Teoria e História

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Capítulo 4. A Negação da Avaliação

AO LIDAR com julgamentos de valor consideramos que eles são dados finais, que não podem ser reduzidos a outros dados. Não afirmamos que julgamentos de valor, tais como são, feitos pelos homens e utilizados como guia de seus atos, são fatos primários, independentes de todas as outras condições do universo; tal suposição seria absurda. O homem faz parte do universo, ele é fruto das forças que atuam nele, e todos os seus pensamentos e atos são, como as estrelas, os átomos e os animais, elementos da natureza. Estão incrustados na concatenação inexorável de todos os fenômenos e eventos.      Afirmar que os julgamentos de valor são, no fim das contas, fatos incontestáveis, significa dizer que a mente humana é incapaz de identificar a sua origem naqueles fatos e acontecimentos com os quais lidam as ciências naturais. Não sabemos por que e como as condições definidas do mundo externo despertam numa mente humana uma reação específica. Não sabemos por que tanto pessoas diferentes quanto as mesmas pessoas, em diversas ocasiões ao longo de suas vidas, reagem de maneiras diferentes aos mesmos estímulos externos. Não temos como descobrir a ligação necessária entre um evento externo e as ideias que ele produz no interior da mente humana.

Para esclarecer esta questão, devemos agora analisar as doutrinas que apoiam a opinião contrária. Lidaremos com todos os tipos de materialismo.

 

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Ludwig von Mises foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico. Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política. Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico. Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de 'praxeologia'.