos anteriores, e o nível atual parece estar no mesmo nível da temporada de gripe de 2018, que foi uma gripe mais pandêmica do que outras gripes dos últimos anos. E em 2018, não fizemos nada como nação para suspender as liberdades.

Há muito debate sobre como contar uma hospitalização por COVID, dados os testes desenfreados e sem precedentes de pessoas em relação a gripes anteriores. Mas uma maneira fácil de observar uma comparação com as temporadas de gripe anteriores é comparar a média geral do censo diário de hospitalizações de agora com os anos anteriores e ajustar esses números per capita à população existente. Ou seja, se todos os pacientes de COVID estivessem legitimamente lá por causa do COVID, veríamos um excesso enorme no número total de pessoas internadas em um determinado momento para qualquer enfermidade. A Flórida simplesmente não está vendo um aumento gigantesco.

Veja como funciona a matemática: O HHS rastreia os níveis hospitalares diários totais em todos os estados desde 1º de janeiro de 2020. Se você tomar os níveis médios de hospitalização total diários na Flórida para o quarto trimestre de 2020, você encontrará uma média (alguns dias são mais, alguns são menos) de 43.150.

Naturalmente, fiquei imaginando quais eram os níveis nos anos anteriores, porque a Agência de Administração de Saúde da Flórida publica dados trimestrais de censos hospitalares de vários anos recentes. Comecei com o primeiro trimestre de 2018, que incluiu a temporada de gripe mais severa que tivemos em uma década. Se você calcular a média do censo total dos hospitais durante os 90 dias de 1 ° de janeiro a 31 de março, chega a 41.094 pessoas no hospital em um dia médio. Ajustando para a população da época, seriam 1.972 internações por 1 milhão de pessoas. Isso é comparado a 1.998 por 1 milhão no último trimestre de 2020 com COVID como a doença predominante.

Como você pode ver, embora os números de hospitais no quarto trimestre de 2020 fossem cerca de 6%-8% maiores do que no quarto trimestre dos dois anos anteriores, eram pouco maiores do que nos primeiros trimestres de cada ano. A razão pela qual é justo comparar com os piores meses dos anos anteriores é porque ficou claro que a gripe acabou neste ano e que o COVID-19 é a versão da gripe deste ano. Assim, com os casos de gripe caindo 98,8%, é razoável supor que o censo de janeiro não crescerá como normalmente ocorre durante o pico da temporada de gripe.

Em outros estados, os proponentes da quarentena podem teoricamente sugerir que o motivo pelo qual os números dos hospitais não estão piores é por causa das medidas que estão tomando. No entanto, a Flórida atua como o grupo de controle perfeito, visto que não há quarentena e não houve restrições em todo o estado por vários meses.

Também é importante lembrar que, como nação, investimos centenas de bilhões de dólares em hospitais para tratar esse vírus, em comparação com as temporadas de gripe anteriores. Então, o nível de internação que a gente tem condições de lidar é muito maior do que no passado.

Imediatamente, os números do último trimestre estão inflados porque, em 6 de outubro, o HHS atualizou sua orientação exigindo que os hospitais incluíssem aqueles em “leitos de observação” como parte do censo. Quaisquer dados dos anos anteriores não incluem leitos de observação, apenas leitos de internamento onde as pessoas permaneceram por mais de 24 horas.

Além disso, como o país está em pânico com esse vírus, ao contrário da temporada de gripe de 2018, o limite para pessoas que vão ao hospital é provavelmente muito menor do que nas temporadas de gripe anteriores. Embora existam definitivamente algumas pessoas gravemente doentes com este vírus, decidimos tratá-lo no hospital com muito mais generosidade do que qualquer outro vírus. Os hospitais recebem taxas de reembolso mais altas para o tratamento de pacientes com COVID-19. No entanto, muitos dos casos não são necessariamente de nível clínico.

Como observei em novembro, a hospitalização é necessária para tratar alguém com Remdesivir, o único medicamento aprovado pela FDA, que foi aprovado em 22 de outubro. É muito provável que uma certa porcentagem dessas pessoas não esteja mais doente do que um paciente de gripe típico que seria tratado ambulatorialmente, mas o Remdesivir necessita de internação no hospital.

Considerando todos esses fatores na totalidade, especialmente em um estado como a Flórida, sem quarentena, tornou-se claro que todo o pretexto para destruir nossas liberdades baseia-se em desinformação e falta de contexto. Em outras palavras, essas 900.000 mortes excedentes projetadas devido ao desemprego provocado pelas quarentenas serão por nada.

 

Artigo original aqui.

4 COMENTÁRIOS

  1. Caralho mano, mais de 200 artigos sobre a pandemia? eu li todos mas não saberia dizer quantos são no total se alguém tivesse me perguntado.

    Quando eu converso com algum pandemista ou prostituta do vírus, eu indico esse link postado acima. E apesar do vasto e diversificado material refutando a mídia corporativa e as cortesãs da máfia estatal, os papagaios do sistema aparecem sempre com a mesma resposta: “esse não vale, a Folha disse que são negacionistas…”

    É de rir vendo isso, pois qual a lógica de eu indicar para o covidiota uma fonte que confirme o pensamento dele, que não passa de manipulação da mídia fake news? Se eu quero que ele abandone a campanha “Fique em casa mate um motoboy” que só faz mal para o mundo, é óbvio que eu vou mandar ele ler artigos em sites “negacionistas” – o correto seria dizer dissidentes.

    Posso não ver o sistema cair no tempo em que eu permanecer na terra, mas certeza, terei o desprazer de ler na história deste período algo como “quando a ciência salvou a civilização da extinção”. Afinal, é um clichê dizer que quem conta a história são os vencedores. E sem dúvida, tanto em número de mortes quanto em perda de direitos, o estado leviatã ganhou de novo.

  2. Muito bom! Se me permitem uma sugestão, acho que vcs deveriam fazer uma espécie de “Dossiê Covid”, isto é, reunir todos esses textos em um único documento/livro. Nesse caso, eu sugeriria que colocassem por tópico, demonstrando as mudanças nas posições dos “especialistas” sobre máscaras, lockdowns, testes, etc, demonstrando as falhas relacionadas as políticas adotadas, as falhas na cobertura da mídia sobre o assunto e o efeito desastroso do que foi realizado no combate ao Covid-19.
    Minha preocupação quanto a isso é justamente que, quando o corona passar(será quando? a eternidade é o limite), os progressistas bombardearão o povo com a ideia de que as medidas draconianas salvaram vidas e que eles eram, na verdade, os certos. As vozes contrárias dificilmente terão voz na mídia e os argumentos do outro lado serão esquecidos em threads desconexas no Twitter, ou em artigos soltos em sites. Esse documento, todavia, uniria todos esses argumentos
    Sendo assim, esse livreto seria uma arma pra buscar que a história seja contada de forma certa.