O circo político está armado no Brasil, já que a seita democrática realizará seu sumo ritual em outubro: as eleições para presidente. Com um segundo turno já definido, as pessoas que optam por votar serão sugadas pela espiral de narrativas e acabarão caindo em uma das duas alas, na direita, representada por Flávio Bolsonaro, ou na esquerda, representada por Lula. Sim, votar é uma opção, não uma obrigação. Embora exista uma determinação legal de votar, as pessoas podem optar por não comparecer e justificar, e mesmo quem não vota e nem justifica está sujeito a uma punição extremamente leve: uma multa meramente simbólica de R$3,51. Eu tenho escolhido essa opção pelos últimos 20 anos, não votar e nem justificar, ignorando completamente a liturgia da democracia.
Isso me colocou entre os mais de 32 milhões de brasileiros que se abstiveram nas últimas eleições, 20,9% do eleitorado. Somando-se aos 5,4 milhões de votos brancos e nulos, 4,4%, temos 25% do eleitorado que não escolheram nem Lula e nem Bolsonaro em 2022. Mas 75% escolheram e este ano irão escolher novamente, entre Lula e o substituto de Bolsonaro, seu filho Flávio. Tirando os fanáticos que divinizam seus políticos de estimação, a maioria que vota usa o critério do “menos pior” para escolher seu candidato, então, tentemos definir qual desses dois é o pior.
Apesar de ser o maior expoente do anarcocapitalismo e defender a abolição do estado, este era um exercício que Murray Rothbard costumava fazer em todas as eleições. No caso da eleição presidencial atual, essa parece ser uma tarefa inócua, já que pouco poder é exercido pelo presidente, pois o país é controlado por uma escumalha de ministros do supremo tribunal, extremamente corrupta e autoritária. Um candidato a presidente deveria, no mínimo, propor fazer o que Nayib Bukele fez em El Salvador. Quando os aliados de Bukele conquistaram a maioria no Congresso, o parlamento destituiu todos os cinco magistrados da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça e nomeou outros. Todavia, a solução seria se livrar da instituição em si, uma vez que um Tribunal Supremo resulta em um Estado Supremo. O sistema monopolista de Suprema Corte é completamente incompatível com o princípio elementar de Justiça da imparcialidade. É como se o juiz de uma partida entre Palmeiras e Corinthians fosse escolhido pela torcida Mancha Verde ou pela Gaviões da Fiel. O sistema é inerentemente inapropriado, e Lula escancarou isso melhor do que ninguém ao indicar para o cargo de juiz supremo o advogado do PT Dias Toffoli, seu próprio advogado Cristiano Zanin e seu companheiro político, o comunista, ex-governador dos criminosos lockdowns, Flávio Dino. Isso é completamente inadmissível; não obstante, a oposição aceita esse disparate como um fato consumado, e o máximo que faz é ansiar ganhar uma eleição para poder indicar seus próprios juízes supremos. É patético. E como nenhum candidato propõe alterar nada disso, dentro do escopo limitado de um presidente, quem seria pior, Lula ou Flávio?
Ditadura sanitária
Flávio Bolsonaro se apresenta como uma continuação do governo de seu pai, Jair. No programa de governo, ele trata o governo Bolsonaro (2018-2022) como “nosso governo”: “Nós já mostramos que dá para fazer diferente: mesmo diante da maior pandemia em cem anos, fizemos a dívida cair.” Ele só esquece de dizer que a calamidade econômica da dita “pandemia” não foi um desastre natural, e sim uma catástrofe artificial, provocada pelo próprio governo “deles”. Jair Bolsonaro foi um dos poucos presidentes que falaram verdades durante a psicose delirante em massa que afligiu o mundo em 2020, pois realmente a covid não passou muito de uma “gripezinha”, os tratamentos alternativos eram seguros e eficazes – ao contrário das “vacinas” perigosas e ineficazes que ele não tomou e das máscaras que ele se recusou a usar em diversas oportunidades – e o fica em casa foi inútil para conter o vírus. Mas falar foi tudo o que ele fez, pois Jair Bolsonaro não só sancionou uma lei que permitia às autoridades impor vacinação obrigatória, uso de máscaras obrigatório e testes PCR obrigatórios, como também viabilizou os lockdowns ao distribuir o Bolsa Covid, que garantiu uma renda mínima para milhões de pessoas impedidas de trabalhar, prevenindo assim que se revoltassem contra a tirania de seus governadores e prefeitos. Isso destruiu ainda mais a economia com a inflação que essa bolsa gerou. E embora Jair tenha tido algumas posturas corajosas durante a fraudemia, Flávio não seguiu seu pai nisso, sendo muito pior do que ele, se orgulhando de ser mais “moderado” e ter se vacinado:
Isso que Jair era parte do grupo de risco, já que a Covid poderia ser perigosa para pessoas acima de 70 anos e com comorbidades, e Jair estava com 66 anos e com inúmeros problemas de saúdes decorrentes da facada que levou, enquanto Flávio não corria riscos com a Covid e se vacinou, nessa cena ridícula abaixo, usando máscara, e injetando em seu corpo o “imunizante” da Astrazeneca, retirado do mercado em 2024, devido ao elevado risco de causar coágulos sanguíneos e até uma morte súbita.
