Libertador: desobediência civil em massa e em pizza em São Paulo

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O Estado de São Paulo vive a maior tirania de toda sua história, por conta de um vírus mortal que poupa 99,9% de suas vítimas… Há quase um ano as pessoas estão sofrendo severas restrições de suas liberdades mais básicas, como trabalhar, estudar ou ir ao parque. Nos finais de semana o ditador local João Doria decretou uma tal de fase vermelha, a mais restritiva, em que tudo que não é um “serviço essencial” deve permanecer fechado. Mas em um exemplo imponente de desobediência civil em massa, a torcida do Palmeiras mostrou que não acredita na farsa da fraudemia e não obedece mais ordens ditatórias. Dezenas de milhares de palmeirenses se aglomeraram nas ruas em frente ao estádio e ao centro de treinamento, sem máscara, e ficaram até de madrugada comemorando a conquista da Libertadores da América – e com essa atitude agindo como verdadeiros libertadores de uma tirania maior do que a imposta pelos impérios europeus que mantinham colônias na América.

Os bares ao redor do estádio também permaneceram abertos durante a noite de comemoração, e juntamente com os vendedores ambulantes, desobedeceram bravamente as ordens assassinas dos governantes e faturaram alto. O clube ainda tentou levar um trio elétrico para a festa, mas foi impedido pelas forças policiais do ditador de São Paulo, todavia, isso não impediu a festa e a aglomeração da torcida que canta e vibra.

O que foi lamentável para os palmeirenses foi a vergonha histórica inédita de uma final de Libertadores praticamente sem torcedores no estádio. Apenas 1.000 foram liberados, e deveriam se espalhar pelo estádio para manter o distanciamento, mas ignoraram essa estupidez e se aglomeraram em um pedaço do Maracanã. E também desobedeceram constantemente a imbecilidade de se manter com a máscara.

Absurdamente, desde março do ano passado os estádios estão sem torcida, causando um prejuízo milionário aos clubes. E, desde o começo, essa medida se mostrou inútil para evitar aglomerações. À época, o PSG estava nas oitavas de final da Champions League e o jogo de portões fechados não impediu que a torcida comparecesse e ao invés de se aglomerar dentro, se aglomerou fora do estádio. Assim como a final da Champions sem torcida não impediu que os torcedores do Bayern se aglomerassem na comemoração do título.

Nunca existiu o menor sentido em cancelamentos ou até proibições de atividades com aglomeração de pessoas. Quem quiser ir, que vá. Quem tem receio de pegar a gripe chinesa, fica em casa. Simples assim. Assim como os jogos sem torcida, mas que milhares de torcedores compareceram e ficaram do lado de fora do estádio; por que não deixá-los dentro assistindo à partida?

O esporte jamais deveria ter parado. Os estádios jamais deveriam ter vetado torcedores. Nada teria acontecido. Países que continuaram com seus campeonatos esportivos com torcedores nos estádios e ginásios não sofreram nenhum apocalipse com pilhas de cadáveres nas ruas. A Bielorrússia, por exemplo, nunca parou seus campeonatos esportivos (e nunca parou nada) e os jogos e futebol e hockey no gelo, os mais populares do país, continuaram a receber torcedores. E sua taxa de mortalidade Covid é a mesma ou bem menor do que muitos países que vetaram torcida (a taxa de mortalidade do país está entre as mais baixas da Europa).

Em novembro também ficou evidenciada a inutilidade dessa mutilação do futebol quando, após meses de futebol argentino sem torcida, milhões de torcedores se aglomeraram em Buenos Aires durante o velório de Maradona, em meio a uma das quarentenas mais duradouras e repressivas do mundo. E, obviamente, não se seguiu nenhuma catástrofe, ou seja, o espetáculo das hinchadas argentinas jamais deveria ter sido interrompido.

A dureza do prélio não falhou e os palmeirenses mostraram como lidar com a Fraudemia. E muitos outros estão começando a se revoltar contra a ditadura em São Paulo e a desobediência civil cresce cada vez mais. À exemplo do que está acontecendo na Itália, alguns restaurantes estão desafiando as leis draconianas de fechamento e estão abrindo, como a pizzaria Bongiorno e o tradicional Ponto Chic. Parece que o medo de uma multa não é mais suficiente para manter a obediência de alguns donos de restaurantes, pois a multa pode pesar no bolso, mas não mais do que a falência total – coisa eu já ocorreu com milhares deles, inclusive alguns muito tradicionais. Tudo isso enquanto o governador vai aglomerar sem máscara em shopping em Miami e o prefeito vai aglomerar no Maracanã. Ó, hipocrisia..

