O CRE

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A filial americana do novo grupo demorou um pouco para começar. Finalmente, o ainda inativo American Institute of International Affairs fundiu-se com um corpo extinto, iniciado em 1918, de empresários de Nova York preocupados com o mundo do pós-guerra, e organizado como um clube de jantares para ouvir visitantes estrangeiros. Essa organização, o Conselho de Relações Exteriores, tinha como presidente honorário o advogado Morgan Elihu Root, enquanto Alexander Hemphill, presidente da Morgan’s Guaranty Trust Company, era presidente de seu comitê financeiro. Em agosto de 1921, as duas organizações fundiram-se no novo Conselho de Relações Exteriores, Inc., uma organização poderosa que abarcava banqueiros, advogados e intelectuais.

Embora diversos interesses financeiros estivessem representados na nova organização, o CRE era dominado por Morgan, de cima a baixo. O presidente honorário foi Elihu Root. O presidente era John W. Davis, procurador-geral de Wilson, e agora conselheiro-chefe da J. P. Morgan & Co. Davis se tornaria candidato presidencial democrata em 1924. O secretário-tesoureiro do novo CRE era o historiador econômico de Harvard Edwin F. Gay, diretor de planejamento e estatísticas do Shipping Board durante a guerra, e agora editor do Evening Post de Nova York, de propriedade de seu mentor, o sócio de Morgan Thomas W. Lamont.

Foi Gay quem teve a ideia de fundar o Foreign Affairs, o jornal trimestral do CRE, e quem sugeriu tanto seu colega de Harvard Archibald Coolidge como o primeiro editor, quanto o repórter do New York Post Hamilton Fish Armstrong como editor assistente e diretor executivo do CRE. Outros funcionários proeminentes no novo CRE foram: Frank L. Polk, ex-Subsecretário de Estado e agora advogado do J. P. Morgan & Co; Paul M. Warburg de Kuhn, Loeb; Otto H. Kahn de Kuhn, Loeb; o ex-subsecretário de Estado de Wilson, Norman H. Davis, um associado bancário dos Morgans; e como vice-presidente, Paul D. Cravath, sócio sênior do escritório de advocacia de Wall Street, orientado por Rockefeller, Cravath, Swaine and Moore.

Após a Segunda Guerra Mundial, o Conselho de Relações Exteriores foi dominado pelos interesses Rockefeller e não pelos Morgan, uma mudança de poder refletindo uma alteração geral no poder financeiro no mundo em geral. Após a Segunda Guerra Mundial, a ascensão do petróleo à proeminência trouxe os Morgans e os Rockefellers – outrora arquirrivais – para um Establishment do Leste do qual os Rockefellers eram os principais e os Morgans os sócios menores.