Temos claro que Flávio é pior do que Jair, mas estamos aqui para determinar se ele é pior do que Lula. No que tange a covid, Lula parecia ser pior que Flávio. Lula tomou 5 doses – duas Coronavac, uma Janssen, e uma Pfizer – e não só apoiou todas as medidas ditatoriais impostas pelos governos durante a tirania covid, como chegou a “agradecer a natureza por ela ter criado o coronavírus (que na verdade foi criado artificialmente em um laboratório chinês com pesquisas de ganho de função financiadas pelos EUA) para mostrar para os cegos (libertários?) – que acham que o estado tem que ser desmantelado – que só o estado pode solucionar crises como essas”:
No entanto, Flávio anunciou que o seu ministro da Saúde será o judeu sionista que durante a fraudemia defendeu as máscaras e a tirania do passaporte vacinal. Então eu diria que Flávio é tão horrível quanto Lula neste quesito. Poder-se-ia pensar que este tema é irrelevante, uma vez que a covid já passou, e, realmente, com a narrativa pandêmica mainstream terminando de ser obliterada agora pelas audiências do Dr. Fauci no congresso americano, parece ser difícil o mundo cair nesse golpe novamente em um futuro próximo. Porém, é bom lembrar que a estupidez humana é infinita, e esse é um fantasma que sempre estará à espreita: uma nova ditadura sanitária pode ser instaurada novamente a qualquer instante.
Narcotráfico
Ambos os candidatos prometem ser duros contra o tráfico de drogas: Flávio com propostas de atacar as finanças das organizações criminosas, de construção de 5 presídios aos moldes dos de El Salvador de Bukele e de militarizar ainda mais as fronteiras, e Lula compromete-se a fortalecer seu Programa Brasil Contra o Crime Organizado. De fato, seu governo tem combatido as organizações criminosas – em seu plano de governo Lula pontua que desde 2023, causou R$ 35,8 bilhões de prejuízos à essas organizações. Apesar disso, o poder e fortuna do crime organizado não param de aumentar e nada do que Flávio propõe irá mudar isso, muito pelo contrário – o endurecimento do combate ao narcotráfico não pode acabar com as drogas, pode apenas aumentar seu preço e os lucros dos traficantes. A política de combate intenso às drogas de Lula já é horrível e a de Flávio promete ser ainda pior, ou seja, ela dará ainda mais poder e dinheiro as organizações criminosas. Nenhuma proposta que não seja a completa revogação da proibição de fabricação e comercialização de todas as drogas é devaneio puro, que nada faz além de piorar a questão da criminalidade.
Ambos os candidatos apresentam planos para recuperar territórios perdidos para o crime organizado, mas, como argumentei em outro artigo, pode ser melhor deixar territórios com as facções do que com a máfia estatal brasileira; os traficantes podem ser menos piores do que o estado de Lula e de Flávio.