Esta mulher que fez essa pergunta do cartaz em um protesto contra as novas determinações de fechamentos de bares e restaurantes resume a situação. E a resposta é SIM, merecem falir, pois agem como ovelhinhas, obedecendo até ordens de ir para o matadouro. Não existe meia liberdade. Quando os proprietários concordaram em “seguir protocolos” débeis eles já concordaram com sua condição de escravos. Infelizmente, somente quando a inviolabilidade dos direitos de propriedade for instaurada, a escravidão vai deixar de existir. Porém torcedores palmeirenses e alguns donos de restaurantes já estão dando um basta à tirania da covidolatria.

5 COMENTÁRIOS

  1. Esse texto foi o campeão dos politicamente incorretos que li nos últimos tempos. Qualquer progressista pós moderno que ler isso vai reagir espumando de ódio kkkkkk. FANTÁSTICO, Fernando Chiocca!

    Principalmente a conclusão “somente quando a inviolabilidade dos direitos de propriedade for instaurada, a escravidão vai deixar de existir.”

  2. Excelente texto…

    O nobre articulista é torcedor do Palmeiras, consegui sentir as tintas deste texto carregadas de verde…

    Não existe nada certo feito pelos governos ao redor do mundo, afinal, o interesse das máfias estatais nacionais nunca foi achatar a curva. Mas, dentro das prioridades de cada indivíduo – graças a Deus eu posso trabalhar de casa, e em nenhum momento deixando de ser solidários com aqueles que tiveram seus negócio fechados, perderam seus empregos, tiveram familiares mortos de Covid ou devido as consequências das quarentenas assassinas, nada me afetou tanto quanto deixar de frequentaras arquibancadas toda a semana. De fato, foi o único momento que a máfia estatal conseguiu afetar meu equilíbrio emocional. Agora a coisa meio que se estabilizou, mas não foi fácil. Eu que sou totalmente desestatizado (como um video do Kogos), mentalmente e materialmente, fui pego como um goleiro no contra-pé. Há anos que nada do que esses canalhas faziam me afetava.

    É curioso como é possível enxergar a festa palmeirense como um ato de desobediência civil. Eu acho que os torcedores não se veem assim, mas o fato é que a máfia do governo não pensou em dispersar ninguém, o que prova que o futebol ainda funciona como um poderoso e intuitivo antídoto contra a tirania estatal. É por exatamente por isso que o sistema e seus lacaios da imprensa perseguem todas as torcidas, não apenas as organizadas. O Cristiano Chiocca falou algo parecido em um sensacional video que ele fez com o Kogos sobre futebol…

    Eu vi o jogo da final da Libertadores e não conseguia me concentrar pensando nisso que o autor escreveu:

    “O que foi lamentável para os palmeirenses foi a vergonha histórica inédita de uma final de Libertadores praticamente sem torcedores no estádio”

    Eu lembrava do Grenal da Libertadores que a torcida colorada foi impedida de assistir o jogo no próprio estádio, enquanto no primeiro turno, teve torcida. Isso já seria o bastante para enforcar todos esses canalhas da máfia estatal.

    Vou continuar torcendo no brasileiro para que o Internacional saia campeão, para que cenas como estas , um dia antes do grenal semana passada, voltem a se repetir: contribuição colorada contra o distanciamento social.

    https://www.youtube.com/watch?v=GXjRUdUYwnk

  3. Primeiro bloco: Palmeiras!
    Segundo bloco: Palmeiras!
    Terceiro bloco: Palmeiras!
    Quarto bloco: Aquilo, São Paulo, Santos, Portuguesa, Juventus da Moóca, Superliga de Vôlei, NBB e Tóquio 2021.
    Não, não sou palmeirense como (provavelmente) o autor e o saudoso Avallone, mas parabéns pelo texto e parabéns ao Palmeiras.