O fantasma da transmissão assintomática

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Em janeiro de 2020, logo no início da pandemia, o New England Journal of Medicine publicou uma carta que sugeria a possibilidade de a covid ser transmitida por pessoas que não apresentavam nenhum sintoma da doença. Este artigo foi baseado em um único relato de caso.

A agência de saúde pública da Alemanha, o Instituto Robert Koch (RKI), falou mais tarde com a pessoa mencionada no relato do caso, que supostamente era o espalhador assintomático, e ela esclareceu que tinha sintomas quando encontrou a segunda pessoa mencionada no artigo. Assim, este relato de caso, publicado em uma das revistas médicas mais prestigiadas do mundo, foi um alarme falso. Mas não importa, nasceu o mito da transmissão assintomática.

Em 8 de junho de 2020, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que pessoas assintomáticas poderiam transmitir a covid. Nesse mesmo dia, Maria Van Kerkhove, responsável técnica da OMS pela pandemia de covid, esclareceu que as pessoas que têm covid sem sintomas “muito raramente” transmitem a doença a outras pessoas.

A OMS então voltou atrás em sua declaração alarmista original um dia depois. Semanas depois, Kerkhove foi pressionada pelo establishment de saúde pública, incluindo o Instituto de Saúde Global de Harvard, para voltar atrás em sua declaração de que a transmissão assintomática era muito rara, alegando que ainda não havia consenso sobre isso.

Sua alegação original de que a transmissão assintomática não era um fator determinante da pandemia estava correta, como agora está claro. Dado que era sabido que nenhum vírus respiratório na história se espalhava de forma assintomática, isso não deveria ter surpreendido ninguém.

Mas o estrago já estava feito. A mídia divulgou a história de ameaça assintomática. O fantasma de pessoas sem sintomas sendo potencialmente perigosas – que nunca teve qualquer base científica – tornava cada cidadão uma possível ameaça à sua existência.

Devemos notar a completa inversão que isso efetuou em nosso pensamento sobre saúde e doença. No passado, uma pessoa era assumida como saudável até ficar doente. Se alguém faltasse ao trabalho por um período prolongado, era necessário um atestado de um médico estabelecendo uma doença. Durante a covid, o critério foi invertido: começamos a supor que as pessoas estavam doentes até se provarem saudáveis. Elas precisavam de um teste covid negativo para voltar ao trabalho.

Seria difícil conceber um método melhor do que o mito generalizado da transmissão assintomática combinado com a quarentena dos saudáveis ​​para destruir o tecido social e nos dividir. As pessoas que têm medo de todos, que estão trancadas, que ficaram isoladas por meses assistindo televisão, são mais fáceis de controlar.

Uma sociedade baseada no “distanciamento social” é uma contradição – é uma espécie de anti-sociedade. Considere o que aconteceu conosco, considere os bens humanos que sacrificamos para preservar a sobrevivência a todo custo: amizades, férias com a família, trabalho, visitar os doentes e moribundos, adorar a Deus, enterrar os mortos.

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Eu que não sou covidiano, ainda iria mais longe: eu somente tenho medo de ser infectado por alguém com alguma doença que eu não qual é, se o indivíduo estiver com febre. Aí certamente ele é um vetor. Agora se alguém espirrar perto de mim, tossir ou coisa parecida, eu nem dou bola. Eu acredito portanto que os propagadores do medo e os globalistas da ditadura sanitária encontraram uma sociedade naturalmente medrosa de vírus, do tipo que tem alguma paranóia asséptica. E isso é uma espécie de totalitarismo.

    Eu já afirmei para alguns idiotas covidianos linha dura que: (1) ou eles irão ficar para sempre com máscara, já que o vírus permanecerá entre nós; (2) ou vão deixar de usa-lá, o que contradiz que que máscaras funcionam e portanto, jamais deveriam ter sido de uso obrigatório.

    Aqui em Porto Alegre eu notei que a utilização caiu drasticamente no dia após a abolição do uso. Mas a propaganda do ‘eu uso apesar de não precisar” dee ter sido grande, pois a impressão é que mais pessoas estão usando, ao menos em lugares fechados. Triste