Comunavírus e o colapso do sistema de saúde global

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Sim, a culpa toda é dos COMUNISTAS.

Mas não estou falando de teorias mirabolantes de detetives de internet que culpam a maneira como o Partido Comunista Chinês lidou com o surgimento do novo coronavírus, ou como os modos alimentares bizarros de chineses originados na fome provocada pelo Comunismo fez surgir o vírus, ou que o vírus tenha sido desenvolvido em laboratório chinês como arma biológica dos comunistas. Nada disso.

Esse pessoal não foi longe o suficiente, pois a verdadeira culpa vem de um vírus que começou a se espalhar pelo mundo todo há 100 anos atrás: o comunavírus.

Em 1918, a União Soviética se tornou o primeiro país a prometer saúde pública universal “do berço ao túmulo”. O “direito à saúde” se tornou um “direito constitucional” dos cidadãos soviéticos. Uma ideia completamente estapafúrdia.[1] Garantir um recurso escasso e que possui demanda infinita é uma aberração que viola as leis básicas da natureza e da economia. Apesar disso, esta ideia, este vírus, se espalhou rapidamente pelo mundo, infectando quase que 100% da humanidade. A exceção foram os libertários, uma porcentagem ínfima da população que possui imunidade à esse vírus, adquirida através de estudo corretamente direcionado e uma aderência à princípios éticos. Essa pandemia acabou atingindo todos os países do mundo que, se não copiaram literalmente a constituição leninista soviética, incorporaram suas ideias de tal forma que deixaram o setor de saúde quase que completamente estatizado por regulamentações sufocantes.

O óbvio resultado não poderia ser diferente: o sistema de saúde de todos os países do mundo é uma porcaria. E todo o problema da pandemia de coronavírus atual se resume ao fracasso da ideia soviética (comunavírus) de “saúde como um direito”.

A principal consequência do comunismo pode ser resumida em uma palavra: fila. Por sua vez, o capitalismo pode ser resumido como “um eliminador de filas”. A busca desimpedida pelo lucro em um ambiente de livre mercado faz com que empreendedores, informados pelo sistema de preços, vejam nas filas uma oportunidade, e fazem elas desaparecerem. Ou seja, é uma outra maneira de dizer que o mercado pode atender todas as demandas dos consumidores melhor, mais rápido e mais barato que o estado. Um olhar praxeológico – além da emoção provocada pelas cenas realmente terríveis – na situação do pior hospital, da pior cidade, da pior região do pior país nesta pandemia nos diz muito. Quando olho para a situação deste hospital de Bérgamo eu vejo uma fila. Escassez de leitos de UTI, serviços médicos e de respiradores. E isso é um atestado da falência do sistema de saúde soviético italiano. A região da Lombardia já funciona normalmente com capacidade quase máxima; adicionar uma doença nova (que nem é mais grave do que a maioria das outras) à já vasta lista de doenças existentes é o suficiente para extrapolar a capacidade de atendimento do sistema. Portanto, o que temos nos sistemas de saúde de todo mundo é escassez, e as consequentes filas.

O que o mundo está passando com as medidas draconianas da maioria dos governos, fechando comércios e indústrias, bloqueando estradas, e fronteiras, cancelando voos e fechando portos, decretando quarentenas com fechamento de parques, decretando lei marcial proibindo pessoas de sair nas ruas, prendendo quem vai à praia etc.[2] e toda a consequente destruição da economia gerando falências e desemprego em massa, tudo isso se resume a um esforço dos governo de tentar salvar seus já colapsados sistemas de saúde comunistas do completo colapso.

A justificativa de todos os governos para essas medidas é a mesma, “achatar a curva”, que seria tão somente uma tentativa de diminuir à força as filas em seus sistemas soviéticos de saúde, não aumentando a oferta como faria o livre mercado, mas reprimindo a demanda, literalmente aprisionando seus súditos em casa (ou prisões para os que desobedecerem a ordem de ficar em casa) e dessa forma evitando que todos sejam infectados pelo novo coronavírus ao mesmo tempo. A fila, neste caso, representa a morte, pois as pessoas não podem ficar sem respirar em uma fila.

No entanto, as consequências deste desligamento quase que completo da economia são ainda piores, causando caos social, diminuição drástica das condições de vida, miséria e possivelmente muito mais mortes do que a epidemia atual de coronavírus poderia causar. E é neste ponto que Bastiat nos ajuda a entender a escolha da pior opção por parte dos governos, pois os corpos resultantes do fracasso dos sistemas de saúde comunistas em atender os casos graves dos infectados pelo coronavírus são fáceis de se ver e de identificar a culpa dos governos; já os mortos de uma longa recessão são difusos e de difícil identificação dentro do complexo rumo de coisas que a ocasionaram.

Seja lá que caminho as sociedades irão escolher para sair desta crise pandêmica e econômica, o fato é que a culpa de tudo isso é dos comunistas; dos mais de 7 bilhões de comunistas do planeta, que defendem, ativa ou passivamente, a existência de um sistema de saúde soviético que não funciona, nunca funcionou e nunca irá funcionar – além de ser algo anti-ético – e que com o surgimento de uma doença nova colapsou completamente em alguns locais e ameaça colapsar completamente em outros.

 

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Notas:

[1] O próprio conceito de “saúde pública” não faz o menor sentido. Saúde é um conceito exclusivamente individual. Se Robinson Crusoé está saudável e Sexta-feira está doente, como está a “saúde pública” da ilha, 50% boa? E porque um trabalhador que tem uma vida regrada deveria ser obrigado a pagar pelo tratamento de cirrose de seu vizinho bêbado vadio? A saúde é exclusiva de cada indivíduo que deve ter a liberdade para assumir os riscos de qualquer comportamento que quiser e também assumir as consequências desses comportamentos, contratando seguradoras ou não. Assim sendo, durante uma epidemia todos têm o direito de escolher ficar de quarentena ou não. Quem quiser tem todo o direito de se arriscar em aglomerações, mesmo sabendo que o sistema de saúde soviético de seu país pode não ter capacidade de atende-lo (e mesmo em condições normais, geralmente já não pode).

[2] E tudo isso demonstra que o comunavírus se espalhou pelo mundo em uma verdadeira pandemia nas últimas semanas pois se trata da exportação do modo ditatorial e autoritário como a China Comunista lidou com o surto deste novo coronavírus, sem nenhum respeito às liberdades individuais e à propriedade privada. Estamos em 1984.

5 COMENTÁRIOS

  1. Os usa nao tem sistema de saude, neste momento e à data que escrevo, esse é o país com mais infetados no mundo?
    Agradecia que me explicasse como isto é possivvel num pais capitalista e mercado livre?
    Cumprentos