Crimes reais
As propostas de Flávio de combate aos criminosos reais (com vítimas) é bem melhor que as que Lula propõe e tem executado nos seus governos. No Brasil a impunidade é dramática, criminosos presos costumam ser liberados das delegacias antes mesmo que as vítimas terminem seus depoimentos e os que chegam a ser condenados recebem penas leves que nem mesmo chegam a cumprir a terça parte. A maioria volta a cometer crimes, pois já viram que o crime compensa. Isso se deve a abjeta mentalidade petista de ver o criminoso como uma “vítima da sociedade” que, após 20 anos de governo do PT, permeou todas as instâncias da justiça e da legislação brasileira. Flávio propõe que os criminosos graves cumpram suas penas, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, e 14 anos para crimes graves, e transformar o Bolsa Criminoso em Bolsa Vítima (“Os recursos hoje direcionados às famílias de detentos serão redirecionados às famílias das vítimas”.). Estas propostas não são muito boas, já que todos os criminosos deveriam cumprir suas penas, não apenas os que cometeram crimes graves, a maioridade penal nem deveria existir, e quem deve recompensar a vítima são os criminosos e não toda a população, porém, são bem menos piores do que as propostas e o histórico de Lula.
Mas a melhor promessa de Flávio é a de revogação do estatuto do desarmamento, facilitando a compra e o porte de armas pela população. Também não é como deveria ser, a total liberação de armas (Flávio propõe até executar quem estiver com um fuzil na mão, sendo que todos deveriam poder caminhar com seus fuzis), contudo, permitir que o cidadão volte a ter a possibilidade, mesmo que limitada, de se defender contra armas de fogo dos bandidos com suas próprias armas de fogo, já seria uma incomensurável medida efetiva de combate ao crime.
Feminismo
Mas esse recrudescimento punitivo nem sempre é bom, pois as definições de crime do estado – que é a maior organização criminosa da sociedade – seguem princípios dúbios. Na proposta de diminuição da maioridade penal para 14 anos para crimes graves, Flávio inclui na lista desses crimes o tráfico de drogas. Imagine um adolescente que só quer ganhar um dinheiro trabalhando no comércio ilegal mas totalmente legítimo de drogas e é preso e condenado a 30 anos de prisão por esse crime sem vítima! Flávio também propõe a punição de castração química para estupradores, e novamente, a definição de estuprador para a justiça progressista estatal pode ser a de um homem simplesmente acusado de estupro, onde a única prova é a palavra da mulher. Um dos pontos principais do plano de governo de Flávio é o “Brasil por Elas”, uma série de medidas que privilegiam as mulheres, tratando-as diferentemente dos homens. Flávio, como senador, já se mostrou ainda mais feminista que seu pai Jair, – que se gabou de ter sancionado 71 leis feministas em seu governo, embora uma checagem de fatos tenha encontrado “apenas” 41 – e votou a favor da aberrante lei da misoginia. Lula, como todo esquerdista, é feminista, mas Flávio consegue ser ainda pior que Lula na questão do feminismo, que é uma das principais causas da destruição da família que ele alega defender.
Socialismo
O socialismo é o sistema defendido tanto pela esquerda quanto pela direita no Brasil. O sistema soviético de saúde, os serviços socialistas de segurança e a educação socializada são unanimidade em ambos os espectros políticos. Claro que para essas três funções serem fornecidas universalmente pelo estado os impostos devem ser altos, a burocracia gigantesca e o tamanho do estado mastodôntico, mas a esquerda e a direita não se limitam a elas. Cultura, turismo, esmola, transporte, esporte, agricultura, habitação, creches, as folclóricas ruas e estradas e muito mais socialismo é defendido igualmente pelo esquerdista e pelo direitista brasileiro. No programa de governo do “direitista” Flávio podemos atestar suas profundas convicções socialistas:
“Toda família brasileira quer a mesma coisa: que o filho tenha uma vida melhor do que a sua. É o pacto silencioso de todo pai e toda mãe que acordam cedo, trabalham muito e economizam no próprio prato para que o filho estude e vá mais longe.
Preparar uma família para a vida envolve a criança que aprende a ler na idade certa e o jovem que sai da escola sabendo fazer algo que o mercado precisa. Envolve a mãe que só consegue trabalhar se tiver onde deixar o filho pequeno, e o filho que só cresce na carreira se tiver com quem deixar o pai idoso. Envolve a saúde, porque criança doente não aprende e adulto doente não trabalha. E envolve o esporte, que tira o jovem da rua e ensina o que a sala de aula sozinha não ensina. Tudo isso faz parte do que é necessário para uma família subir na vida pelo próprio esforço.
O Estado brasileiro tem falhado em quase tudo isso: faltou ensino de qualidade, faltou creche para a mãe trabalhar, faltou saúde preventiva e faltou apoio às famílias que cuidam de um idoso. Gastou-se muito e entregou-se pouco, porque faltou compromisso com o resultado e sobrou ideologia.”
