Quarentenas: imorais, ilegais e ineficazes

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Prender uma nação para prevenir a propagação de uma doença infecciosa é uma intervenção médica nunca experimentada na história do mundo antes de 2020 e então quase imediatamente empregada na maior parte do mundo. Esta observação por si só merece uma consideração profunda. Aqui, defenderei que, considerados como uma intervenção médica, as quarentenas ou lockdowns são imorais, ilegais e ineficazes.

Imoral

A imoralidade das quarentenas é evidente sob muitas perspectivas (como o princípio de não agressão dos libertários). Aqui, vou me concentrar nos Dez Pontos do Código de Nuremberg para a ética médica, desenvolvidos na esteira dos crimes nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Esta lista é em termos de um experimento médico, mas está implícito

  1. O consentimento voluntário do ser humano é absolutamente essencial
  2. O experimento deve ser tal que produza resultados vantajosos para a sociedade, os quais não possam ser buscados por outros métodos de estudo, e não devem ser feitos casuística e desnecessariamente.
  3. O experimento deve ser baseado em resultados de experimentação animal e no conhecimento da evolução da doença ou outros problemas em estudo, e os resultados conhecidos previamente devem justificar a experimentação.
  4. O experimento deve ser conduzido de maneira a evitar todo o sofrimento e danos desnecessários, físicos ou mentais.
  5. Nenhum experimento deve ser conduzido quando existirem razões para acreditar numa possível morte ou invalidez permanente; exceto, talvez, no caso de o próprio médico pesquisador se submeter ao experimento.
  6. O grau de risco aceitável deve ser limitado pela importância humanitária do problema que o pesquisador se propõe resolver.
  7. Devem ser tomados cuidados especiais para proteger o participante do experimento de qualquer possibilidade, mesmo remota, de dano, invalidez ou morte.
  8. O experimento deve ser conduzido apenas por pessoas cientificamente qualificadas. Deve ser exigido o maior grau possível de cuidado e habilidade, em todos os estágios, daqueles que conduzem e gerenciam o experimento.
  9. Durante o curso do experimento, o participante deve ter plena liberdade de se retirar, caso ele sinta que há possibilidade de algum dano com a sua continuidade.
  10. Durante o curso do experimento, o pesquisador deve estar preparado para suspender os procedimentos em qualquer estágio, se ele tiver razoáveis motivos para acreditar que a continuação do experimento causará provável dano, invalidez ou morte para o participante.

Claramente, a violação mais óbvia e importante dessas quarentenas é do ponto 1 e do ponto 9 que tem relação com o 1. As quarentenas são aplicadas sem consentimento e ninguém pode optar por sair. O ponto 2 também é violado. Resultados mais vantajosos estão disponíveis conforme explicado na Declaração de Great Barrington. O ponto 3 não é diretamente aplicável, mas destaca o fato de que nossos governantes estão voando às cegas, sem resultados de piloto humano ou animal para guiá-los (mais sobre isso abaixo). A natureza repugnante na qual as quarentenas têm sido aplicadas muitas vezes visa criar sofrimento físico e mental e danos (por exemplo, o medo é sempre induzido), violando o ponto 4. O ponto 6 também é importante enfatizar. Qual é a real importância deste problema. Para mim, as invenções e fraudes da história da Covid ficaram evidentes na declaração da OMS sobre a pandemia em março. A comparação da taxa de mortalidade por infecção entre pacientes chineses hospitalizados por Covid e a população em geral por gripe foi pura fraude. Isto é evidente nesta entrevista de rádio do Reino Unido que os epidemiologistas que planejaram esta intervenção não fizeram nada para quantificar os efeitos negativos que violam o ponto 7.

Ilegal

Não sou advogado, portanto, vou contar com a dissecação de Lord Sumption (o ex-juiz da Suprema Corte) sobre a ilegalidade do governo no Reino Unido como um modelo de como os governos têm agido. Além disso, não é necessário um advogado ou profissional de saúde para observar as violações da Declaração de Direitos nos Estados Unidos.

Aqui, enfatizarei as normas jurídicas mais específicas da comunidade médica. A base fundamental das questões de regulamentação é garantir, com base em evidências de testes pré-clínicos e clínicos in vitro, ex vivo, in vivo, que todas as intervenções médicas (produtos farmacêuticos, dispositivos, procedimentos) são eficazes e seguras. O padrão ouro de evidência é o ensaio clínico randomizado controlado (ECRC). Além disso, esse teste deve ser avaliado para todos os grupos afetados; homens e mulheres, diferentes faixas etárias, diferentes raças e grupos étnicos. A falta de ECRCs para outras intervenções relacionadas à Covid tem sido a crítica comum da comunidade médica contra, por exemplo, a hidroxicloroquina. Meu ponto principal é que nenhum ECRC foi realizado para avaliar a eficácia ou segurança das quarentenas nacionais. O fato de que tal ensaio é difícil até de se imaginar torna ainda mais forte o argumento para não aplicar este instrumento grosseiro.

O fato de que os ECRCs costumam estar gravemente comprometidos não é relevante para o meu argumento aqui.

Ineficaz

Observei acima que não há ECRC para provar a eficácia das quarentenas nacionais. No entanto, temos dados sobre a experiência dos diferentes países (e estados dos EUA) que empregaram lockdowns, com o importante caso da Suécia como controle. Colocar todos os dados (o que sempre é suspeito hoje) em uma forma de fácil comparação é uma tarefa enorme que os funcionários do governo se recusam a realizar. Tom Woods tem agrupado gráficos de fontes da Internet que deveriam ser vistos por todos os cidadãos para seu próprio bem-estar. Reproduzo aqui um desses gráficos, que por si só é um argumento devastador para o fim de todos as quarentenas nacionais. Não só as quarentenas não reduziram a primeira onda na Europa, como abriram caminho para a segunda.

Tenho certeza de que a maioria dos leitores já deve ter notado que uma análise semelhante pode ser aplicada a outras respostas dadas a Covid, como decretos de máscara e vacinações.

 

Artigo original aqui.

2 COMENTÁRIOS

  1. Um negócio que eu não consigo me conformar é ter que apelar para a Suécia para confirmar que quarentenas são um instrumento de morte, não de vida. Não pela Suécia em si, mas pelo fato que as brilhantes e sofisticadas teorias contra as quarentenas são corretas, independente de qualquer caso concreto. Não deveriam terem sido feitas e o caso sueco é irrelenvante…