Quem precisa de família com um estado socialista onipresente e onipotente como esse? Flávio promete até internet socialista, com a “instalação de mais de 21.000 pontos de inclusão digital pelo Programa Wi-Fi Brasil”. Ao contrário do que seu programa afirma, não gastou-se muito e entregou-se pouco por falta de compromisso ou excesso de ideologia, mas por uma falha intrínseca na ideologia socialista que, assim como Lula, Flávio também defende. O estado sempre vai gastar mais e entregar menos que o mercado, e se Flávio pretende melhorar a qualidade dos serviços estatais, ele terá que gastar ainda mais do que Lula tem gasto. E isso será financiado com mais imposto e mais inflação. É difícil ver onde Flávio seria menos socialista que Lula. Seu programa diz que não vai retirar direitos trabalhistas, promete financiamentos via BNDES, irá manter os programas sociais existentes e se gaba de ter triplicado o valor pago do Bolsa Família (Auxílio Brasil). Flávio nunca falou um “a” sobre o sistema de moeda fiduciária do banco central e iria manter esse esquema fraudulento em pleno funcionamento. O vazamento de seus áudios com Vorcaro mostram que ele, assim como Lula, está nas mãos das elites bancárias que verdadeiramente controlam o Brasil. Poderíamos apontar para as propostas mais liberais de Flávio – focadas na desburocratização – que configuram um alívio para o empreendedorismo, porém, suas promessas de diminuição de impostos são puro embuste, já que os serviços estatais que ele quer fornecer com qualidade custam caro. Mas só de Flávio falar da burocracia e prometer a retomada e conclusão da privatização dos Correios já o torna menos socialista que Lula. Ponto para o Flávio.
Censura
A liberdade de expressão não existe no Brasil. Vivemos sob uma ditadura que criminaliza a opinião, colocando pessoas na cadeia por contar piadas ou apenas expressar ideias que, por exemplo, possam ser consideradas homofóbicas, racistas e antidemocráticas. Enquanto Lula promete piorar ainda mais o regime de censura com regras mais rígidas para as big techs visando coibir a “propagação de fake news, desinformação, discursos de ódio e ataques à democracia”, Flávio fala em um “Tesouraço na Censura”, indo na direção contrária de Lula. Então Flávio seria bem menos pior que Lula neste tema. Mas não tão rápido. Os alinhamentos internacionais de Flávio com Israel e EUA colocam um grande ponto de interrogação sobre como seu governo lidaria com a liberdade de expressão. Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos sempre tiveram uma liberdade de expressão robusta, estabelecida pela primeira emenda de sua constituição. No entanto, a subordinação americana ao Estado de Israel está solapando esta que é uma das poucas liberdades que restam naquela país cada vez mais sovietizado, e lá também pessoas estão sendo presas por expressar ideias críticas a um estado e povo estrangeiro e até por contar piadas. Com Flávio na presidência, apesar de suas promessas, a censura também pode se intensificar no Brasil. Flávio já mostrou que não possui compromisso com a liberdade de expressão ao aprovar a lei que criminaliza opiniões misóginas, conforme comentamos acima ao falarmos sobre seu feminismo, e ele não fala nada sobre acabar com a censura de ideias racistas, homofóbicas, nazistas, etc.; então coloco os dois empatados nessa questão: Flávio e Lula são censuradores.
Relações internacionais
Talvez seja nessa questão que os dois candidatos mais se diferenciem, mas a diferença tem pouco a ver com o comércio internacional, uma vez que ambos são mercantilistas contrários ao livre comércio e adeptos de “acordos de livre comércio”, altamente regulamentados e taxados. Países não transacionam com outros países; é a pessoa X no país A que transaciona com a pessoa Y no país B. O papel do governo é sair da frente, zerando restrições e impostos de importação e exportação. Mas os dois canalhas mercantilistas concorrendo a presidência do Brasil querem assaltar importadores e exportadores e fazer seus conchavos comerciais para privilegiar os empresários cupinchas ou os que fizerem mais lobby ($$). E não sei nem se Flávio é menos pior que Lula quanto a “taxa das blusinhas”. Enquanto Jair Bolsonaro zerou o imposto federal para importações de valores abaixo de 50 dólares, Lula reinstituiu a cobrança e, recentemente, a retirou. No entanto, o governador bolsonarista de São Paulo, Tarcísio de Freitas, passou a cobrar o imposto estadual (ICMS) sobre essas compras na mesma época da taxação federal, mas manteve a cobrança mesmo após a isenção de Lula.
O que distingue ambos são suas orientações ideológicas. O mundo é dividido em países neutros, países submissos ao império global americano e países soberanos que se recusam a alinhar suas políticas externas, econômicas ou de segurança com as diretrizes de Washington. O Brasil – assim como a Índia e a África do Sul – tem sido parte do Sul Global, países em desenvolvimento que evitam escolher um lado definitivo, mantendo relações pragmáticas com os EUA, mas também com a China e a Rússia, buscando seus próprios interesses econômicos e estratégicos. O Brasil é um importante membro do BRICS, que funciona como o principal motor político e financeiro do Sul Global dando voz aos não alinhados com o império. Enquanto Lula quer fortalecer o bloco e continuar desafiando a hegemonia americana e criar alternativas financeiras ao dólar (que, obviamente, sempre existiram, como ouro e prata e agora as criptos), Flávio defende uma mudança drástica, esvaziando o papel do BRICS na política externa brasileira e tornando o Brasil um vassalo completo do imperialismo.
Deixando clara sua intenção de submissão aos Estados Unidos, Flávio, junto com seu irmão Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo, foram se encontrar com Donald Trump na Casa Branca. Antes de qualquer coisa, este encontro é bizarro pois pouco antes Trump traiu e humilhou esses três ao capitular para Lula e retirar o tirano Alexandre de Moraes, a esposa dele e o instituto da família dele da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro de 2025, enquanto os três alardeavam que a Magnitsky seria endurecida e se expandiria para mais criminosos do estado brasileiro. Com isso, Jair Bolsonaro, o favorito para derrotar Lula, permaneceu ilegalmente preso e inelegível. Mas o encontro se torna ainda mais grotesco por tudo o que Trump atualmente representa.
Trump pode ter simbolizado importantes bandeiras no passado, com seu enfrentamento à mídia corporativa, às hordas de imigração em massa e à insanidade Woke, e nós libertários sempre seremos gratos pela migalha que ele nos deu ao conceder o perdão presidencial à Ross Ulbricht. Mas hoje Trump não passa de um socialista, vigarista e extremamente corrupto que se elegeu prometendo acabar com as guerras e não só manteve a guerra na Ucrânia e continuou a dar suporte e financiamento ao genocídio de Israel em Gaza como atacou Iraque, Iêmen, Nigéria, Síria, Somália, sequestrou o presidente da Venezuela e iniciou uma guerra catastrófica contra o Irã. Talvez a coisa mais honesta que Trump tenha feito foi mudar o nome de seu Ministério da Defesa para Ministério da Guerra, já que as guerras do império não possuem nenhuma relação com a defesa do território americano, apenas com a expansão do poder global. Melhor ainda seria rebatizar para “Ministério das Guerras por Israel”. As pessoas que se consideram de direita e ainda não entenderam o anti-Cristo que é Trump, precisam urgentemente começar a ouvir o jornalista/comentarista político mais influente da direita conservadora americana, Tucker Carlson:
Recomendo todos os vídeos de Carlson sobre a traição de Trump dos valores da direita, principalmente os vídeos postados ao longo do artigo “Como o ‘Israelismo’ substituiu o Cristianismo como a religião cívica americana”. Trump é um criminoso de guerra que, entre outros crimes, assassinou mais de uma centena de meninas entre 7 e 12 anos ao bombardear uma escola primaria no primeiro dia de sua guerra contra o Irã. Uma atrocidade que muito provavelmente não foi acidental, mas um sacrifício judaico do Purim proposital.
Mas o que é pior em Flávio é que enquanto Lula denuncia veementemente o genocídio dos palestinos promovido por Israel e, por causa disso, é persona non grata em Israel – um motivo de orgulho para todos os brasileiros realmente de bem – todos os Bolsonaros são apoiadores ardentes do sanguinário Estado Terrorista de Israel.
Jair, Flávio, Eduardo, Carlos e Michele… todos são apologistas do Estado de Israel. No último vídeo acima, Michele Bolsonaro usa uma camiseta que diz “Israel, desde 1948”, que é a data que marca a fundação do moderno Estado de Israel, que ao contrário do que pensam evangélicos abilolados como ela, NADA tem a ver com o Israel bíblico, sendo na realidade um estado de apartheid que foi formado pelo roubo de terras através do terrorismo e promove o genocídio do povo palestino ininterruptamente até os dias de hoje. Os Bolsonaros também são comprometidos em transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, medida que tentaram levar adiante durante a presidência de Jair Bolsonaro e pretendem concluir se voltarem ao poder.
Ao transferir a embaixada, assume-se uma posição factual de Jerusalém como capital israelense, e isso é como reconhecer um ladrão como legítimo proprietário de um objeto roubado. Israel é só o nome de um território ocupado por invasores, vindos em sua maioria do leste europeu, que roubaram a terra dos legítimos proprietários palestinos. Reconhecer Israel é como afirmar que uma fazenda invadida pelo MST pertence aos invasores do movimento e não ao fazendeiro que sob ameaça precisou fugir de sua propriedade. Mas o que é pior de tudo isso é que supostos cristãos como os Bolsonaros pretendam entregar de vez a Terra Santa – onde o Deus que se fez homem viveu, pregou e caminhou – para os maiores inimigos do Cristianismo, o povo judeu, que matou Jesus e que odeia Cristo e a Cristandade. Este talvez seja o quesito mais fácil da lista; Flávio é bem pior que Lula. Na verdade, Lula chega a ser um herói na questão palestina e Flávio um vilão satânico. E olha que Flávio nem é o pior sionista entre os candidatos. Renan Santos é ainda pior, clamando ser ele o verdadeiro sionista, acusando o “bolsonarismo de seguir apenas um filossemitismo infantil e hipotético”.
Conclusão
Ser menos socialista é algo que Flávio tem de melhor que Lula, no entanto, isso está longe de significar que Flávio seja um liberal/libertário. O socialista, feminista, proibicionista, covidiota, vassalo do imperialismo Flávio também flerta com o eficientismo, a tecnocracia, o ambientalismo e o fascismo, e podemos esperar um forte intervencionismo em seu governo, apenas ligeiramente menos burocrático que o atual. Flávio também é melhor que Lula no enfrentamento aos crimes reais, principalmente pelo seu posicionamento a favor do armamento da população. Por mais que seria melhor viver em um Brasil um pouco mais seguro e um pouco mais liberal, esse avanço não compensa o preço de ter um presidente ardorosamente sionista. A direita reclama muito da desonestidade de Lula, porém, por mais que ele seja ladrão (coisa que Flávio também é), matar é um crime pior do que roubar. Lula condena os assassinatos em massa de Israel, ao passo que Flávio aprova e apoia este genocídio em andamento.
Quando comentei para um direitista que Lula é menos pior do que Flávio por conta do apoio deste último a matança de crianças palestinas, ele tentou argumentar que Lula também era um assassino de crianças por apoiar a descriminalização do aborto. Apesar de toda a gravidade disso, não se compara ao suporte ao genocídio de Gaza. Em primeiro lugar, Lula governa o Brasil há 20 anos e o aborto continua proibido, enquanto milhares de crianças estão sendo dilaceradas pelas bombas de Israel patrocinadas pelos Estados Unidos. Segundo, uma coisa é uma mãe ter seus amados filhos trucidados por bombas; outra é a mãe escolher assassinar seu próprio filho indesejado ainda no ventre, uma prática satânica que, diga-se de passagem, é permitida, “gratuita” e amplamente acessível em Israel.
Portanto, a conclusão inexorável é que por mais abominável que Lula seja, Flávio consegue ser ainda pior. Isso de maneira nenhuma significa um aval ao voto em Lula. Considero inconcebível um libertário votar em um crápula como Lula. Só estou dizendo que seria ainda pior ele votar em Flávio, especialmente se, além de libertário, ele for cristão. Graças a Deus, como explicado no primeiro paragrafo deste artigo, não somos obrigados a escolher entre estes dois vermes asquerosos. No domingo da eleição, participe apenas da única liturgia que realmente somos obrigados: vá à missa – há uma guerra espiritual em curso e o Brasil não pode ser salvo por nenhum destes dois vagabundos, mas você pode salvar sua alma.









